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IBP Brasil
Razão social Instituto Brasileiro de Peritos
Empresa privada
Slogan Centro de referência em metodologia pericial e rede de laboratórios periciais forenses
Atividade Perícias em sistemas eletrônicos, redes e Internet (forense computacional), Engenharia Forense, Fonética Forense, Grafoscopia, Documentoscopia, Perícias econômico-financerias
Fundação 2001, no Brasil
Sede São Paulo, Brasil
Área(s) servida(s) Mundo
Produtos Perícia judicial, arbitral e administrativa
Assistência técnica
Exames técnicos
Laudos, pareceres, manifestações e quesitos
Consultoria
Auditoria
Avaliações
Governança, conformidade e certificação
Treinamento
Website oficial http://www.perito.com.br

O Instituto Brasileiro de Peritos (IBP) é um centro privado de referência em metodologia pericial forense[1] que mantém uma rede de laboratórios especializados em exames periciais sobre tecnologia da informação, engenharia, fonética forense, sons e imagens, documentoscopia, grafoscopia, economia, finanças e outras áreas das chamadas Ciências Forenses[2].

OrigemEditar

O IBP foi fundado em 2001, momento em que os debates pioneiros que realizava no âmbito do Comitê de Direito da Tecnologia, mantido pela Câmara Americana de Comércio em São Paulo (Amcham) [3], já sinalizavam o surgimento de muitos novos desafios para a produção de provas nos processos judiciais, especialmente em função da rápida adoção de novas tecnologias pela sociedade brasileira. Adotou inicialmente o nome social de Instituto Brasileiro de Peritos em Comércio Eletrônico e Telemática (IBP Brasil) porque àquela época a Internet ganhava um forte impulso em todo o mundo[4] e ampliava seu uso nas transações eletrônicas entre empresas e clientes, trazendo inexoráveis reflexos nas provas técnicas debatidas em Tribunais Brasileiros [5].

Ao longo da década seguinte, o IBP ampliou suas áreas de atuação: além avançar nos estudos sobre as questões de tecnologia da informação e da Internet, passou a realizar exames técnicos e emitir laudos em áreas como engenharia, telecomunicações, acidentes, sons, imagens, insalubridade, periculosidade e econômica-financeira, entre muitas outras, em debates judiciais e arbitrais envolvendo direitos autorias, patentes, descumprimento de contratos, falhas em sistemas, acidentes, invasões, sabotagens, furtos digitais[6] e muitos outras ocorrências procedimentos indevidos tecnologicamente avançados [7]. Mais recentemente, o IBP passou a atuar também na auditoria de sistemas eletrônicos, na auditoria sobre gestão de ativos de software e em treinamento.

Metodologia pericialEditar

Em reconhecido artigo[8], Simson Garfinkel alertou para o esgotamento do que denominou a "era de ouro" da perícia forense computacional, fenômeno que torna obsoletos os métodos e ferramentas empregados nos trabalhos periciais. A crise da forense digital está relacionada ao aumento na capacidade de armazenamento de dados, aos equipamentos embutidos e aos serviços em nuvem, dificultado a coleta de evidências e a ampla utilização da criptografia, dificultado a coleta de vestígios e apresentação de evidências. Situações similares replicam-se em outras áreas do conhecimento, onde o forte avanço tecnológico põe em xeque os métodos periciais tradicionais.

Por esses motivos, se torna imperioso estudar e adotar novos métodos e ferramentas periciais para assegurar a qualidade dos resultados submetidos ao Poder Judiciário, evitando falsos negativos e, pior, falsos positivos que levam o Magistrado e as próprias partes a engano. O aumento da complexidade na coleta e produção de provas impõe ainda peritos mais capacitados[9] e a adoção de métodos cada vez mais rigoroso para gerar e controlar a Cadeia de Custódia. Os profissionais do IBP participam de pesquisas sobre as melhores práticas periciais na coleta forense de evidências e na geração de cadeia de custódia para o exame dos modernos dispositivos digitais[10]

Serviços periciaisEditar

O IBP se dedica ao desenvolvimento de metodologias periciais e à realização de perícias em questões de alta tecnologia. Seu laboratório forense em tecnologia da informação é dotado da mais renomadas ferramentas periciais [11] . Para o exame pericial forense de celulares, smartphones, tablets e equipamentos GPS, o IBP estabeleceu parceria com os lideres mundiais no fornecimento de plataformas tecnológicas para equipar seus laboratórios[12].

O desenvolvimento da metodologia pericial se dá por pesquisas acadêmicas

Na esfera educacional e de treinamento, o IBP atua há mais de uma década junto a universidades, órgãos, empresas e congressos[13]. No foco institucional, o IBP colabora com a produção de estudos que apoiam os operadores do Direito, em 2016 participou no Anuário da Justiça de São Paulo[14]. Na esfera legislativa, o IBP apoia o esclarecimento de questões técnicas de interesse dos legisladores[15].

Referências

  1. «Primeiro Simpósio Prodam de Direito e TICS». 2014. Consultado em 14 de Abril de 2015 [ligação inativa]
  2. «Instituto Brasileiro de Peritos». 2015. Consultado em 20 de Junho de 2015 
  3. «Amcham-São Paulo». 2015. Consultado em 10 de Junho de 2015 
  4. BAPTISTA, Luiz Olavo. Comércio eletrônico: uma visão do Direito brasileiro. Revista da Faculdade de Direito, Universidade de São Paulo, v. 94, p. 83-100, 1999
  5. «OPICE BLUM, Renato, A Internet e os Tribunais». 2001. Consultado em 20 de Junho de 2015 
  6. «De sequestros a furtos de dados, TechBiz Forense Digital». 2012. Consultado em 18 de Abril de 2015 
  7. BLUM, Renato MS Opice; DA SILVA BRUNO, Marcos Gomes. Manual de direito eletrônico e internet. Lex Editora SA, 2006
  8. GARFINKEL, Simson, Digital Forensics Research: The Next 10 Years, DFRWS 2010, Portland, OR, August 2010
  9. Rede Globo, Saiba mais sobre profissões que estão em alta no mercado brasileiro - Peritos digitais, Rede Globo, Jornal Hoje
  10. Giova, Giuliano. «Improving Chain of Custody in Forensic Investigation of Electronic Digital Systems» (PDF). IJCSNS International Journal of Computer Science and Network Security. Consultado em 9 de maio de 2016 
  11. TechBiz Forense Digital (3 de dezembro de 2021). «Informática é cada vez mais importante no dia a dia do perito». Consultado em 9 de maio de 2016  Verifique data em: |data= (ajuda)
  12. «Peritos investem na investigação de dispositivos móveis e GPS | MundoGEO». MundoGEO. Consultado em 9 de maio de 2016 
  13. MPSP (29 de dezembro de 2013). «Seminário na ESMP debateu direitos do consumidor na era digital». Consultado em 9 de maio de 2016 
  14. «Anuário da Justiça São Paulo será lançado nesta quarta-feira no TJ-SP». Consultor Jurídico. Consultado em 9 de maio de 2016 
  15. «Polícia Federal acredita que marco civil da internet pode prejudicar investigação criminal». adpf.org.br. Consultado em 9 de maio de 2016 

Ligações externasEditar

[1] Website oficial do Instituto Brasileiro de Peritos

Ver tambémEditar