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Disambig grey.svg Nota: Para outros significados de João de Almada, veja João de Almada (desambiguação).

João Vaz de Almada, senhor de juro e herdade de Pereira, foi Rico-Homem, Fidalgo do Conselho, vedor da Fazenda de D. Duarte (era-o em 1440) e de D. Afonso V, alferes de bandeira de S. Vicente na tomada de Ceuta (1415), etc.

Quando o seu irmão, o conde de Avranches, morreu na batalha de Alfarrobeira, foi ele que providenciou a sua sepultura[1].

BiografiaEditar

Gomes Eanes de Zurara no capítulo 85 da Crónica da Tomada de Ceuta, refere: "…ter sido João Vasques encarregado por D. João I de pôr no Castelo de Ceuta, a 23 de Agosto de 1415, quando foi conquistado, a bandeira da Cidade de Lisboa (ou S. Vicente) que levava. Desde essa altura até hoje mantém a mesma figura heráldica original. O historiador acrescenta que no Castelo se encontravam muitas riquezas que faziam apetite a muitos que queriam ser seus companheiros, o que fez com que El-Rei lá mandasse o Infante D. Henrique com ordem de os pôr fora e que deixasse somente de posse do Castelo a João Vasques e aos seus".

Acrescenta: "e segundo aprendemos, melhor encontro achou ele ali que o gavião terço do escudeiro do Mestre, com a melhor parte das mais e melhores coisas que tinha Çalabençala, e todos os outros, que com ele estavam naquele Castelo, ouve Joham Vaz, as quais eram nele muy bem empregadas ca era nobre cavaleiro e trabalhou sempre em sua vida para acrescentar em sua honra com muitos serviços que fez a El-Rei e ao Reino".

Segundo o mesma diz que: "conservou a posse do Castelo até que saindo de Ceuta com o Rei, ele foi entregue ao Conde de Viana, D. Pedro de Menêzes, que nele ficou Capitão-Governador da Cidade".

A 16 de Janeiro de 1449 o rei D. Afonso V privilegia Rodrigo Anes, morador na cidade de Lisboa, sobrinho de João Vasques de Almada, isentando-o de qualquer encargo concelhio, de ser posto por besteiro do conto, bem como do direito de pousada.

O mesmo rei, a 5 de Outubro de 1450, oferece a João de Almada, morador na vila de Almada, criado de João Vasques de Almada, vedor da casa régia e e a seu pedido, a possibilidade que a sua barca possa andar livremente de Almada para a cidade de Lisboa e seja isenta de cargas, encargos e servidões de pessoas[2].

A 14 de Março de 1463 D. Afonso V doou vitaliciamente a João Vasques de Almada, rico-homem, do seu Conselho, todos os direitos do pão, vinho, linho, legumes e outros, de Pereira e da Noura.

A 18 de Março de 1463 o mesmo rei doou a João Vasques de Almada, rico-Homem, do seu Conselho e vedor da fazenda, uma tença anual de 37.337 reais de prata, transmissíveis à sua mulher em caso de sua morte, e assentes na renda régia das sisas das herdades e panos de linho de Lisboa.

A 24 de Março de 1463 teve pelo seu casamento uma tença real de 37.337 reais de prata, dos quais 13.715 eram de sua mulher D. Violante de Castro.

A 14 de Outubro do mesmo ano, é nomeado de escrivão da Adiça[3][4].

Dados genealógicosEditar

Filho de: João Vaz de Almada

Casou com: D. Violante de Castro.

Tiveram
Teve ilegítimo

Referências

  1. A sociologia da representação político-diplomática no Portugal de D. João I, por Maria Alice Pereira dos Santos, Doutoramento em História Medieval, Universidade Aberta, Lisboa – Janeiro de 2015, nota 1439 pág. 363
  2. João de Almada, morador na vila de Almada, criado de João Vasques de Almada, vedor da casa régia e e a seu pedido, permitindo que a sua barca possa andar livremente de Almada para a cidade de Lisboa e seja isenta de cargas, encargos e servidões de pessoas, Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Código de ref.:PT/TT/CHR/I/0011/001207
  3. Provisão régia nomeando João Vaz Almada como escrivão, Registrado no livro 9 da chancelaria do rei d. Afonso V, volume 5º, página 151 in médio, Biblioteca digital Luso-Brasileira
  4. Provisão régia nomeando João Vaz Almada como escrivão, Registrado no livro 9 da chancelaria do rei d. Afonso V, cópia manuscrita registada no livro nº 9 da Chancelaria da D. Afonso 5º, documento em pdf, Biblioteca digital Luso-Brasileira
  5. «Genealogias das Famílias de Portugal», por Afonso Torres e continuada por Luís Vieira da Silva, capitulo dos Almadas, ano de 1694
  6. Nobreza e Ordens Militares, Relações Sociais e de Poder, séc. XIV a XVI, pág. 194
  7. «Direcção-geral de arquivos». Arquivo Nacional da Torre do Tombo 
  8. «Aguilar de Campóo, Grandes de España». Grandesp.org.uk 
  9. «Genealogias das Famílias de Portugal», por Afonso Torres e continuada por Luís Vieira da Silva, capitulo dos Almadas, ano de 1694

BibliografiaEditar

  • Soveral, Manuel Abranches de - «Ascendências Visienses. Ensaio genealógico sobre a nobreza de Viseu. Séculos XIV a XVII», Porto 2004, ISBN 972-97430-6-1. 2 volumes.
  • Baquero Moreno, Humberto - «A Batalha de Alfarrobeira: antecedentes e significado histórico », edição da Biblioteca da Universidade de Coimbra, 1979.
  • Gomes Eanes de Azurara, «Chronica del Rei D. Joam I de boa memória. Terceira parte em que se contam a Tomada de Ceuta», Lisboa, 1644

Ligações externasEditar