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Joaquim Lopes Chaves
Joaquim Lopes Chaves
Nome completo Joaquim Lopes Chaves
Nascimento 15 de janeiro de 1833
Jacareí, São Paulo
Morte 4 de agosto de 1909 (76 anos)
Rio de Janeiro, Brasil
Nacionalidade Brasil brasileiro
Progenitores Mãe: Gertrudes de Carvalho Lopes Chaves
Pai: Francisco Lopes Chaves, 1.° Barão de Santa Branca
Cônjuge Ana Domingues de Castro (1.ªs núpcias)
Candida Augusta Marcondes (2.ªs núpcias)
Filho(s) Das 1.ªs núpcias:
Joaquina Lopes Chaves Porto
Ana Chaves de Alvarenga
Ocupação Advogado e político
Religião Católico Apostólico Romano
Constituição brasileira de 1891, página da assinatura de Joaquim Lopes Chaves (vigésima primeira assinatura). Acervo Arquivo Nacional

Joaquim Lopes Chaves (Jacareí, 15 de janeiro de 1833 — Rio de Janeiro, 4 de agosto de 1909) foi um político brasileiro. Era filho do comendador Francisco Lopes Chaves, o 1° Barão de Santa Branca e de Gertrudes de Carvalho Lopes Chaves, e irmão de Francisco Lopes Chaves (2º Barão de Santa Branca), Licínio Lopes Chaves (2º Barão de Jacareí) e de Marcelina Lopes Chaves (esposa de Américo Brasiliense de Almeida Melo - presidente do Estado de São Paulo).

Índice

BiografiaEditar

Concluindo seus estudos primários em Jacareí, foi estudar em São Paulo onde se formou bacharel pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco em 1856. Mudou-se para Taubaté, e filiou-se ao Partido Conservador iniciando, assim, sua ativa participação na política. Eleito vereador naquela cidade, cumpriu diversos mandatos, tendo sido ainda presidente da Câmara e inspetor da Instrução pública.

Em 1858 é eleito Deputado Provincial, cumprindo sucessivos mandatos até 1889, tendo sido ainda, presidente da Assembleia Legislativa no período de 4 de fevereiro de 1874 até 1º de fevereiro de 1876, e de 6 de fevereiro de 1877 a 4 de março de 1880.

Posteriormente, já filiado ao PRP, foi eleito deputado federal de 1891 a 1893 e depois, Senador Estadual, cargo que exerceu de 1895 a 1897 e de 1901 a 1903. Seu último mandato foi o de senador federal por São Paulo, tendo falecido no Rio de Janeiro enquanto ainda estava em exercício em 1909.[1]

Em toda sua trajetória política, prestou relevantes serviços à causa pública, colocando-se sempre como um verdadeiro fiscal do patrimônio público. Sempre dedicado aos estudos sobre finanças, fez parte das comissões de Fazenda, apresentando trabalhos que eram postos em prática pelas mesmas. Foi casado com Ana Domingues de Castro (filha de Manuel Jacinto Domingues de Castro - o Barão de Paraitinga[carece de fontes?]), tendo com ela duas filhas: Joaquina Lopes Chaves Porto, casada com Francisco de Oliveira Porto e Ana Chaves de Alvarenga, casada com Antonio Silvério de Alvarenga. Em 15 de janeiro de 1871 casou-se em segundas núpcias com Candida Augusta Marcondes [2], com quem não deixou descendentes.[3]

HomenagemEditar

No município de São Paulo, a rua Lopes Chaves foi aberta nas últimas décadas do século XIX, já constando do Mapa da Cidade de 1897 com a mesma denominação. Em 1916, através do Ato nº 972, ela foi oficializada com o nome Lopes Chaves [4] Link para mapa da rua em homenagem a Joaquim de Lopes Chaves - Bairro Santa Cecília - São Paulo - SP 23° 31′ 44,52″ S, 46° 39′ 30,7″ O

Curiosidade LiteráriaEditar

O escritor Mário de Andrade residiu numa casa da rua Lopes Chaves nº 546, de 1921 a 1938 (quando mudou-se para o Rio de Janeiro) e depois retornou em 1941. Em vários escritos, Mário de Andrade cita nominalmente a rua Lopes Chaves:

  • Poemas da amiga: "Quando eu morrer quero ficar / Não contem aos meus amigos, / Sepultado em minha cidade, / Saudade --- Meus pés enterrem na rua Aurora, / No Paissandu deixem meu sexo, / Na Lopes Chaves a cabeça / Esqueça (...)"
  • Descobrimento (primeira estrofe): "Abancado à escrivaninha em São Paulo / Na minha casa da Rua Lopes Chaves / De supetão senti um friúme por dentro. / Fiquei trêmulo, muito comovido / Com o livro palerma olhando pra mim. (...)"
  • Lira Paulistana: "Nesta rua Lopes Chaves / Envelheço, e envergonhado / Nem sei quem foi Lopes Chaves".

Referências

  1. Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo - Lista de Presidentes Arquivado em 8 de dezembro de 2015, no Wayback Machine., último acesso em 21 de junho de 2013.
  2. Candida Augusta Marcondes casou-se em 16 de julho de 1844 primeiras núpcias com Manoel Moreira de Mattos com quem teve três filhos:José Benedito Marcondes de Mattos, Maria José Marcondes de Mattos e Marianna Marcondes de Mattos (ambas falecidas solteiras).
  3. Marcondes de Mattos, José, Os Marcondes de Mattos do Valle do Parahyba, São Paulo, Escolas Profissionais Salesianas, 1937, página 11.
  4. Dicionário de ruas do município de São Paulo, último acesso em 21 de junho de 2013.
Precedido por
Scipião Ferreira Goulart Junqueira
Presidente da Assembleia Legislativa Provincial de São Paulo
4 de fevereiro de 18741 de fevereiro de 1876
Sucedido por
Antônio Joaquim da Rosa
Precedido por
Antônio Joaquim da Rosa
Presidente da Assembleia Legislativa Provincial de São Paulo
6 de fevereiro de 18774 de março de 1880
Sucedido por
Bento Francisco de Paula Souza

Ver tambémEditar

Ligações externasEditar