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Juan José Millás

Juan José Millás
Juan José Millás na Feira do Livro de Madrid, 31 de Maio de 2008
Nascimento 31 de janeiro de 1946 (73 anos)
Valência, Flag of Spain.svg Espanha
Prémios Prémio Sésamo (1975)

Prémio Nadal (1990)
Prémio Planeta (2007)
Prémio Nacional de Narrativa (2008)

Género literário Romance, conto
Movimento literário Pós-modernismo

Juan José Millás (Valência, Espanha, a 31 de janeiro de 1946) é um escritor e jornalista espanhol.

BiografiaEditar

Embora tenha nascido em Valência, a sua família mudou-se em 1952 para Madrid, cidade onde viveu quase toda a sua vida. Não foi um estudante exemplar, tendo mesmo desistido do curso de Filosofia na Universidad Complutense de Madrid. Arranjou emprego como administrativo na Iberia e dedicou-se à leitura e à escrita. Em 1968 casou-se pela primeira vez, relação da qual resultou um filho.

O seu primeiro romance foi amplamente influenciado por Júlio Cortázar e pelo Experimentalismo, muito em voga na época. Embora original, detinha as falhas comuns a um escritor em início de carreira. O segundo, Cerbero son las sombras (1975), foi galardoado com o Prémio Sésamo, o que lhe abriu as portas da crítica. Graças a um entusiasta membro do júri, Juan García Hortelano, pôde depois publicar Visión del ahogado (1977) e El jardín vacío (1981) na famosa editora Alfaguara. Publicou em seguida Papel mojado (1983), uma encomenda de uma editora de literatura juvenil, que foi, e continua a ser, um sucesso de vendas. Surgiu em seguida o seu romance mais famoso, El desorden de tu nombre (1987), pelo qual recebeu o Prémio Nadal. Simultaneamente, começou a colaborar com a imprensa, atingindo um enorme êxito, derivado da sua prodigiosa imaginação e da sua incorruptível dedicação aos desfavorecidos. Desde então, dedica-se exclusivamente ao jornalismo e à literatura. Em 1987, casou em segundas núpcias com Isabel Menéndez, psicóloga, com quem teve o seu segundo filho.

Na sua numerosa obra literária, vincada pela introspecção psicológica, qualquer instante do quotidiano pode ser transformado num acontecimento fantástico. Foi assim que criou um género literário pessoal, o articuento, no qual uma história quotidiana se transforma, por obra da imaginação, numa maneira de ver a realidade sob um ponto de vista crítico. Os seus artigos publicados à sexta-feira no El País alcançaram um grande número de seguidores pela subtileza e pela originalidade da sua maneira de abordar os temas da actualidade, assim como pelo seu grande compromisso social e pela qualidade do seu estilo. As suas obras estão traduzidas em vinte e três línguas, entre as quais inglês, francês, alemão, português, italiano, sueco, dinamarquês, norueguês e holandês.

ObrasEditar

  • A desordem do teu nome
  • Tonto, morto, bastardo e invisível
  • Duas mulheres em Praga
  • Contos de adúlteros desorientados
  • O mundo: romance
  • Os objectos chamam-nos
  • O que sei dos homenzinhos
  • Laura e Julio
  • A ordem alfabética
  • Desde la sombra (2016)

Ligações externasEditar