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Kong Kristian
Português:  Rei Cristiano
"O Rei Cristiano estava perto do masto suntuoso" por Wilhelm Marstrand, 1865

Hino real da  Dinamarca
Letra Johannes Ewald, 1778
Composição Desconhecido
Adotado 1780

Kong Christian stod ved højen mast (O Rei Cristiano estava perto do masto suntuoso), ou simplesmente Kong Kristian (Rei Cristiano), é o hino real da Dinamarca, usado concomitantemente com Der er et yndigt land, o hino nacional. Adotado em 1780, Kong Kristian é um dos hinos mais antigos do mundo. A letra foi escrita por Ditlev Ludvig Rogert e o compositor da melodia é desconhecido. O hino só é tocado em presença de um membro da família real e, normalmente, apenas a primeira estrofe é usada.

HistóriaEditar

História da letraEditar

A letra foi escrita em maio de 1778[1] em Os Pescadores, peça vaudeville de Johannes Ewald, que estreou no Teatro Real Dinamarquês em janeiro de 1780 no aniversário do Rei Cristiano VII. A peça retrata os atos heroicos de pescadores do norte da Zelândia, que salvaram vários marinheiros do afogamento e se recusaram a receber recompensa financeira.[2] Por esta razão, a peça é considerada uma homenagem à marinha, em particular por causa da canção do Rei Cristiano. Na atuação original da peça, no entanto, somente a quarta estrofe é cantada. As primeiras três estrofes foram removidas por demonstrarem inimizade em relação à Suécia, que à época era uma importante aliada contra o Reino Unido, constituindo a Primeira Liga da Neutralidade Armada.[carece de fontes?]

MelodiaEditar

O autor da melodia do hino é um debate recorrente. Foi originalmente creditada a Johann Hartmann, o mesmo que compôs a partitura para a peça de onde a letra se origina, mas sua partitura original para a peça vaudeville é completamente diferente da que é usada hoje.[3] Um outro candidato à composição da melodia é um amigo de Johannes Ewald, o juiz Ditlev Ludvig Rogert, que tocava violino – muitos intelectuais do século XIX defenderam esta hipótese. Em 1880, Vilhelm Carl Ravn apresentou sua teoria de que a melodia pode ter sido criada bem antes do poema de Ewald e não teve nenhum compositor em particular. Esta é a teoria mais aceita hoje em dia. A melodia é por vezes erroneamente creditada a Friedrich Kuhlau, que popularizou Kong Christian por usar seu próprio arranjo da música na sua peça Elverhøj,[4] que estreou no casamento entre o príncipe herdeiro Frederico (que mais tarde se tornaria o Rei Frederico VII) e a Princesa Guilhermina Maria em novembro de 1828.

TemaEditar

O tema da canção é o heroísmo dos marinheiros do Reino da Dinamarca e Noruega durante as guerras contra a Suécia nos séculos XVII e XVIII. Entre os nomes mencionados, estão o rei Cristiano IV, Niels Juel e Peter Wessel Tordenskiold. A primeira estrofe se refere à Batalha de Colberger Heide (1º de julho de 1644) em que o Rei Cristiano IV é atingido por um estilhaço e aparenta ter morrido, mas logo se levanta e encoraja a tripulação a continuar a batalha.

LetraEditar

Dinamarquês Tradução aproximada
1

Kong Christian stod ved højen mast
i røg og damp;
hans værge hamrede så fast,
at gotens hjelm og hjerne brast.
Da sank hvert fjendtligt spejl og mast
i røg og damp.
Fly, skreg de, fly, hvad flygte kan!
hvo står for Danmarks Christian
hvo står for Danmarks Christian
i kamp?

2

Niels Juel gav agt på stormens brag.
Nu er det tid.
Han hejsede det røde flag
og slog på fjenden slag i slag.
Da skreg de højt blandt stormens brag:
Nu er det tid!
Fly, skreg de, hver, som véd et skjul!
hvo kan bestå mod Danmarks Juel
hvo kan bestå mod Danmarks Juel
i strid?

3

O, Nordhav! Glimt af Wessel brød
din mørke sky.
Da ty'de kæmper til dit skød;
thi med ham lynte skræk og død.
Fra valen hørtes vrål, som brød
den tykke sky.
Fra Danmark lyner Tordenskjold;
hver give sig i himlens vold
hver give sig i himlens vold
og fly!

4

Du danskes vej til ros og magt,
sortladne hav!
Modtag din ven, som uforsagt
tør møde faren med foragt
så stolt som du mod stormens magt,
sortladne hav!
Og rask igennem larm og spil
og kamp og sejr før mig til
og kamp og sejr før mig til
min grav!

1

O Rei Cristiano estava perto do mastro suntuoso,
Em meio a névoa e fumaça;
Sua espada agitava tão rapidamente,
Por capacetes e cérebros góticos ela passou;
E afundou cada galé e mastro inimigo,
Em meio a névoa e fumaça.
"Fuja!", gritaram, "fuja, quem puder!
Quem ousa desafiar Cristiano da Dinamarca,
Quem ousa desafiar Cristiano da Dinamarca,
Em batalha?"

2

Niels Juel observou o estrondo da tormenta:
"Chegou a hora!"
Içou novamente a bandeira vermelha de sangue,
E de golpe em golpe lidou com o inimigo,
E gritou alto, ao estrondo da tormenta:
"Chegou a hora!"
"Fujam!", gritaram, "fujam para um abrigo"
Quem pode desafiar Juel da Dinamarca,
Quem pode desafiar Juel da Dinamarca,
Em combate?"

3

Ó, Mar do Norte! Um vislumbre de Wessel desfez
Tua nuvem sombria!
Campeões foram então aos teus braços enviados;
Terror e Morte o acompanhavam onde ele fosse;
Das ondas foi ouvido um lamento que desfez
Tua nuvem sombria!
Dos trovões da Dinamarca, Tordenskjold,
Deixou que enaltecessem sua alma aos céus,
Deixou que enaltecessem sua alma aos céus,
E fugissem!

4

Tu, o caminho dos dinamarqueses à fama e ao poder,
Mar de ondas negras!
Recebas teu amigo, que, intrépido,
Enfrenta o perigo com despeito,
Tão orgulhoso quanto o poder da tua tormenta,
Mar de ondas negras!
E, em meio a prazeres e alarmes,
A guerra e o triunfo me levam,
A guerra e o triunfo me levam,
Ao meu túmulo!


Ligações externasEditar

  • «Tekstens historie og den tidligste melodi». Biblioteca Real Dinamarquesa. Consultado em 20 de agosto de 2008. Cópia arquivada em 10 de abril de 2010 
  • Ove Malling: "Store og gode Handlinger af Danske, Norske og Holstenere", Copenhagen 1777 (Reprinted 1992), pp. 64–70
  • «Spørgsmålet om komponisten». Biblioteca Real Dinamarquesa. Consultado em 20 de agosto de 2008. Arquivado do original em 15 de abril de 2010 
  • «Kongesang». Biblioteca Real Dinamarquesa. Consultado em 20 de agosto de 2008