Lamberto Baldi

Lamberto Baldi
Nascimento 1895
Orvieto
Morte 1979 (84 anos)
Montevidéu
Cidadania Itália, Reino de Itália
Ocupação compositor, maestro

Lamberto Baldi (Orvieto, 1895Montevideo, 1979) foi um regente italiano.

Da Itália ao BrasilEditar

Lamberto Baldi estudou em Florença com Ildebrando Pizzetti. Veio a São Paulo como regente de uma companhia de ópera italiana que fazia uma temporada lírica na cidade.

Em 1926 transferiu-se definitivamente para a cidade, trabalhando como regente e professor. Regeu vários concertos da Sociedade de Concertos Sinfônicos, e foi diretor musical da Sociedade Rádio Educadora Paulista. Quando, por uma dissidência da Sociedade de Concertos Sinfônicos surgiu a Sociedade Sinfônica de São Paulo, tornou-se seu regente titular. Sua atuação como regente e professor em São Paulo recebeu muitos elogios de Mário de Andrade que à época era crítico do jornal Diário Nacional.

Durante o período que residiu em São Paulo, Lamberto Baldi foi professor do então jovem pianista Camargo Guarnieri, ensinando-lhe harmonia, contraponto, orquestração e regência. Guarnieri considerava o maestro sua principal referência musical.

Em 1932 Lamberto Baldi transferiu-se para Montevidéu, para assumir o cargo de regente da Orquestra Sinfônica do Serviço Oficial de Difusão Rádio Elétrica (SODRE). Sua saída foi lamentada por Mário de Andrade no jornal.

Montevidéu e alémEditar

Em Montevidéu Lamberto Baldi residiu até o fim da vida, tendo atuação destacada na vida musical da cidade. O posto de regente fixo da Orquestra do SODRE foi mantido entre 1932 e 1942 e novamente entre 1951 e 1953.

Entre 1947 e 1949 foi regente titular da Orquestra Sinfônica Municipal de Buenos Aires (atual Orquestra Filarmônica de Buenos Aires), da qual foi fundador. Na capital argentina atuou também no Teatro Colón e na Sociedade Wagneriana.

Entre 1949 e 1951 foi regente titular da Orquestra Sinfônica Brasileira, que voltou a reger várias vezes como convidado na década de 1950.

Em 1962 fundou a Orquestra Gulbenkian em Lisboa.

Na América do sul ficou conhecido principalmente como divulgador da música moderna europeia, notadamente o modernismo francês e italiano. Foi responsável pela estreia de várias obras.

Além de Camargo Guarnieri no Brasil, teve entre seus alunos mais destacados o compositor uruguaio Héctor Tosar.