Licenças BSD e GPL

As licenças BSD e GPL são duas das licenças mais comuns para o software livre. A licença BSD (Berkeley Software Distribution) e a GPL (Gnu General Public License) diferem bastante no modo em que o código fonte pode ser usado.

O símbolo da GNU

DiferençasEditar

A GPL requer que trabalhos derivados sejam licenciados sob a mesma licença, ou seja, sob a GPL. Já a licença BSD requer apenas o reconhecimento dos autores e outras pequenas restrições. Como resultado os códigos BSD podem ser utilizados em projetos livres com outras licenças como Linux (GPL) ou softwares proprietários como pilha IP do Windows e o Mac OS X. Licenças estilo GPL são chamadas de licenças copyleft enquanto as licenças estilo BSD são chamadas de licenças permissivas.

Vantagens da BSDEditar

Defensores da licença BSD argumentam que ela é mais livre que a licença GPL, porque ela garante quase a mesma liberdade que o domínio publico. A GPL impõe restrições que fazem com que ela seja incompatível com muitos outros software livres, inclusive aqueles com licenças similares a GPL como o Eclipse (EPL), OpenSolaris (CDDL), Sun Public License (SPL) e a CC-by-SA. Dessa forma desenvolvedores e usuários do OpenSolaris por exemplo, não podem se beneficiar diretamente de melhorias feitas no Linux e vice-versa. Por outro lado usuários e desenvolvedores do Linux podem se beneficiar diretamente do código fonte usado no FreeBSD, apesar da recíproca não ser verdadeira. Outro argumento é de que a GPL, por ser mais restritiva, às vezes força desenvolvedores a reescreverem softwares que já estão disponíveis sob a GPL, para que assim possam redistribuí-los sob outra licença. Isso faz com que estes desenvolvedores percam grande quantidade de tempo e dinheiro que poderia ser usado para desenvolver novos produtos ou aprimorar produtos já existentes. A maioria dos defensores do BSD ainda diz que o uso de código BSD em sistema proprietários faz com que estes sistemas tenham mais qualidade beneficiando assim seus usuários.

Distribuidores de sistemas BSD tendem a evitar a inclusão de softwares licenciados sobre a GPL em seus sistemas, exceto quando alternativas são inexistentes ou menos capazes, como no caso do GCC.

Vantagens da GPLEditar

Os defensores do GPL argumentam que a obrigatoriedade de que softwares derivados sejam licenciados sobre GPL fomenta o crescimento do software livre. Eles ainda argumentam que essa obrigatoriedade é mais uma forma de poder que de liberdade e que as licenças BSD permitem pessoas pegar o trabalho de outros sem ter que dar nada em troca.

Apesar da BSD ser evidentemente mais "livre" que a GPL, pode-se argumentar que a GPL é mais "livre" no sentido em que garante a liberdade nos trabalhos derivados. Por causa desse conceito de "liberdade" do copyleft, pode-se dizer então que a BSD é mais "liberal" que a GPL.

De certa forma, pode-se considerar que a GPL é "interesseira", mas seria um interesse "benéfico", no sentido de que é interessante para a comunidade BSD manter os trabalhos derivados sob a GPL também.

CompatibilidadeEditar

As primeiras versões da licença BSD tinham uma cláusula que pedia para que o reconhecimento dos autores aparecessem em todos os materiais de propaganda, causando problemas como por exemplo os 75 reconhecimentos do NetBSD e ainda por cima essa cláusula fazia com que elas fossem incompatíveis com a GPL, que não permite nenhuma outra restrição. Essa clausula foi removida em 1999 por William Hoskins.

Ver tambémEditar

Ligações externasEditar

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