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Lord Charles Robert Wynn-Carrington, o Lord Chamberlain do Reino Unido entre 1892 e 1895.

Lord Chamberlain ou Lord Chamberlain of the Household é um dos principais oficiais da Royal Household (Corte Real) do Reino Unido.

O Lord Chamberlain é sempre integrante do Conselho Privado do Reino Unido, normalmente um par do Reino, e antes de 1782 o cargo era de nível ministerial. Até 1924, era um cargo político. Como funcionário-chefe da Corte, ele é o responsável por organizar todas suas funções e é considerado o oficial 'senior' desta corte.[1] Este cargo data da Idade Média, quando o 'King's Chamberlain' assumia o papel de interlocutor do monarca com o Parlamento e o Conselho Privado.[1]

Como principal oficial da corte real, ele supervisiona seus negócios e interesses e faz a ligação com outros oficias da corte, presidindo encontros entre chefes de departamentos e aconselhando na nomeação de outros oficiais 'senior' da corte. Ele também serve como canal de comunicação entre o Soberano e a Câmara dos Lordes.[1] O Escritório do Lord Chamberlain é um departamento da corte real, chefiado pelo "Comptroller". Ele é o responsável por organizar as atividades do cerimonial, incluindo as visitas de Estado, investiduras, festas, recepções, casamentos, funerais e a Abertura do Estado do Parlamento.

O atual Lord Chamberlain do Reino Unido é William James Robert Peel, 3º Earl Peel, empossado em 16 de outubro de 2006.[2]

Censura teatralEditar

O Licensing Act 1737 deu ao Lord Chamberlain o poder estatutário para censurar e vetar peças de teatro desde 1737. Ele podia impedir a apresentação de qualquer peça, ou qualquer modificação em uma peça já existente, por qualquer motivo, e os donos de teatro poderiam ser processados por encenarem uma peça (ou parte dela) que não tivesse a sua aprovação prévia.

Este ato foi substituído pelo Theatres Act 1843, que restringiu os poderes do ocupante do cargo, de maneira a que ele só pudesse proibir espetáculos que, em sua opinão, "não fosse adequado às boas maneiras, ao decoro e à paz pública." A função de censor inerente ao cargo, foi finalmente abolida pelo Theatres Act 1968. A estreia do musical Hair, naquele ano, na Grã-Bretanha, só pode ser feita após a extinção deste poder, depois que sua exibição já tinha sido negada uma vez pelo Lord Chamberlain.[3]

Referências

  1. a b c «The Lord Chamberlain» (em inglês). Monarchy of the United Kingdom. Consultado em 30 de maio de 2011 
  2. «Appointment of Lord Chamberlain». The Royal Household Site oficial, 2006 (em inglês). Number-10.gov.uk. Arquivado do original em 19 de julho de 2006 
  3. Lewis, Anthony. (29 de setembro de 1968). «Londoners Cool To Hair's Nudity: Four Letter Words Shock Few at Musical's Debut». The New York Times. Michaelbutler.com 
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