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Luís Simões Lopes
Dados pessoais
Nascimento 2 de junho de 1903
Pelotas
Morte 21 de fevereiro de 1994 (90 anos)
Rio de Janeiro
Partido Aliança Liberal

Luís Simões Lopes (Pelotas, 2 de junho de 1903Rio de Janeiro, 21 de fevereiro de 1994) foi um engenheiro agrônomo e político brasileiro.

Vida pessoalEditar

Filho de Ildefonso Simões Lopes e de Clara Sampaio (Porto Alegre, 26 de setembro de 1875 — Pelotas, 25 de março de 1912). Casou-se em primeiras núpcias, em 7 de junho de 1932, no Rio de Janeiro, com a socialite Aimée de Heeren (Aimée Sotto Mayor de Sá, seu nome de solteira), filha de Genésio de Sá Soutomayor e Julieta Sampaio Quentel, de quem se divorciou por causa do suposto caso que esta manteve com Getúlio Vargas; em segundas núpcias, casou-se em 1945, com Regina de Macedo Sampaio Quentel (nascida em São Paulo, 11 de janeiro de 1920), filha de Eduardo Sampaio Quentel e Édina de Carvalho Macedo.

Carreira e vida políticaEditar

Em 1921, Simões Lopes iniciou seus estudos na Escola Superior de Agricultura em Piracicaba. [1] Em 1923 se mudou para Belo Horizonte, se formando em engenharia agrônoma na Escola Mineira de Agricultura e Veterinária. [2]Em 1925 ingressou no Ministério da Agricultura, se tornando oficial de gabinete do Ministério.[3]

Em 1929, em um episódio conhecido na História política do país, Luis Simões Lopes se envolveu em uma luta corporal junto ao seu pai, Ildefonso Simões Lopes, com o deputado Francisco de Souza Filho. Ildefonso atirou no deputado, levando ao seu óbito, e após julgamento, pai e filho foram absolvidos com alegação de legítima defesa.[2]

Em 1930, após a ascensão de Vargas ao poder, Luis Simões Lopes foi nomeado oficial de gabinete da Presidência da República. Em 1936, participou da Comissão de Reforma Econômica e Financeira, e em 1937 foi nomeado diretor do então Conselho Federal do Serviço Público Civil. O Conselho Federal do Serviço Público Civil precedeu o Departamento Administrativo de Serviço Público (DASP), que foi criado por portaria de 4 de agosto de 1938. Luís Simões Lopes foi nomeado por Getúlio Vargas presidente do DASP, permanecendo no cargo até 29 de outubro de 1945, pedindo a saída do cargo quando Getúlio Vargas foi retirado do poder.[2]

Em dezembro de 1944, assumiu o cargo de presidente da recém-criada Fundação Getúlio Vargas (FGV), que tinha o objetivo de promover a formação de pessoal qualificado para a administração pública e privada. Em 1945, após deixar a presidência do DASP, continuou na presidência da Fundação e presidiu comissões e conselhos diversos do governo. Deixou a instituição em 1992, após quarenta e oito anos à frente da instituição.

Entre 1951 e 1952, durante o segundo governo Getúlio Vargas, dirigiu a Carteira de Exportação e Importação do Banco do Brasil (CEXIM). Em 1954, foi eleito primeiro presidente do conselho de administração do Instituto Brasileiro de Administração Municipal (IBAM). Foi também, durante muitos anos, diretor da Sociedade Nacional de Agricultura, entidade que presidiu entre 1960 e 1979 e à frente da qual promoveu intenso combate às propostas de reforma agrária.

Foi também diretor do Banco Comind e de inúmeras empresas privadas.

Referências


Precedido por
Presidente do DASP
4 de agosto de 1938 — 5 de novembro de 1945
Sucedido por
Moacyr Ribeiro Briggs
Precedido por
Criação da FGV
Presidente da Fundação Getúlio Vargas
1944 — 1992
Sucedido por
Jorge Oscar de Mello Flôres


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