México vs. Porto Rico

México vs. Porto Rico é a rivalidade desportiva mais importante e intensa no boxe profissional.

O clássico enfrenta a aztecas e boricuas desde 1976, dois das escolas de pugilistas mais importantes na história e dois países onde o boxe é considerado um orgulho nacional.[1]

AntecedentesEditar

Em 1934 ambos países disputaram pela primeira vez um título mundial, quando o estadounidense Sixto Escobar lutou ao campeão mexicano Rodolfo Casanova. A luta de importância galo (53 kg) finalizou com vitória para Porto Rico.

Em 1960 o boricua Carlos Ortiz; segundo campeão mundial de seu país e de importância superligeiro, em defesa de seu título fez noqueout ao invicto Raymundo Torres de México. Em 1966 e 1967 venceu ao também azteca Ultiminio Ramos por TKO e reteve seu título.

Estes combates conquanto foram importantes para os boricuas e decepcionantes para os aztecas, não concebeu a rivalidade, para ela faria falta 40 anos desde a primeira luta.[2]

Técnica[3]Editar

Para os mexicanos os boxeadores portorriquenhos são esquivos e evitam o intercâmbio de golpes. Por isto os fanáticos os chamam covardes e realçam a agilidade azteca.

Para os portorriquenhos os boxeadores mexicanos são lentos e previsíveis. Por isto os fanáticos os chamam torpes e realçam a velocidade boricua.

Anos 1970Editar

Nos 70's uma série de três lutas pelo título mundial originaram ao clássico. Porto Rico ganhou a década.

Espada vs. GrutasEditar

Em 1976 enfrentaram-se Ángel Espada campeão de importância welter e o azteca Pipino Cuevas dando início à rivalidade. O retador ganhou o título por TKO, combaterão mais duas vezes (1977 e 1979) obtendo o mesmo resultado.

Gómez vs. ZárateEditar

Em 1978 o invicto e com 52 triunfos: Carlos Zárate Serna, lutou ao jovem campeão boricua Wilfredo Gómez. O puertorriquenho ganhou por TKO no round 5 e manteve seu título de importância super-galo.(en:Wilfredo Gomez versus Carlos Zarate)

Palomino vs. BenítezEditar

Em 1979 o campeão linear welter Carlos Palomino de México, perdeu por decisão unânime contra Wilfred Benítez.

Anos 1980Editar

Os 80's tiveram a que é considerada a maior vitória de México, quando Salvador Sánchez noqueou a Wilfredo Gómez.

Sánchez vs. GómezEditar

Em 1981 Sánchez reteve seu título em pluma quando não resultou lastimado, dominou, superou e noqueou a Wilfredo Gómez no 8 round. Foi o último clássico de Sánchez que morreu um ano depois.

Rosario vs. ChávezEditar

Em 1987 o campeão portorriquenho Edwin Rosario de importância ligeiro defendeu seu título contra Julio César Chávez. O combate definiu-se por KO a favor do azteca.

Anos 1990Editar

Os 90's foram a década que teve maior igualdade entre os países e portanto é considerada a melhor do clássico.

Chávez vs. CamachoEditar

Em 1992 o portorriquenho Héctor Camacho lutou ao campeão Julio César Chávez em peso superligeiro. O mexicano ganhou por pontos.

Da Hoya vs. TrinidadEditar

Em 1999 o boricua Félix Trinidad retou ao invicto Oscar de la Hoya. Trinidad ganhou o combate apesar de não ser favorito.

Anos 2000Editar

Nos 00's só teve uma luta destacada.

Cotto vs. MargaritoEditar

Em 2008 o boricua Miguel Cotto em frente a Antonio Margarito disputaram o melhor clássico da década, triunfou o mexicano.

Anos 2010Editar

Durante a actual década poucos foram os clássicos.

Margarito vs. Cotto IIEditar

Em 2011 voltaram a enfrentar pela revanche e Cotto ganhou por TKO, recuperando assim seu título.

Cotto vs. ÁlvarezEditar

Em 2015 Miguel Cotto subiu ao peso-médio para combater com Saúl Álvarez. Canelo ganhou a luta e este é por agora o último clássico destacado.

Referências