Míndaro

Míndaro (m. Cízico, 410 a.C.) foi um general espartano que comandou a frota peloponésia em 411 e 410 a.C., durante a Guerra do Peloponeso. Bem sucedido em mudar o teatro da guerra para o Helesponto, lá experimentou uma série de derrotas nas mãos da frota ateniense; na terceira e última delas, foi morto e a frota peloponésia inteira foi capturada ou destruída.

Míndaro
Morte 410 a.C.
Cízico
Etnia Grega
Ocupação Almirante
Religião Politeísmo grego

BiografiaEditar

 
Busto de Alcibíades

Míndaro tomou comando da frota pela primeira vez em Mileto, onde o sátrapa Tissafernes prometeu aos espartanos o fornecimento duma frota fenícia sob seu comando. Após vários meses de espera, Míndaro percebeu que nenhuma frota viria, e fez a decisão estratégica de realocar sua frota no Helesponto, onde o sátrapa Farnabazos II prometeu suporte maior do que aquele prometido por Tissafernes.[1] Míndaro partiu de Mileto com 73 navios; uma tempestade forçou-o a ancorar em Quios, mas permaneceu lá por apenas alguns poucos dias. Velejando com pressa para evitar que uma frota ateniense fosse trazida de Samos para opôr-se a ele, Míndaro conseguir trazer sua frota entre Lesbos e o continente e no Helesponto, onde pôs de lado uma pequena frota ateniense e juntou-se a alguns poucos navios aliados da região na base espartana em Abidos.[2] Com este movimento estratégico, Míndaro colocou sua frota em posição para cortar o suprimento de grãos ateniense, e forçar a frota ateniense a confrontá-lo no terreno de sua escolha.[3]

Desse ponto em diante, contudo, a sorte de Míndaro azedou. Cinco dias após sua chegada em Abidos, os atenienses velejaram nas águas estreitas do Helesponto para confrontar sua força numericamente superior. Na batalha resultante, a vitória peloponésia parecia certa, com a esquerda ateniense sendo cortada e o centro encurralado no promontório de Cinossema; a marinharia superior dos capitães e navegantes atenienses, contudo, mudou o curso da batalha, e a frota de Míndaro retirou-se para Abidos com perdas.[4][5][6] Míndaro chamou reforços em Abidos, mas sofreu uma segunda derrota quando um pequeno grupo de navios velejando junto a ele foi pego pela frota ateniense; Míndaro velejou para resgatá-los, mas, após uma dura batalha, a chegada de Alcibíades com reforços atenienses virou a batalha, com os peloponésios novamente sofrendo perdas em seu retorno para Abidos.[7]

 
Moeda de prata com efígie de Farnabazos II

Pelos vários meses seguintes, o almirante espartano, com apoio financeiro de Farnabazos II, construiu, pela primavera de 410 a.C., uma frota de 80 trirremes. Zarpando a leste para Cízico, sitiou a cidade com a ajuda do exército de Farnabazos e conquistou-a. Os atenienses o perseguiram e, nas águas de Cízico, seduziram-o para uma emboscada fatal. Enquanto Trasíbulo e Terâmenes esperaram fora da vista com alguns trirremes, Alcibíades tomou 40 navios e mostrou-se diante da cidade. Durante o conflito que se seguiu, as tropas atenienses escondidas lançaram-se contra ele, que foi obrigado a tentar fugir para a praia. Na confusão instaurada, tentou reorganizar suas forças, mas acabou morto, causando a dissolução da resistência. Todos os navios foram capturados e/ou destruídos.[8][9] Na esteira dessa retumbante derrota, o nome de Míndaro foi imortalizado como um dos mais famosos exemplos de brevidade lacônica: um expedição dos sobreviventes espartanos foi interceptado pelos atenienses. Ela leu: "Os navios estão perdidos. Míndaro está morto. Os homens estão famintos. Nós questionados o que é para ser feito."[10]

Referências

BibliografiaEditar

  • Diodoro Sículo (século I a.C.). Biblioteca Histórica (em grego). [S.l.: s.n.] 
  • Xenofonte (século IV a.C.). Helênicas. [S.l.: s.n.]