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Mateus Blastares
Nascimento
Tessalônica
Morte após 1346
Tessalônica
Nacionalidade Império Bizantino
Ocupação Monge e padre
Principais trabalhos
Religião Ortodoxia Oriental

Mateus Blastares (? - Tessalônica, após 1346)[1] foi um monge, padre, teólogo e canonista bizantino do século XIV de Tessalônica e um dos oponentes da reconciliação entre a Igreja Ortodoxa e a Igreja Católica, separadas desde o cisma de 1054. É melhor conhecido como o autor do Sintagma dos Cânones de 1335, que foi muito influente tanto no Império Bizantino como nos Estados eslavos vizinhos e Rússia.

BibliografiaEditar

Um nativo do século XIV de Tessalônica,[2] foi membro da ordem de São Basílio[3] e monge da Igreja de São Pantaleão.[1] Dedicou-se ao estudo de teologia e direito canônico. Através dos trabalhos de João, o Escolástico, Fócio, Zonaras, Bálsamo e outros da Igreja Grega, possuía algumas coleções de leis e comentários.[3] Durante sua carreira, Blastares escreveu várias sinopses curtas de direito canônico, um índice dos termos legais latinos, trabalhos teológicos, hinos, ensaios,[1] tratados sobre a Divina Graça, versos políticos sobre os oficiais da corte de Constantinopla, tratados contra a doutrina sacramental latina,[4] e um tratado sobre casos matrimoniais.[3]

Em 1335, entretanto, Mateus Blastares compilou sua maior obra, o Sintagma dos Cânones (também referido como Sintagma Alfabético ou Nomocano e Pedálio), um manuel do direito civil e eclesiástico bizantino que sintetizou materiais de coleções anteriores.[4] O título completo O título completo, em latim, é "Syntagma alphabeticum rerum omium, quae in sacris divinisque canonibus comprehenduntur, elaboratum partier et compositum per minimum ex hieromonachis Matthaeum Blastarem";[3] O texto todo foi publicado na Patrologia Grega de Migne (volumes CXLIV e CXLV).[5] O Sintagma rapidamente tornou-se amplamente utilizada na Igreja Ortodoxa, bem como nos Estados eslavos vizinhos, tendo sido, imediatamente após sua publicação original, traduzido para o eslavônico por Estêvão IV (r. 1331–1355),[1] que o incorporou em seu código de leis (1336); no século XV recebeu uma versão em búlgaro e no século XVI, em russo.[6][4]

Referências

  1. a b c d Kazhdan 1991, p. 295.
  2. Madigan 2005, p. 138.
  3. a b c d «Catholic Encyclopedia (1913)/Matthew Blastares». Consultado em 18 de julho de 2014 
  4. a b c «Matthew Blastares». Consultado em 18 de julho de 2014 [ligação inativa]
  5. «List of authors of Patrologia Graeca» (em inglês). PatrologiaGraeca.org 
  6. «Catholic Encyclopedia (1913)/Syntagma Canonum». Consultado em 17 de julho de 2014 

BibliografiaEditar

  • Kazhdan, Alexander Petrovich (1991). The Oxford Dictionary of Byzantium. Nova Iorque e Oxford: Oxford University Press. ISBN 0-19-504652-8 
  • Madigan, Kevin; Carolyn Osiek (2005). Ordained Women in the Early Church: A Documentary History. [S.l.]: JHU Press. ISBN 0801879329