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Os Neossolos[1] são a 3ª classe de solo em extensão territorial no Brasil [2] , com aproximadamente 1.130.776 km² (13,28 %). O Neossolo é um tipo de solo pouco evoluído constituído por material mineral, ou por material orgânico com menos de 20 cm de espessura, não apresentando qualquer tipo de horizonte B diagnóstico. Horizontes glei, plíntico, vértico e A chernozêmico, quando presentes, não ocorrem em condição diagnóstica para as classes Gleissolos, Plintossolos, Vertissolos e Chernossolos, respectivamente.[3]

Estes solos podem ser encontrados em todas as regiões do Brasil e possuem grande variabilidade química, física e morfológica, sendo agrupados em 4 sub-ordens: Neossolos Litólicos, Neossolos Flúvicos, Neossolos Quartzarênicos e Neossolos Regolíticos.

Índice

Neossolos LitólicosEditar

Os Neossolos Litólicos são aqueles que apresentam contato lítico ou contato lítico fragmentário dentro de 50 cm da superfície do solo. Admitem a presença de horizonte B em início de formação, desde que não satisfaça os requisitos para qualquer tipo de horizonte B diagnóstico.

Nas classificações antigas, os Neossolos Litólicos eram chamados de Solos Lítólicos.

Neossolos FlúvicosEditar

Solos cuja origem são sedimentos aluviais com horizonte superficial sobre camada ou horizonte C e que apresentam caráter flúvico dentro de 150 cm de profundidade a partir da superfície do solo.

Os Neossolos Flúvicos são originados dos antigos Fluvisolos ou Solos Aluviais.

Neossolos RegolíticosEditar

Solos com profundidade maior do que 50 cm que apresente um dos seguintes:

  • presença de 4% ou mais de minerais primários alteráveis (ex: olivina, piroxênio, muscovita) na fração areia e/ou cascalho, ou;
  • 5% ou mais do volume do horizonte subsuperficial com fragmentos de rocha semi-intemperizada, saprólito ou fragmentos formados por restos da estrutura da rocha que originou o solo.

Nas edições anteriores do SiBCS, esta classe era chamada de Regossolos.

Neossolos QuartzarênicosEditar

Solos sem contato lítico dentro de 50 cm de profundidade, apresentando textura arenosa ou areia franca em todos os horizontes até, no mínimo, 150 cm a partir da superfície do solo. São essencialmente quartzosos, apresentando na fração areia, 95% ou mais de quartzo, calcedônia, opala e praticamente ausência de minerais primários alteráveis.

Anteriormente, essa classe era chamada de Areias Quartzosas.

Referências

  1. dos Santos, Humberto Gonçalves (2013). Sistema brasileiro de classificação de solos 3a revista e ampliada ed. Brasília, DF: EMBRAPA SOLOS. 353 páginas. ISBN 9788570351982. OCLC 936431411 
  2. Ker, João Carlos; Curi, Nilton; Schaefer, Carlos Ernesto Gonçalves Reynaud,; Vidal-Torrado, Pablo (2012). Pedologia : Fundamentos 1ª ed. Viçosa - Minas Gerais: Sociedade Brasileira de Ciência do Solo. ISBN 9788586504099. OCLC 952579199 
  3. «Solos brasileiros». UOL Educação, Ciência hoje. 1 de julho de 2014. Consultado em 12 de julho de 2014. Arquivado do original em 14 de julho de 2014 

BibliografiaEditar

  • EMBRAPA - CNPS. Sistema Brasileiro de Classificação de Solos. Brasilia: Embrapa-SPI; Rio de Janeiro: Embrapa-Solos, 2006. 306 p.