Nervo laríngeo recorrente

O nervo laríngeo recorrente é um ramo par do nervo vago. É um importante nervo ligado aos músculos da fonação, pois é o nervo motor da laringe.

Nervo laríngeo recorrente
Latim '
Página (Gray) 912
Código MeSH A08.800.050.050.925.450.700, A08.800.050.600.825.450.700, A08.800.800.060.920.450.700, A08.800.800.120.900.450.700
Gray622.png

TrajetoEditar

Os nervos de ambos os lados se originam dos nervos vagos, na região inferior do pescoço. Seguem em direção ao tórax até se curvarem (daí o nome "recorrente") em estruturas diferentes para cada lado. O nervo laríngeo recorrente direito passa por debaixo da artéria subclávia direita, ao nível da vértebra T1/T2. O nervo laríngeo recorrente esquerdo passa por debaixo da alça da aorta, ao nível da vértebra T4/T5. Ambos os nervos continuam seu trajeto agora em ascensão, se dirigindo para face póstero-medial da glândula tireóide e sobem no sulco traqueoesofágico em direção aos músculos intrínsecos da laringe.[1]

Termina dando origem ao nervo laríngeo inferior.

InervaçãoEditar

O nervo laríngeo recorrente supre todos os músculos intrínsecos da laringe, com exceção do músculo cricotireóideo, que é suprido pelo nervo laríngeo externo, uma ramificação do nervo laríngeo superior.[1]

Lesão do nervoEditar

Há risco lesão do nervo laríngeo recorrente em uma cirurgia de pescoço ou em caso de aneurisma da aorta, o que afeta diretamente o funcionamento das cordas vocais. Numa lesão unilateral (lesão do nervo esquerdo ou direito), ocorre rouquidão e dificuldade de falar (disfonia). A lesão bilateral (no direito e no esquerdo) tem como consequência a perda de voz (afonia) e provoca um som agudo e alto na inspiração. O trajeto do nervo laríngeo recorrente esquerdo é maior. No entanto, o direito encontra-se mais vulnerável a lesões operatórias por dois aspectos diferentes e complementares: trajetória e comprimento. Devido ao fato de apresentar trajetória mais oblíqua e desprotegida, não se relacionando de forma íntima com o sulco traqueoesofágico, existe maior possibilidade de ocorrerem traumas diretos, como a compressão por retratores ou a secção acidental, principalmente nas abordagens envolvendo níveis vertebrais mais baixos. Da mesma forma, o seu menor comprimento favorece o estiramento de suas fibras durante a tração per-operatória.

Usualmente as cirurgias cervicais quando possíveis de serem realizadas somente por um lado se prefere o acesso esquerdo, pela anatomia mais constante do nervo o que facilita a dissecção.

Referências

  1. a b MOORE, Keith. Anatomia orientada para clínica. 4ª ed. 2001. Editora Guanabara Koogan. Pgs. 132, 919, 986.


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Referência http://www.scielo.br/pdf/anp/v62n3a/a26v623a.pdf