Nicolas Jenson

Nicholas Jenson (1420–1480) (* Sommevoire, Francônia, 1420Veneza, 7 de Setembro de 1480[1]), foi humanista, gravador, tipógrafo e livreiro alemão, ativo em Veneza. Criou inúmeras fontes para imprimir, as quais iriam inspirar os modernos tipógrafos, particularmente na Inglaterra durante o século XIX.

Nicolas Jenson
(1420-1480)
humanista Gallorum
Nascimento 1420
Sommevoire, Francônia,  França
Morte 7 de setembro de 1480
Veneza,  Itália
Nacionalidade  França- Itália
Ocupação Humanista, gravador, tipógrafo e livreiro alemão, ativo em Veneza

BiografiaEditar

 
A Bíblia de Nicolas Jenson, impressa em 1479.

Em 3 de Outubro de 1458, enquanto trabalha como mestre de gravações na Casa Real da Moeda, na cidade de Tours, é enviado para Mainz, pelo rei Carlos VII (1403-1461), para aprender com Gutenberg (1398-1468), a nova técnica de impressão de livros. Em Mogúncia, ele começou a trabalhar no ateliê de Johannes Fust (1410-1466) e de Peter Schœffer (1425-1503)[2] onde ficou durante quatro anos, até que em 28 de Outubro de 1462 a cidade foi saqueada pelo arcebispo Adolfo de Nassau (1422-1475).[3]

Pouco se sabe de sua vida entre 1462 e 1469, apenas que não vivia na França. Supõe-se que tenha ido a Roma e durante algum tempo trabalha com os impressores Arnold Pannartz e Konrad Sweynheim. Outros afirmam que teria ido a Colônia e trabalhado com Ulrich Zell († 1507).[4] É provável também que tenha trabalhado com os irmãos Johann von Speyer († 1469)[5] e Wendelin von Speyer,[6] instalados em Veneza, onde, em 18 de setembro de 1469, havia um monopólio para trabalhar durante cinco anos, projeto que se tornou obsoleto com a morte de Johann von Speyer no final de 1469, e Nicolas Jenson veio se instalar por conta própria.

Uma vez instalado em Veneza, Jenson tornou-se mestre na arte de imprimir. Sua primeira publicação foi a obra "De Evangelica preparatione", de Eusébio de Cesareia (265-339), traduzida para o latim por Jorge de Trebizonda (1396-1472). A partir de 1473, ele se juntou a dois comerciantes em Frankfurt, Johann Rauchfass e Peter Ugelheimer, que possibilitou a Jenson uma saída comercial para os seus livros na Alemanha, e diante de uma superprodução entre 1474-75, ele teve bons resultados comerciais, graças a este apoio financeiro. Em 1475, o papa Sisto IV o nomeia conde palatino.

Jenson se especializa em imprimir obras para todos os mercados: tanto obras humanísticas, como clássicos latinos e gregos em traduções latinas, bíblias, teologia, medicina, obras jurídicas (direito civil e direito canônico), livros das horas e obras litúrgicas... Imprime todas as obras em latim e também algumas em italiano. Em 1472, publica sua Históra Natural, de Plínio, o Velho, seguida, em 1476, por uma edição em italiano, patrocinada por dois florentinos: Girolamo e Marco Strozzi; publica duas edições sobre a Lenda Dourada em italiano (1475 e 1476) e algumas obras sobre espiritualidade: "Parole devote dell’anima innamorata in messer Gesu", em 1471 e "Breviloquio di contemplatione sopra el pater nostro d’Antonio Schiatosi", em 1475.


Em 29 de maio de 1480, um contrato firmado em cartório sanciona o nascimento de uma sociedade comercial tipográfica que reúne por cinco anos Nicolas Jenson e outro grande impressor de Veneza na época, Jean de Cologne (1410-1481),[7] que juntos imprimem 43% da produção de Veneza. O capital desta sociedade era estimado entre 7 mil e 10 mil ducados. A importância desta empresa tipográfica é tamanha, que ela é chamada apenas de "Veneza La Compagnia". Como escreveria mais tarde Martin Lowry: "Se Gutenberg inventou a imprensa, Jenson e Jean de Cologne fizeram de tudo para transformar um segredo comercial cuidadosamente guardado numa ferramenta útil para comunicação de massa."

Ao todo, Nicolas Jenson imprimiu mais de 150 publicações.

PublicaçõesEditar

BibliografiaEditar

Veja tambémEditar

Referências