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Os omáguas constituíam uma tribo de índios que vivia na zona de várzea nas proximidades da atual cidade de Tefé, no estado do Amazonas, no Brasil.

HistóriaEditar

Na segunda metade do século XVII, de acordo com o Tratado de Tordesilhas, seu território ainda pertencia à coroa espanhola. Pediram à Missão Jesuítica de Quito que lhes dessem padre que os catequizasse e defendesse contra as incursões portuguesas em busca de índios escravos. Em 1645, tiveram o primeiro contato com os jesuítas através do padre Cujita, que, após oito anos, reuniu-os em povoações. Foi-lhes, então, enviado o padre franciscano alemão a serviço da Espanha Samuel Fritz, que permaneceu entre eles por décadas e muito por eles fez.

Tinham uma sociedade que, segundo os relatos dos navegadores que passaram pela região, era populosa, complexa e hierarquizada. Tinham o costume peculiar de deformar a cabeça dos meninos recém-nascidos por meio de duas talas, prática que durava durante toda a primeira infância. Esta compressão graduada da caixa craniana dava, à cabeça, uma configuração oblonga e fazia aumentar a arcada superciliar, apresentando os olhos um relevo extraordinário. Tal costume lhes valeu o nome nacional de "omáguas", ou "cabeças chatas" (em língua geral setentrional, "cambebas" ou "campevas"). O viajante Paul Marcoy, que percorreu o Rio Amazonas em meados de 1847, não encontrou mais omáguas de cabeça mitrada. O último morrera há 68 anos.

São conhecidos como tendo sido os primeiros seres humanos a utilizarem a borracha, que retiravam das seringueiras de forma artesanal.

Durante a disputa das nações europeias pelo controle da Amazônia, os omáguas se beneficiaram com o comércio de escravos que faziam com os holandeses. Devido a epidemias, a sociedade omágua se enfraqueceu, sendo invadida por grupos ticunas da terra firme a partir da segunda metade do século XVII.