Open Source Initiative

Open Source Initiative
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História
Fundação
Fevereiro de 1998
Quadro profissional
Sigla
(en) OSI
Tipo
Estado legal
Domínio de atividade
Sede social
País
Organização
Fundadores
Presidente
Afiliação
Digital Public Goods Alliance (d) ()
Receita líquida
402 967 € ()
Website
Identificador
IRS

A Open Source Initiative (OSI) - Iniciativa pelo código aberto - é uma organização dedicada a promover o software de código aberto ou software livre. Ela foi criada para incentivar uma aproximação de entidades comerciais com o software livre. Sua atuação principal é a de certificar quais licenças se enquadram como licenças de software livre, e promovem a divulgação do software livre e suas vantagens tecnológicas e econômicas.

A OSI, assim como muitos membros da comunidade, considera que o software é, em primeiro lugar, uma ferramenta, e que o mérito dessa ferramenta deve ser julgado com base em critérios técnicos. Para eles, o software livre no longo prazo é economicamente mais eficiente e de melhor qualidade e, por isso, deve ser incentivado. Além disso, a participação de empresas no ecossistema do software livre é considerada fundamental, pois são as empresas que viabilizam o aumento no desenvolvimento, implantação e uso do software livre.[1]

A organização foi fundada em fevereiro de 1998, por Bruce Perens e por Eric S. Raymond. A formação da OSI começou com a publicação do trabalho de Eric Raymond, A Catedral e o Bazar em 1997. Raymond's apresentou este trabalho na O'Reilly Perl Conference em setembro de 1997 que ajudou a desencadear a decisão da Netscape em liberar o código-fonte como software livre do mais popular navegador da Web em 22 de janeiro de 1998.

Raymond foi o presidente da fundação até fevereiro de 2005. Atualmente, o presidente é Michael Tiemann.

Em agosto de 1998 foi adicionada a organização um conselho de diretores.

Em 2012 a OSI anunciou uma mudança no seu modelo de governança de forma a incluir como membros as mais diversas entidades da comunidade de software livre. Essas entidades passaram não só a ter voz nas atividades diárias da OSI como também passarão a eleger os novos diretores do conselho da OSI. Dentre as primeiras entidades que se registraram como membros da OSI encontram-se:

  • Apache Software Foundation
  • Eclipse Foundation
  • Creative Commons
  • Drupal
  • FreeBSD
  • Joomla (via Open Source Matters)
  • KDE
  • Linux Foundation
  • Mozilla Foundation
  • Plone
  • Sahana Software Foundation
  • Wikiotics

Relações com o movimento do Free Software

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Apesar de ter nascido a partir da mesma história do Unix, do software livre e da cultura hacker do movimento "Free Software" lançado por Richard Stallman e a Free Software Foundation, a Open Source Initiative optou pelo uso do termo open source visto nas palavras de Michael Tiemann "Para ser livrar da atitude moralizadora e de confronto que tinha sido associada anteriormente ao termo software livre e vender a ideia baseada estritamente no mesmo pragmatismo e objetivos de mercado que motivaram a Netscape" [2]

Stallman defende-se afirmando que o foco prático da OSI sobre um modelo de desenvolvimento de software e de marketing ignora o que ele considera ser o "imperativo ético" central e o foco na "liberdade" que é a base do software livre, como ele o define, e ofusca a diferença de software semi ou totalmente proprietário.

Para Stalllman, a fundamental diferença é filosófica. No entanto, ele descreve o movimento de software livre e a Open Source Initiative como organizações separadas dentro da mesma comunidade de software livre. De acordo com Stallman, "nós discordamos da OSI em seus objetivos e valores básicos, mas os seus pontos de vista e os nossos conduzem, em muitos casos, para o mesmo comportamento prático - tal como o desenvolvimento de software livre. Como resultado, as pessoas do movimento de software livre e do código aberto muitas vezes trabalham em conjunto em projetos práticos, tais como desenvolvimento de software".[3]

O conjunto de licenças aprovadas pela FSF e pela OSI é quase idêntico e, portanto, em termos pragmáticos, podemos considerar que o movimento pelo software livre e a iniciativa pelo código aberto se preocupam com o mesmo software, apenas com pontos de vista diferentes. De forma similar, os termos “free software”, “software livre”, “open source” e “software aberto” são, ao menos quando usados nesse contexto, sinônimos; a escolha por um ou outro é questão de preferência e identificação com um ou outro desses grupos.[1]

História

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O movimento foi lançado em 1998 por Jon "maddog" Hall, Larry Augustin, Eric S. Raymond, Bruce Perens, entre outros.[4][5] O grupo adotou o Open Souce Definition para software de código aberto, baseado no Debian Free Software Guidelines. Eles também estabeleceram a Open Source Initiative (OSI) como a organização administradora do movimento. Entretanto, eles não tiveram sucesso nas tentativas de proteger uma marca para o "código aberto" para controlar o uso do termo.[6] Apesar disso, a OSI desenvolveu uma considerável influência na esfera corporativa e tem sido capaz de deter o abuso do termo a um mínimo tolerável. Forma, com a Free Software Foundation (FSF), as duas principais organizações de apoio da comunidade hacker.

O período inicial do movimento de código aberto coincidiu com a explosão das .com de 1998-2000, e viu um grande crescimento na popularidade do Linux e a formação de muitas companias favoráveis ao software aberto. O movimento também chamou atenção da industria de software dominante, levando empresas como Corel (Corel Linux), Sun Microsystems (OpenOffice.org), e IBM(OpenAFS), a oferecer software de código aberto. Na época da explosão das .com em 2001, muita das esperanças iniciais dos defensores do código aberto já tinham dado resultado, e o movimento foi prosperando pouco a pouco no clima da recessão de 2001-2003.

Em 2009, a organização foi temporariamente suspensa de suas operações como uma empresa da California, aparentemente em resposta ao problema fiscal de anos anteriores.[7] Seu estado atual é "Ativa".[8]

Em 20 de janeiro de 2011 a Open Source Initiative (OSI) e a Free Software Foundation (FSF) enviaram uma declaração conjunta para o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, pressionando-o a examinar proposta de venda das patentes da Novell para a CPTN Holdings. As duas organizações acreditam que CPTN Holdings poderia usar essas patentes para atacar software FLOSS (Free, Libre, e Open Source).[2]

Membros do Conselho

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O atual conselho da Open Source Initiative é formado por [9]:

Os antigos membros do conselho incluem:

Movimentos relacionados ao software de código aberto pelo mundo

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Ver também

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Referências

  1. a b Kon, F. et al. Software Livre e Propriedade Intelectual: Aspectos Jurídicos, Licenças e Modelos de Negócios. Disponível em http://ccsl.ime.usp.br/files/slpi.pdf Arquivado em 16 de março de 2012, no Wayback Machine. [Acesso em 05 jan 2012]
  2. a b «OSI and FSF Send Joint Position to Department of Justice.». Free Software Foundation. 19 de setembro de 2006. Consultado em 1 de fevereiro de 2012 
  3. Stallman, Richard (21 de abril de 2009). «Why 'Open Source' Misses the Point of Free Software». Free Software Foundation. Consultado em 1 de fevereiro de 2012 
  4. History of the OSI
  5. A Look Back at 10 Years of OSI
  6. http://opensource2.usrbinruby.net/pressreleases/certified-open-source.html%7Ctitle=OSI Arquivado em 23 de agosto de 2011, no Wayback Machine. Announcement of losing 'open source' trademark
  7. «Cópia arquivada». Consultado em 1 de fevereiro de 2012. Arquivado do original em 9 de outubro de 2011 
  8. «Use Search Type=Corporation Name and search for "Open Source Initiative"». Consultado em 1 de fevereiro de 2012. Arquivado do original em 15 de março de 2015 
  9. 2011 OSI board elections
  10. a b 2009 OSI Board Elections held in April