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Operação de bandeira falsa

Operação de bandeira falsa (False flag em inglês) são operações conduzidas por governos, corporações, indivíduos[1] ou outras organizações[2] que aparentam ser realizadas pelo inimigo de modo a tirar partido das consequências resultantes.

O nome é retirado do conceito militar de utilizar bandeiras do inimigo. Operações de bandeira falsa foram já realizadas tanto em tempos de guerra como em tempo de paz.

Exemplos de supostas operações de bandeira falsa realizadas para obter pretexto para entrar numa guerraEditar

  • Em 1931, o Incidente de Mukden (também chamado Incidente da Manchúria) foi um incidente provocado deliberadamente por militares japoneses e utilizado como pretexto para a invasão e anexação japonesa da Manchúria.
  • Em 1933, o prédio do Reichstag foi incendiado, supostamente por um ativista comunista chamado Marinus van der Lubbe. Adolf Hitler usou o incêndio como desculpa para aprovar a Lei de Concessão de Plenos Poderes, acumulando toda a autoridade do governo em suas mãos. Muitos historiadores acusaram os nazistas de serem eles próprios os responsáveis pelo incêndio para assim terem um motivo para acabar com seus opositores e tomar o poder na Alemanha.[3]
  • Em Agosto de 1939 deu-se o Incidente de Gleiwitz. Este foi um ataque forjado contra o estação de rádio Sender Gleiwitz, em Gleiwitz, Alemanha (a partir de 1945, Gliwice, Polónia). Este ataque foi parte de uma série de provocações realizadas pela operação Himmler, um projecto da SS Nazi para criar a aparência de um ataque provocado pelos Polacos e utilizado como justificação para a invasão da Polónia.
  • Em 1953, a operação Ajax, orquestrada pela Grã-Bretanha para derrubar o regime democraticamente eleito do líder Iraniano Mohammed Mosaddeq. Uma operações de bandeira falsa e várias tácticas de propaganda foram utilizadas para derrubar o regime. Informações acerca desta operação foram abertas ao público.
  • Em 1954, Israel patrocinou uma operação contra os interesses dos Estados Unidos e Grã-Bretanha no Cairo, com o objectivo de provocar problemas entre o Egipto e o Ocidente. Devido a esta operação, mais tarde apelidada de Caso Lavon, o então ministro da defesa de Israel, Pinhas Lavon, demitiu-se. Israel admitiu responsabilidade por esta operação em 2005[4].
  • De 1979 a 1983, os serviços secretos israelenses conduziram uma campanha em larga escala de ataques com carros-bomba que matou centenas de palestinos e libaneses, principalmente civis. O general israelita David Agmon diz que o objectivo era "criar o caos entre palestinianos e sírios no Líbano, sem deixar uma pegada israelita, para lhes dar a impressão de que estavam constantemente sob ataque e incutir neles um sentimento de insegurança. "Ronen Bergman, colunista militar israelita, salienta que o principal objectivo era "pressionar a Organização de Libertação da Palestina a usar o terrorismo para fornecer a Israel a justificação para uma invasão do Líbano".[5]
  • Juan Manuel Santos encomendou mortes de civis e os fardou como militantes para mostrar sucesso no combate a guerrilha, segundo um documento do governo norte-americano desclassificado em 2009.[6]
  • Membros do governo britânico estavam criando contas de twitter para recrutamento de extremistas do EIIL no final de 2015.[7]
  • Atentado do Riocentro é o nome pelo qual ficou conhecido um frustrado ataque a bomba que seria feito no Pavilhão Rio centro, no Rio de Janeiro, na noite de 30 de abril de 1981, por volta das 21 horas, quando ali se realizava um show comemorativo do Dia do Trabalhador, durante o período da ditadura militar no Brasil.
  • Protestos no Chile em 2019.[8]

Ver tambémEditar

Referências