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Públio Ácio Varo
Nascimento Desconhecido
Morte Desconhecido
Munda
Cidadania Roma Antiga
Ocupação político, militar
Causa da morte morto em combate

Públio Ácio Varo (? — Munda, 17 de março de 45 a.C.) foi um politico e militar romano, governador romano da África durante a Segunda Guerra Civil da República Romana, travada entre pompeianos e cesarianos entre 49 e 44 a.C.. Ele declarou guerra a César e derrotou Caio Escribônio Curião, que foi enviado para enfrentá-lo em 49 a.C..

Índice

CarreiraEditar

Varo foi pretor antes de 53 a.C., mas nenhum registro sobre sua carreira política sobreviveu. É certo que ele foi ainda um promagistrado, provavelmente propretor, na África em 52 a.C. (possivelmente antes). Com a irrupção da guerra civil, Varo, um partidário dos optimates, foi designado para a região de Piceno à frente de uma considerável força militar. Com a aproximação de César, Varo foi obrigado a evacuar a área para se juntar Pompeu na Apúlia.

Quando Pompeu cruzou o Adriático para a Grécia, Varo seguiu para a África e assumiu o comando de sua antiga província, legalmente sob o comando de Quinto Élio Tuberão, para assegurar o fornecimento de cereais para as tropas pompeianas.[1][2][3][4] Bem conhecido na região, Varo conseguiu alistar mais duas legiões para enfrentar os cesarianos. Excluído de sua própria província, Tuberão seguiu para a Grécia e se juntou a Pompeu.

Batalha pela ÁfricaEditar

César enviou Curião para a África para enfrentar Varo e capturar a província. Curião recebeu este comando como recompensa por seu apoio político e sua experiência militar era bastante limitada, sendo este seu primeiro comando supremo. Ele assumiu o comando das legiões que haviam sido inicialmente alistadas pelos pompeianos e que haviam desertado para César depois do Cerco de Corfínio.

Curião desembarcou com sucesso perto de Útica e conseguiu pegar o exército de Varo de surpresa na Batalha de Útica. Um dos oficiais de Varo, Sexto Quintílio Varo, que esteve em Corfínio, tentou fazer com as tropas de Curião retornassem para o campo pompeiano, mas fracassou. Depois de uma vitória numa escaramuça entre as cavalarias, Curião liderou suas tropas num ousado ataque morro acima que rapidamente liquidou o exército de Varo. Encorajado pelo sucesso, Curião, agindo com base em informações incorretas, atacou o que ele acreditava ser um destacamento do exército do rei da Numídia Juba I. Na realidade, a maior parte do exército númida estava no local e, depois de um sucesso inicial, as forças de Curião foram cercadas e aniquiladas. O próprio Curião foi cercado com o restante de suas tropas no alto de uma colina e morreu lutando. Apenas uma fração de suas forças, que incluía o historiador Asínio Polião e o futuro cônsul Caio Canínio Rébilo, conseguiu escapar para a Sicília.

Eventos posterioresEditar

Depois da Batalha de Farsalos (48 a.C.), o restante das forças pompeianas, incluindo Catão, fugiram para a África para continuar a luta. Por insistência de Catão, Varo entregou o comando supremo do exército ao consular Metelo Cipião; sua posição oficial a partir de então foi a de legado propretor (em latim: legatus pro praetore) segundo evidências epigráficas[5].

Em 46 a.C., Varo assumiu o comando da frota pompeiana. Depois da derrota na Batalha de Tapso, Varo fugiu para a Hispânia, onde foi derrotado numa batalha naval perto de Carteia por Caio Dídio, o almirante da frota cesariana, e forçado a abandonar seus navios para se juntar ao exército em terra. Varo finalmente foi morto na Batalha de Munda no ano seguinte.

Referências

  1. Júlio César, Commentarii de Bello Civili 1.30.2
  2. Cícero, Pro Ligario 21
  3. Scholia Gronoviana 291 em Stangl
  4. Broughton, MRR p. 259.
  5. CIL I2 2.0780

BibliografiaEditar

Fontes primáriasEditar

Fontes secundáriasEditar