Parábola da Luz do Mundo

Disambig grey.svg Nota: Para o quadro pré-rafaelita, veja A Luz do Mundo (pintura).

A Parábola da Luz do Mundo, também conhecida como a Parábola da Lâmpada Debaixo do Alqueire, é uma das bem conhecidas parábolas de Jesus, aparecendo em três dos evangelhos canônicos do Novo Testamento. As diferenças encontradas em Mateus 5:14-15, Marcos 4:21-25 e Lucas 8:16-18 são pequenas e as três versões podem ser derivadas da mesma fonte. Uma versão abreviada da parábola também aparece no não canônico Evangelho de Tomé. Em Mateus, a parábola é uma continuação do discurso sobre Sal e Luz. Jesus queria faze los entender através dessa parábola, que uma vez iluminados pela luz do evangelho, deveriam eles levar essa luz a todas as pessoas.

Luz sob o alqueire.
Por Hans Stiegler

"Alqueire" aqui é um uso antiquado para "vaso", "pote" ou "vasilhame".

NarrativaEditar

«Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte; ninguém acende uma candeia e a coloca debaixo do módio, mas no velador, e assim alumia a todos os que estão na casa. De tal modo brilhe a vossa luz diante dos homens, que eles vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus.» (Mateus 5:13-16)
«Continuou: Porventura vem a candeia para se pôr debaixo do módio ou debaixo da cama? não é antes para se colocar no velador? Pois nada está oculto, senão para ser manifesto; e nada foi escondido, senão para ser divulgado. Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça. Também lhes disse: Atendei ao que ouvis. A medida de que usais, dessa usarão convosco; e ainda se vos acrescentará. Pois ao que tem, ser-lhe-á dado; e ao que não tem, até aquilo que tem, ser-lhe-á tirado.» (Marcos 4:21-25)
«Ninguém, depois de acender uma candeia, a cobre com um vaso ou a põe debaixo duma cama; pelo contrário coloca-a sobre um velador, a fim de que os que entram, vejam a luz. Pois não há coisa oculta, que não venha a ser manifesta; nem coisa secreta, que se não haja de saber e vir à luz.» (Lucas 8:16-17)

InterpretaçãoEditar

Em Mateus, esta parábola é uma continuação do discurso sobre o Sal e Luz. A ideia central da parábola é que a "Luz deve ser revelada e não escondida"[1]. A luz tem sido interpretada como significando Jesus[2][3] ou sua mensagem[3] ou ainda a resposta dos crentes à mensagem[4].

Ver tambémEditar

Referências

  1. John R. Donahue and Daniel J. Harrington, The Gospel of Mark, Liturgical Press, 2005, ISBN 0814659659, p. 149.
  2. William L. Lane, The Gospel According to Mark: The English text with introduction, exposition, and notes, Eerdmans, 1974, ISBN 0802825028, pp. 165–166.
  3. a b Barbara E. Reid, Parables for Preachers: Year B. The Gospel of Mark', Liturgical Press, 1999, ISBN 0814625517, pp. 106–107.
  4. Joel B. Green, The Gospel of Luke, Eerdmans, 1997, ISBN 0802823157, p. 329.
 
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