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Parque Natural de Montesinho

área protegida de Portugal
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Parque Natural de Montesinho
Categoria V da IUCN (Paisagem/Costa Protegida)
Uma paisagem do Parque Natural de Montesinho
Localização Nordeste Transmontano
Dados
Área 75 000 hectares
Criação 1979
Visitantes 6.659[1] (em 2017)
Gestão Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade

O Parque Natural de Montesinho é uma área protegida situada no Nordeste Transmontano (Portugal).[2] Tem uma dimensão de cerca de 75 mil hectares. Reconhecido em 1979 como Parque Natural, tem atualmente 9.000 habitantes, 92 aldeias. Localizado da Terra Fria transmontana, as temperaturas variam entre – 12º C e 40º C.

Apresenta um relevo heterogéneo, com planaltos ondulados cortados por profundos vales encaixados, bem como algumas serras, das quais as duas mais importantes são a Serra de Montesinho, a norte de Bragança, e a Serra da Coroa, a norte de Vinhais. As altitudes variam entre os 1486 metros, na Serra de Montesinho e os 438 metros no leito do rio Mente.

Nele existe extensa biodiversidade, habitando espécies como o lobo-ibérico, a corça ou o veado.

Situado na terra fria transmontana, os xistos são as rochas dominantes, mas podem ainda ser encontrados granitos, rochas ultrabásicas e pequenas manchas calcárias.

O PNM conflui a norte com a Espanha, percorrendo a fronteira com as comunidades da Galiza e de Castela-Leão, e a oeste e a este também com a Espanha (Galiza e Castela-Leão, respectivamente). No oeste faz por breve trecho fronteira com o concelho de Chaves, sendo que a sul continua inserido nos concelhos de Vinhais e de Bragança.

Índice

HidrografiaEditar

O PNM é atravessado por alguns dos cursos de água mais importantes da bacia hidrográfica do Rio Douro.

Na parte brigantina, existem os rios Sabor, Maçãs e Baceiro. O Sabor nasce na fronteira com a Espanha, nos cumes da Serra de Montesinho, passando a pouca distância de Bragança. O Maçãs nasce em Espanha, e faz a fronteira internacional em dois trechos distintos, constituindo ainda a fronteira mais a este e mais a sul do PNM. O Baceiro nasce também em Espanha, sendo o mais pequeno dos rios principais do PNM. No seu percurso existe um importante viveiro de trutas, ainda inserido no PNM, junto à Ponte de Castrelos (EN103).

Na área vinhaense, existem os rios Mente, Rabaçal e Tuela. Todos três nascem na Espanha, sendo os dois primeiros oriundos da Galiza, e o último de Castela-Leão. O Mente faz em parte do seu percurso a fronteira internacional, constituindo a fronteira oeste do PNM. Nele se encontram as águas termais de Sendim/Segirei, partilhadas pelos concelhos de Vinhais e Chaves. O Rabaçal é um dos dois rios (o outro é o Tuela) que formam o rio Tua, a montante de Mirandela. Dentro do PNM oferece o lazer de uma praia fluvial junto à ponte da estrada Sobreiró de Cima (uma das entradas da Rota da Terra Fria) - Zona de Lomba. É aliás a série de montanhas entre os rios Mente e Rabaçal que deram forma ao termo Terras de Lomba, pelo seu perfil contínuo ondulado entre os dois vales. Estes dois rios correm muito próximos a norte, afastam-se progressivamente à medida que caminham para sul, mas aproximam-se novamente e acabam por confluir, formando uma península ou lomba. Fruto do seu isolamento, esta região chegou a ser concelho por vários séculos. Já o Tuela, que passa a pouca distância de Vinhais (aqui, já fora do PNM), oferece como atractivo duas praias de grande procura, sendo uma delas encostada à fronteira do PNM na Ponte de Soeira (EN103).

Estes rios, de vales profundos e águas ora cristalinas ora negras, com propriedades termais ou simplesmente refrescantes para o calor tórrido do Verão da região, serpenteiam vales tão depressa inóspitos como verdejantes e cheios de vida, tanto animal como vegetal. São ainda pontuados por ancestrais moinhos, na maior parte ainda utilizados pela população, e atravessados por milenares pontes romanas. Constituem atractivo para a prática da pesca, com exemplares de trutas, bogas, barbos e escalos.

FloraEditar

Existe uma grande diversidade de fauna e flora no PNM. Os urzais, estevais e giestais, vulgarmente apelidados de matos, ocupam amplos territórios de solos abandonados pela agricultura, orlas de bosques ou terrenos outrora ocupados por um bosque autóctone. Os matos, e particularmente os que ocorrem a maiores altitudes, são biótopos de extrema importância para diversas espécies da fauna selvagem. Os lameiros, também designados por prados ou pastagens de montanha, encontram-se associados a grande parte das zonas ribeirinhas que percorrem o PNM. Os soutos de castanheiros  representam a maioria dos terrenos agrícolas que se encontram ocupados com culturas perenes. Ocupam vastos territórios da região e a sua importância é tal que se torna difícil imaginar a vida nestas paragens sem a existência destas frondosas árvores. Os bosques de azinheira, conhecidos por sardoais, ocorrem nas áreas menos elevadas do PNM, ao longo de encostas declivosas e soalheiras. Finalmente, os bosques de carvalho-negral são um dos principais tipos de vegetação arbórea autóctone que ocorre no Parque fazendo parte de um contínuo que se prolonga para sul, até à serra da Nogueira. 

FaunaEditar

O PNM encontra-se entre as áreas de montanha mais importantes para a fauna a nível nacional e europeu. Uma parte significativa da fauna terrestre portuguesa está aqui representada, contando-se cerca de duzentas e cinquenta espécies de vertebrados e reconhecendo-se uma elevada riqueza e diversidade também de invertebrados.

Destaca-se a presença do lobo-ibérico, do veado, da toupeira-de-água, do gato-bravo, do morcego-de-ferradura-grande e do rato-dos-lameiros. Há cerca de 160 espécies de aves, incluindo a águia-real e a cegonha-preta.

Ver tambémEditar

Referências

Ligações externasEditar