Paulo Monteiro Gratacós

Paulo Monteiro Gratacós
Prefeito de Petrópolis Bandeira de Petrópolis.jpg
Período de 31 de janeiro de 1966
a 20 de outubro de 1969,
de 1º de janeiro de 1989
a 31 de dezembro de 1993
Antecessor Fernando Sérgio Aires da Mota
Paulo José Alves Rattes
Sucessor Paulo José Alves Rattes
Sérgio Fadel
Dados pessoais
Nascimento 1932
Morte 3 de setembro de 2014
Petrópolis
Esposa Lucilla Maria Braga Gratacós[1]
Partido MDB
Profissão arquiteto

Paulo Monteiro Gratacós (1932Petrópolis, 3 de setembro de 2014), ou politicamente conhecido como Paulo Gratacós, foi um arquiteto e um político brasileiro.

BiografiaEditar

Paulo Gratacós atuava profissionalmente como arquiteto quando, em 1965 entra oficialmente na política após a cassação dos prefeitos de Petrópolis Flávio Castrioto e, posteriormente, de Rubens de Castro Bomtempo – pai do atual prefeito de Petrópolis, Rubens José de França Bomtempo.[2]

Tendo participado do curto mandato de Rubens de Castro Bomtempo, que fora cassado, recebeu apoio deste para se eleger prefeito, na época tornou-se o mais jovem do Brasil.[3]

Posteriormente, Paulo Gratacós também seria cassado pelo Regime militar no Brasil. O fato causador da cassação ocorreu em 19 de outubro de 1969, depois de receber o presidente General Costa e Silva em Petrópolis afirmou: “Antigamente, Petrópolis se orgulhava de receber os chefes de Estado. Hoje, os chefes de Estado é que devem se orgulhar de vir a Petrópolis”. A frase repercutiu de forma critica ao governo militar, sendo consequentemente cassado politicamente no dia seguinte, 20 de outubro de 1969.[4] Gratacós foi substituído na época pelo vice-prefeito, Paulo José Alves Rattes.[5]

Tendo cassados seu mandato de prefeito e seus direitos políticos, recolheu-se aos negócios privados e voltou a exercer a profissão de arquiteto.[6]

Após a redemocratização, Gratacós, vinte anos depois, foi reconduzido democraticamente e com grande votação ao Executivo Municipal. Governou Petrópolis de 1º de janeiro de 1989 a 31 de dezembro de 1992. Neste mandato ele foi responsável pelos projetos de recuperação dos bairros, após a tragédia climática que causou prejuízos, em 1988, na cidade.[7]

Em maio de 2014, Paulo Gratacós teve o seu primeiro mandato de prefeito restituído simbolicamente em cerimônia realizada no Palácio Amarelo da Câmara de Vereadores de Petrópolis.[8]

Faleceu em 3 de setembro de 2014, em Petrópolis, vítima de complicações causadas pela mielodisplasia, doença que afeta a medula óssea como uma espécie de câncer. Seu corpo foi cremado no Memorial do Carmo do Cemitério do Caju, na cidade do Rio de Janeiro.[9]

Ver tambémEditar

Referências