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Em biologia do desenvolvimento, pedomorfose é um dos processos evolutivos aceitos atualmente para o surgimento de novas espécies e se refere ao evento no qual uma espécie descendente se reproduz em uma fase morfológica que era juvenil em seus ancestrais.↵Apenas mais recentemente esse processo de desenvolvimento corporal pôde ser extrapolado e entendido como um poderoso processo de formação de novos planos corporais. Esse avanço no pensamento científico só veio a se formar quando a teoria da recapitulação de Haeckel, baseada na evolução por adição terminal, foi superada.

Haeckel, Teoria da Recapitulação e Evolução por Adição TerminEditar

Ernst Haeckel, famoso biólogo alemão, foi quem tornou famosa a ideia de que a evolução dos seres vivos se dá pela aorganismos pré-existentes, formando novos organismos. Assim, todos os estágios filogenéticos pré-existentes são recapitulados ao longo da formação ontogenética do organismo.recapitulados ao longo da formação ontogenética do organismo. As fendas branquiais presentes na fase embrionária dos mamíferos e a semelhança embrionária entre diferentes animais, nos estágios mais precoces do desenvolvimento, seriam comprovações desse fato.Pedomorfose: neotenia e progêneseA pedomorfose ocorre quando há um desequilíbrio entre a taxa de desenvolvimento somático (ou seja, o desenvolvimento do corpo inteiUrochordata, não é nada parecida com os outros dois subfilos de chordata (cephalochordata e vertebrata). Segundo a teoria, estes dois outros subfilos teriam se originado a partir da neotenia, ou seja, amadurecimento reprodutivo precoce de uma larva de ascídia ancestral (é sabido que, em seu ciclo de vida, as ascídias têm uma fase larval de vida livre, cuja principal função é se dispersar até que alcance um local favorável à sua fixação no substrato e desenvolvimento na forma adulta). Essa larva de ascídia é extremamente parecida com as larvas dos animais vertebrados (aqueles que a possuem) e com os cefalocordados. Porém, pesquisas recentes mostram que a explicação mais plausível foi oposta a essa: a partir de uma linhagem de larvas ancestrais, houve o surgimenque já existia). Porém, como vimos, novidades evolutivas ou novos estágios podem ir surgindo ao longo dessa sequencia de desenvolvimento, ou então, quando há uma alteração da cronometria dessa sequencia, resultando na pedomorfose.HeterocroniaA pedomorfose é, então, a alteração da taxa de desenvolvimento reprodutivo em relação à taxa de desenvolvimento somático, e pode ser encaixada dentro de um conceito maior chamado heterocronia, que é a alteração da cronometria ou taxa de desenvolvimento de uma parte do corpo em relação à outra, levando a alteração morfológicas e somáticas que podem resultar em novas espécies. Essa alteração não precisa ser necessariamente do desenvolvimento somático em relação ao reprodutivo, mas de uma linhagem de células somática a outra ou de uma parte do corpo em relação à outra.de"Fonte: <Ridley, Mark. 2006. Evolução. 3ª edição. Páginas 594 - 599. Ed. Artmed, Porto Alegre.↵Dawkins, Richard. A grande história da Evolução. Páginas 371 - 377, 429 - 433. Ed. Cia. das Letras, São Paulo.> final da sequencia de desenvolvimento que já existia). Porém, como vimos, novidades evolutivas ou novos estágios podem ir surgindo ao longo dessa sequencia de desenvolvimento, ou então, quando há uma alteraçãoantes para o surgimento dos vertebrados leva em conta a neotenia. Segundo ela, as ascídias, animais sésseis pertencentes ao subfilo Urochordata, não é nada parecida com os outros dois subfilos de chordata (cephalochordata e vertebrata). Segundo a teoria, estes dois outros subfilos teriam se originado a partir da neotenia, ou seja, amadurecimento reprodutivo precoce de uma larva de ascídia ancestral (é sabido que, em seu ciclo de vida, as ascídias têm uma fase larval de vida livre, cuja principal função é se dispersar até que alcance um local favorável à sua fixação no substrato e desenvolvimento na forma adulta). Essa larva de ascídia é extremamente parecida com as larvas dos animais vertebrados (aqueles que a possuem) e com os cefalocordados. Porém, pesquisas recentes mostram que a explicação mais plausível foi oposta a essa: a partir de uma linhagem de larvas ancestrais, houve o surgimento de duas linhagens: uma deu origem às ascídias sesséis e outra veio a se desenvolver nos cefalocordados e vertebrados atuais.

O outro processo que pode diminuir o estágio de reprodução de um animal, além da ontogenia, é a progênese, ou seja, o desenvolvimento reprodutivo se acelera, enquanto o desenvolvimento somático permanece constante.

Uma hipótese sobre o desenvolvimento dos seres humanos afirma que nós somos pedomórficos com relação às outras linhagens de macacos, pois, fenotipicamente, mesmo adultos, retemos características presentes apenas nos filhotes de outros macacos (a mais marcante sendo uma mandíbula não tão proeminente quanto a dos adultos dos outros macacos antropoides). Assim, seríamos neotênicos, pois na verdade ambos os desenvolvimentos, somático e reprodutivo (já que nossa idade média de maturação sexual, com relação aos outros macacos, é menor) foram atrasados.

Em resumo, de acordo com Haeckel, a evolução podia ocorrer apenas de um único modo (a adição terminal de novos estágios de vida ao final da sequencia de desenvolvimento que já existia). Porém, como vimos, novidades evolutivas ou novos estágios podem ir surgindo ao longo dessa sequencia de desenvolvimento, ou então, quando há uma alteração da cronometria dessa sequencia, resultando na pedomorfose.

HeterocroniaEditar

A pedomorfose é, então, a alteração da taxa de desenvolvimento reprodutivo em relação à taxa de desenvolvimento somático, e pode ser encaixada dentro de um conceito maior chamado heterocronia, que é a alteração da cronometria ou taxa de desenvolvimento de uma parte do corpo em relação à outra, levando a alteração morfológicas e somáticas que podem resultar em novas espécies. Essa alteração não precisa ser necessariamente do desenvolvimento somático em relação ao reprodutivo, mas de uma linhagem de células somática a outra ou de uma parte do corpo em relação à outra.

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"Fonte: <Ridley, Mark. 2006. Evolução. 3ª edição. Páginas 594 - 599. Ed. Artmed, Porto Alegre. Dawkins, Richard. A grande história da Evolução. Páginas 371 - 377, 429 - 433. Ed. Cia. das Letras, São Paulo.>