Pigmaleão

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Pigmaleão, na mitologia grega, foi um rei da ilha de Chipre,[1][2] que, segundo Ovídio, poeta romano contemporâneo de Augusto, também era escultor e se apaixonou por uma estátua que esculpira ao tentar reproduzir a mulher ideal.[1] Ele havia decidido viver em celibato na ilha por não concordar com a atitude libertina das mulheres dali, conhecidas como cortesãs[1]

Pygmalion and Galatea, por Ernest Normand (1886)

O mitoEditar

Segundo Higino, Busíris, filho de Netuno, era seu irmão. A terra de Busíris, no Egito, estava sofrendo com a fome após nove anos de seca, e o rei chamou adivinhos da Grécia. Thrasius, filho de Pigmaleão, anunciou que a chuva chegaria se um estrangeiro fosse sacrificado, e provou suas palavras quando ele mesmo foi sacrificado.[3]

A deusa Afrodite, apiedando-se dele e atendendo a um pedido seu, não encontrando na ilha uma mulher que chegasse aos pés da que Pigmaleão esculpira, em beleza e pudor, transformou a estátua numa mulher de carne e osso, com quem Pigmaleão casou-se e, nove meses depois, teve uma filha chamada Pafos, que deu nome à ilha.[4]

Em Pseudo-Apolodoro, Pigmaleão tem uma filha de nome Metharme, e ela se casa com Cíniras, tendo dois filhos, Oxyporus, Adônis, e três filhas, Orsedice, Laogore e Braesia.[2]

InterpretaçãoEditar

O mito de Pigmaleão, como outros, traduz um elemento do comportamento humano: a capacidade de determinar seus próprios rumos, concretizando planos e previsões particulares ou coletivas. Em Psicologia deu-se o nome de Efeito Pigmaleão ao efeito de nossas expectativas e percepção da realidade na maneira como nos relacionamos com a mesma, como se realinhássemos a realidade de acordo com as nossas expectativas em relação a ela.[5]

Clemente de Alexandria relata outro mito parecido, de uma estátua de Afrodite em Cnido pela qual um homem se apaixona, e com quem ele tem relações sexuais.[6]

A versão mais antiga da lenda está em Ovídio, em sua obra Metamorfoses.[1][carece de fontes?] A lenda de Pigmalião tem atraído vários artistas. O nome da estátua, depois que ela vira mulher, Galathea, não é encontrado nos textos antigos, mas aparece em representações artísticas modernas do mito. Uma versão moderna da lenda é a peça de George Bernard Shaw, Pigmalião, em que, em vez de uma estátua transformada em mulher, temos uma mulher do povo transformada em mulher da alta sociedade. A peça é também um musical e um filme, My Fair Lady.

Referências

  1. a b c d Ovídio, Metamorfoses, 243
  2. a b Pseudo-Apolodoro, Biblioteca, 3.14.3
  3. Higino, Fabulae, LVI, Busíris
  4. Ovídio, Metamorfoses, 244
  5. Rosenthal, Robert & Jacobson, Lenore Pygmalion in the classroom (1992). Expanded edition. New York: Irvington
  6. Clemente de Alexandria, Exortação aos gregos, Livro IV
 
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