Ponte Erasmo

ponte em Roterdã

A Ponte Erasmo (holandês: Erasmusbrug) é uma ponte estaiada e basculante, sua construção começou em 1990[1] e foi inaugurada em 1996.[1] A ponte cruza o Novo Mosa no centro de Roterdã, conectando o norte e o sul da cidade, a segunda maior dos Países Baixos. A ponte foi nomeada em 1992 em homenagem a Erasmo de Roterdã, importante humanista renascentista cristão. A Ponte Erasmo é o símbolo mais importante de Roterdã e é inclusive parte da logomarca oficial da cidade.[3]

Ponte Erasmo
Erasmusbrug
Ponte Erasmo, Roterdã
Outro nome De Zwaan (O Cisne)
Arquitetura e construção
Material Aço e concreto
Design Ponte estaiada
Início da construção 1990[1]
Término da construção 1996[1]
Data de inauguração 6 de setembro de 1996 (24 anos)
Dimensões
Comprimento total 802[2] m
Altura máxima 139[2] m
Geografia
Via trilho de bonde, 4 pistas de automóvel, 2 ciclovias e 2 calçadas[2]
Cruza Novo Mosa[2]
Localização Roterdã,  Países Baixos
Coordenadas 51° 54′ 33″ N, 4° 29′ 12″ L

HistóriaEditar

A ponte de 802 metros de comprimento sobre o Novo Mosa foi projetada por Ben van Berkel. A seção suspensa da ponte tem um único mastro assimétrico de 139 metros de altura firmado em uma base horizontal, de onde provém o apelido "O Cisne" da ponte.[4]

Depois de mais de 165 milhões de euros para construir, a ponte foi oficialmente inaugurada pela Rainha Beatrix em 6 de setembro de 1996.[5] Pouco depois da abertura da ponte para o tráfego, foi descoberto que a ponte iria oscilar sobre a influência de fortes ventos. Para reduzir a oscilação, amortecedores foram instalados.[6]

ProjetoEditar

 
O mastro assimétrico da Ponte Erasmo, com 16 pares de estais dianteiros e 2 conjuntos de cabos de sustentação do mastro na parte de trás.

Durante a fase preliminar, alguns projetos alternativos foram apresentados. Em 1990, um dos arquitetos jurados, Ben van Berkel, revelou seu próprio projeto, que era similar ao de Santiago Calatrava usado na Ponte de Alamillo em Sevilha, Espanha: Um único mastro inclinado posicionado de um lado do rio. Por causa do inicialmente planejado mastro de 150m ser pensado para agir como um contrapeso para o vão de 284m, o mastro não tinha cabos traseiros.[4][7]

No subsequente estudo de viabilidade estrutural, várias mudanças significativas no projeto foram feitas. Foi descoberto que cargas, como caminhões de 60 toneladas, iriam induzir excessiva pressão no mastro inclinado; posteriormente cabos traseiros foram adicionados para minimizar a pressão sobre o mastro. O mastro de concreto de 150 metros de altura foi substituído por um mastro de aço de 139 metros de altura. A aparência da ponte permaneceu a mesma, o que provou ser um dos fatores decisivos na escolha dessa proposta. Em novembro de 1991, o conselho da cidade escolheu o ambicioso mastro inclinado e liberou fundos adicionais para a construção da ponte assimétrica.[4][7]

 
A parte inferior do tabuleiro da ponte.

O tabuleiro da ponte não foi feito fino só por razões estéticas, mas também por algumas condições técnicas. Era preciso que houvesse uma elevação de 12,5m por no mínimo 200m para a passagem de navios. O tabuleiro foi projetado com duas vigas de 2,25 m de altura e 1,25 m de largura, onde os cabos estão fixados para sustentar um tabuleiro com 4 faixas de tráfego e um trilho de VLT entre as duas vigas. As vigas se encontram a cada 4,9m através de seções perpendiculares, que se estendem até 6,7m em cada lado em direção às calçadas e ciclovias.[8]

Nos pilares de concreto, os engenheiros projetaram os tubos de aço dentro dos pilares para sustentar a ponte e os arquitetos desenharam como uma escultura, os pilares de concreto em que estão esses tubos de aço.[8]

GaleriaEditar

Referências

  1. a b c d «Erasmus bridge - bridgeinfo.net». Bridgeinfo.net (em inglês). Consultado em 20 de novembro de 2020 
  2. a b c d e «Erasmus Bridge (Rotterdam, 1996)». Structurae (em inglês). Consultado em 19 de novembro de 2020 
  3. «"Erasmus Bridge: Holland's tallest bridge"». City Guide Rotterdam. Consultado em 16 de novembro de 2020 
  4. a b c Gannon, Todd (2004). UN Studio/ Erasmus Bridge, Rotterdam, The Netherlands. [S.l.]: Princeton Architectural Press. pp. 1–176. ISBN 156898426X 
  5. M de Jong, J Annema. «"The Erasmus Bridge; success factors according to those involved in the project"». European Transport Conference 
  6. "Numerical Modelling of Rain-Wind-Induced Vibration: Erasmus Bridge, Rotterdam". [S.l.: s.n.] doi:10.2749/101686698780489351 
  7. a b Reusink, Jaco; Kujipers, Martin (1998). "Designing the Erasmus Bridge, Rotterdam". [S.l.]: Structural Engineering International. doi:10.2749/101686698780488794 
  8. a b Hewett, Christopher J. (2008). "A critical Analysis of the Erasmus Bridge (PDF). bath.ac.uk. University of Bath. Retrieved 17 May 2020. Abstract: The following paper gives information on the construction and design of the Erasmus Bridge, a critical analysis of the aesthetics and a consideration of the technical loading aspects to British standard codes.

Ligações externasEditar

 
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Panorama da ponte