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A pornografia em Portugal é discreta e funciona mais na base de importação do que exportação. Após a Revolução dos Cravos e com a redacção da Constituição de 1976 abordou-se essa matéria[1]. É proibida a venda e difusão de material pornográfico a menores de 18 anos. Os tempos mudaram os costumes e as atitudes. A Internet facilitou o acesso à pornografia, dificultando no entanto a quantificação e a determinação do estatuto de quem consome pornografia. Em 2005 realizou-se o primeiro Salão Erótico Internacional de Lisboa. Existem também salas de cinema temáticas e sex-shops no país. Produção nacional existe, mas não com o desígnio de indústria. Uma das grandes preocupações é a pornografia infantil, havendo descontentamento em relação à actual lei que, argumenta-se, não é suficiente na prevenção desse crime[2].

Referências

Ver tambémEditar

  • Filme pornográfico
  • Revista pornográfica
  • A medicina paliativa é um ramo da medicina especializado no tratamento de pessoas com doenças terminais, focando-se no alívio dos seus sintomas [1]. Apesar de não ser reconhecida em Portugal como uma especialidade médica e o seu desenvolvimento estar longe do desejável para suprir as carências da sociedade, apresenta-se como uma necessidade premente dos serviços de saúde, numa população cada vez mais envelhecida na qual as doenças crónicas terminais têm assumido um papel dominante. Neste contexto, os Cuidados Paliativos (CP) são providenciados por equipas multidisciplinares cujo objetivo principal é melhorar a qualidade de vida de doentes e respetivas famílias. A melhoria da qualidade de vida do doente terminal passa pelo tratamento de sintomas que possam ser a causa de distress no paciente, como a dor e a depressão e na celebração da pessoa que, estando doente, é muito mais do que a sua doença. Idealmente, a recomendação de um doente com uma doença terminal para estes serviços deve ocorrer logo após o seu diagnóstico. À medida que estes tratamentos falham ou deixam de ser satisfatórios, os CP têm um papel mais preponderante na vida do doente, para assegurar a dignidade e qualidade de vida até à sua morte. A família deve receber acompanhamento psicológico ao longo do processo.    A morte é um acontecimento importante em qualquer sociedade, que envolve as emoções que a perda desperta, bem como crenças e rituais, sendo percebida como algo que vai além de um fenómeno fisiológico. A sociedade europeia do século XVIII sofreu uma importante mudança relativa à ideia de família. Surgiu um modelo de família baseado no sentimento e na afeição, e não em interesses políticos e económicos. A escolha conjugal passou a basear-se na afinidade, e o amor passou a ser valorizado tanto entre o casal como na relação com os filhos. Estas transformações alteraram a forma de encarar a morte. Os novos vínculos, mais fortes, tornaram as separações mais dolorosas e indesejáveis. A valorização dos vínculos afetivos deu aos falecidos um novo status merecedor de homenagem. A morte passou a ser vista não como uma etapa da vida, mas sim como algo a ser temido e evitado [2], um tabu na sociedade atual. O conhecimento científico não fornece explicações para o que acontece após a morte, fomentando o medo do desconhecido. Deste modo, uma pessoa não se extingue com a morte física, uma vez que este evento representa a perda de um ser social. O luto surge como algo fundamental. A sociedade civil é pouco informada sobre a função e os serviços prestados pelos CP. Ações informativas deverão passar pelo recurso a meios de comunicação social e pela distribuição de panfletos nas unidades de cuidados de saúde primários e em unidades hospitalares, explicando o que são os CP, para que servem e em que situação recorrer aos mesmos. Também podemos fazer outdoors que chamem a atenção da sociedade civil para este tipo de cuidados e para a sua importância. Estas informações são importantes porque transmitem à sociedade civil a definição dos CP, beneficiam os doentes e as suas famílias, diminuindo a carga sintomática dos pacientes e a sobrecarga dos familiares. Para além disso, diminuem os tempos de internamento hospitalar, os reinternamentos, a inutilidade terapêutica, o uso dos serviços de urgência e dos cuidados intensivos, reduzindo os custos em saúde. A construção de novos centros/hospitais de CP é fundamental neste contexto. Tendo em conta o supramencionado, foram escolhidos três mandamentos da medicina paliativa e foi realizada uma breve reflexão filosófica sobre os mesmos. Mandamento 2- Confiança: Numa época em que os doentes têm acesso a todo o tipo de informação, é cada vez mais difícil conseguir uma relação de total confiança entre médico e doente. No entanto, esta deve ser cultivada, já que vários estudos sugerem que uma abordagem centrada no paciente, uma comunicação clara entre as duas partes e a confiança necessária à partilha de expectativas, medos e experiências do doente, resulta num melhor outcome, adesão ao tratamento e perceção da qualidade dos cuidados de saúde [3]. A medicina tecnológica não deve ser uma barreira à interação médico-doente, pois quando a familiaridade é atingida, o doente sente-se confortável para confidenciar situações pessoais. Para tal, é importante que uma “aliança terapêutica” tenha sido construída [4]. Mandamento 3 - Atender a todas as necessidades do próprio: Somos “corpo, mente e espírito”. Cada um destes domínios deve ser satisfeito para que os indivíduos encontrem equilíbrio dentro de si. Os pacientes que recorrem aos CP encontram-se fragilizados, severamente doentes e com perda de autonomia. Muitos foram sujeitos a procedimentos médicos com pouco benefício para tentar atrasar o avanço da patologia e sofrem os seus efeitos adversos. Por vezes são esquecidos a satisfação, a dignidade e o poder de decisão a que os doentes têm direito. A medicina paliativa é fundamental, apoiando a sua prática na atenção às necessidades físicas, mentais e espirituais. Assim, os CP promovem a “melhor morte”, livre de dor, de sintomas, olhando aos desejos do paciente de modo a acompanhar o próprio e a respetiva família antes e após a morte. Mandamento 10 - Celebrar: A experiência de um doente a ser tratado pela medicina paliativa é dura e pode ser frustrante e infrutífera, sendo essencial celebrar todas as pequenas conquistas de modo a contribuir para um melhor estado psicológico do próprio. Como Viktor Frankl’s disse: “Tudo pode ser retirado de uma pessoa, exceto uma coisa: a última liberdade do homem — a habilidade de escolher qual a sua atitude em qualquer circunstância, escolher qual a sua conduta”. Frankl’s defende que em qualquer situação, por mais dura que esta seja, podemos encontrar valor na vida e celebrá-la e, só assim, conseguiremos encontrar paz interior. O principal objetivo da medicina paliativa é o tratamento de doentes terminais por via do alívio dos sintomas e do stress psicológico. Estratégias para o desenvolvimento dos CP passarão por melhor informar a sociedade civil sobre a preponderância destes cuidados de saúde e sobre o acesso a estes serviços. Estes progressos deverão ser sustentados num conjunto de princípios e mandamentos que focam o ato médico no bem-estar do doente.
  • Bibliografia [1] https://getpalliativecare.org/whatis/, acedido a 27 de abril de 2019. [2] San Filippo, David Ph.D., "Historical Perspectives on Attitudes concerning Death and Dying" (2006). Faculty Publications. 29. https://digitalcommons.nl.edu/faculty_publications/29 [3] Chandra, S. Trust and Communication in a Doctor Patient Relationship: A Literature Review. Journal of Healthcare Communications, 2018 Vol.3 No.3:36. [4]Swartz, M. H. (2014). Textbook of Physical Diagnosis, History and Examination 7th edition. Philadelphia: Elsevier Saunders. [5] https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/34467/34467_3.PDF, acedido a 26 de abril de 2019. [6] Rehmann-Sutter, Lehnert H. Ethical aspects of palliative medicine. Internist (Berl).2016 Oct;57(10):946-952.
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