Rafe (do grego ῥαφή, 'costura' ou 'sutura') é a designação utilizada nas ciências biológicas para descrever a linha de união de duas secções simétricas de uma estrutura anatómica, de um órgão ou de um tecido.

DescriçãoEditar

O termo rafe é utilizado em múltiplas situações, particularmente em descrições morfológicas ou anatómicas. Entre os usos mais comuns contam-se:

  • Rafe das diatomáceas — é uma estrutura em forma de fenda ou fissura, muitas vezes complexa, presente na frústula de parte das diatomáceas penadas (Pennales). A rafe das diatomáceas estende-se ao longo do eixo da célula (eixo apical) e situa-se na zona medial da frústula ou em posição elevada no centro de uma quilha que ocorre na zona de contacto entre as duas tecas que formam a rafe ao longo do bordo da frústula. A rafe cria uma conexão entre o citoplasma e o meio circundante e serve como mecanismo de motilidade permitindo o movimento deste grupo de diatomáceas, que se podem mover a velocidades superiores a 20 µm/segundo. No entanto, a motilidade ativa não é observada em todas as diatomáceas de portadoras de rafe.[1][2]
  • Rafe (botânica) — um rebordo ou crista presente em algumas sementes que resulta da soldadura do funículo com o corpo do óvulo.
  • Rafe (anatomia) — em anatomia humana (e de outros mamíferos) existem várias estruturas assim designadas, aplicando-se o termo sempre que se observa uma linha proeminente produzida pela união de duas partes embriológicas simétricas que se fundiram formando uma única estrutura no indivíduo adulto. Existem várias rafes significativas na anatomia humana:

Notas

  1. «Lexikon der Biologie : Raphe». Consultado em 10 de dezembro de 2017 
  2. Gustav Lindau, Hans Melchior (2013). Springer-Verlag, ed. Die Algen. [S.l.: s.n.] p. 27 ss. ISBN 978-3642992551