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Reino do Ponto (a vermelho) no século I a.C. imediatamente antes das Guerras Mitridáticas

O Reino do Ponto foi um antigo Estado helenístico, localizado a norte da península da Anatólia, na atual Turquia. O Ponto é uma região da costa sudeste do mar Negro, chamado Ponto Euxino pelos jónios, povo grego que explorou e colonizou as costas da Anatólia no final da Idade das Trevas da Grécia, até ao século VIII a.C.. O nome chegou a referir-se especificamente à área noroeste da Anatólia na Época Clássica da Grécia, sendo assim mencionado por Xenofonte no seu Anábase.

Índice

GeografiaEditar

A região do mar Negro tem uma costa rochosa, com pequenos rios que caem em cascata através de gargantas. Uns poucos rios são mais compridos, atravessando as cordilheiras do Ponto, com afluentes caudalosos de alta montanha. O acesso da costa ao interior está limitado a vales estreitos, porque as montanhas, com altitudes de 1500 a 1800 metros no oeste, e 3000 a 4000 metros no leste, formam uma parede quase contínua, que separa a costa do interior. Por causa destas condições naturais, a costa do mar Negro esteve historicamente isolada do interior da Anatólia.

O leste do Ponto é desértico e rico em minerais, enquanto que o oeste é irrigado pelos rios Hális, Íris, e seus afluentes, o que torna a zona rica e cultivável, além de ter boas comunicações pela rede viária construída pelos sucessivos soberanos.

HistóriaEditar

Originalmente era uma satrapia do Império Aquemênida. Em 363 a.C., o sátrapa Ariobarzanes II de Cio conseguiu submeter as tribos do interior e estabilizar a satrapia. Em 334 a.C., Alexandre Magno iniciou as suas campanhas na Anatólia e depois das batalhas de Grânico e de Isso, o poder da Pérsia na região foi derrubado. A região do Ponto no foi ocupada pelos exércitos gregos, gerando-se um vazio de poder que consolidou Mitrídates II de Cio como governador.

Depois da morte de Alexandre, a Ásia Menor foi atribuída a Antígono Monoftalmo pelo tratado de Triparadiso de 321 a.C.. Em 301 a.C., Antígono foi vencido por Seleuco I Nicator na Batalha de Ipso, mas este não ocupou imediatamente Ásia Menor. o centro e o oeste foram anexados por Lisímaco, que já governava a Trácia. Nestas circunstâncias, Mitrídates II aproveitou as disputas entre os diádocos para se declarar independente e expandir os seus domínios, mantendo longas guerras, mal conhecidas, com os selêucidas.

O seu filho Mitrídates I Ctistes teve que fugir com alguns partidários para a fortaleza de Cimiata, na Paflagónia. Depois da derrota das forças de Antígono e Demétrio I na batalha de Ipso, Mitrídates consolidou o seu poder lutando durante vinte anos contra os selêucidas. Até regressar a Sinope e autoproclamar-se no ano 281 a.C. rei do Ponto (Βασιλεύς, basileus). A sua dinastia perdurou até 64 a.C.. Deste modo uma dinastia persa conseguiu sobreviver no mundo helenístico, enquanto que o Império Aquemênida não o pôde fazer.

Apogeu e queda do PontoEditar

A partir de Mitrídates III do Ponto, o reino começou a expandir-se. A expansão foi progressiva, começando pela costa este e seguindo pela costa norte do mar Negro, incluindo a Crimeia. Mitrídates V Evérgeta recebeu a Frígia de Roma, mas foi arrebatada ao seu sucessor Mitrídates VI. Este empreendeu uma luta sem quartel contra os romanos durante décadas, sendo finalmente vencido por Pompeu, e o reino anexado progressivamente a Roma. A metade ocidental foi anexada primeiro à província da Bitínia, formando a dupla província da Bitínia e Ponto. A metade oriental foi entregue ao rei gálata Deiótaro, embora voltasse a ser independente temporariamente sob Fárnaces II, e voltou a unir-se à Galácia por um breve período (47 a.C.-41 a.C.). Com a morte de Deiótaro, o Reino do Ponto teve durante alguns anos reis-fantoche impostos por Roma, até à sua anexação definitiva em 63 com a sua união à província da Galácia.

No ano 62, Nero dividiu o país em três províncias: Ponto Galático, no oeste; Ponto Polemoníaco, no centro; e Ponto Capadócio, no este. Severo Alexandre uniu este à Armênia Inferior numa só província desde 248 até 279. Em 295, Diocleciano estabeleceu quatro províncias: Paflagónia, Diosponto, Ponto Polemoníaco e Arménia Menor.

No início do século IV, voltou ao sistema de duas províncias: Diosponto e Ponto Polemaníaco, permanecendo assim até o Império Bizantino.

Lista de dirigentes do PontoEditar