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Revista do Brasil
Edição de março de 1921 em uma exposição de uma biblioteca municipal no Piauí.
Circulação Nacional
Categoria Literatura
realidade brasileira
Economia, Artes, política, sociologia, antropologia, Direito.
País  Brasil
Idioma Português
Fundação 1916
Baseada em São Paulo
Primeira edição 1916
Última edição 1990

A Revista do Brasil foi uma revista brasileira, fundada em 1916 por Júlio de Mesquita como sendo espaço de literatos e promovendo discussão sobre o contexto da Primeira Guerra Mundial, então em andamento[1].

Índice

FasesEditar

A primeira fase de 1916 a 1925 é quando a revista é dirigida pelo próprio Júlio de Mesquita e por Monteiro Lobato que a comprou em 1918; transformado-a em espaço de divulgação de suas obras e de outros autores. Em 1925, Lobato , então com dificuldades financeiras, vendeu a Revista do Brasil para Assis Chateaubriand.

Segunda faseEditar

Em 1926 a revista entra em uma fase apontada como espaço de discussões entre conservadores e modernistas. A historiadora Tânia Regina de Luca, em seu livro: Leituras, projetos e (re)vista(s) do Brasil[2], aponta que Pandiá Calógeras operava pelo lado conservador já o lado modernista ficava com Prudente de Moraes Neto. Mas em 1927 a revista é encerrada.

Terceira faseEditar

Em 1938 Chateaubriand reativa a revista para operar como voz contrária ao Estado Novo. Essa fase antivarguista há participação de pensadores e artistas, entre eles: o historiador Otávio Tarquínio de Sousa, Sérgio Buarque de Holanda, Gilberto Freire, Raquel de Queiroz e Mário de Andrade. No entanto, esse espaço cronológico da revista também é visto como elitista e liberal, mas também teve participação de intelectuais progressistas como Astrogildo Pereira.

Quarta faseEditar

Em 1943 a revista é descontinuada e, em 1944, Assis Chateaubriand a republica com roupagem diferente objetivando fazê-la concorrente da revista Seleções, no entanto o empreendimento não durou um ano.

Quinta faseEditar

A última é a quinta fase, de 1984 a 1990, período que a revista é comandada por Darcy Ribeiro. Nesta fase o periódico funciona como espaço de ideias político-sociais.

ColaboradoresEditar

No rol de escritores que participaram da revista, aparecem: Olavo Bilac, Mário de Andrade, Monteiro Lobato, Manuel Bandeira, Amadeu Amaral, Graciliano Ramos, Álvaro Vieira Pinto e outros.

Referências

  • LUCA, Tânia Regina de. Leituras, projetos e (re)revista(s) do Brasil. São Paulo; editora UNESP, 2012.