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Ribeirão Ariranha

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Ribeirão Ariranha
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Localização
País
Hidrografia
Tipo

O ribeirão Ariranha é um curso de água do sul do estado de Goiás, no Brasil.[1]

GeologiaEditar

Sua nascente é classificada como sendo do tipo holócrina, estando em uma área de remanescentes de covais na região da serra Azul, a noroeste da cidade goiana de Jataí. Entre seus usos, estão a pesca, a agricultura e o lazer, com esportes aquáticos.

Suas águas correm no sentido noroeste-sudoeste, estando o ribeirão Ariranha rente à linha do cume que funciona como divisor entre suas águas e as da bacia hidrográfica do rio Claro. Por esse motivo, a bacia do ribeirão apresenta um perfil assimétrico, tendo sua área situada quase que por inteiro à margem esquerda do divisor de águas. Apresenta, ainda, forma alongada, o que significa que precipitações intensas atingirão uma área maior de drenagem, havendo menor possibilidade de enchentes. Percorre uma distância de 80 km da nascente até sua foz e sua área de drenagem consiste de 1.060,80 km². Já sua declividade média, é considerada baixa, por volta de 3,7 m/km; apenas em alguns trechos supera os 5 m/km. Nesses pontos, o leito do ribeirão é geralmente constituído de basalto exumado. Suas irregularidades, assim, resultam na formação de corredeiras e saltos, o lhe garante potencial hidrelétricos. Possui, ainda, vales em V na porção média e baixa de seu curso e solos gleis pouco húmicos de baixa permeabilidade na porção alta, importante na regulação da qualidade e quantidadde da água.

A micro-bacia hidrográfica do ribeirão Ariranha, um afluente do rio Claro, localiza-se na porção norte e noroeste da sub-bacia do rio Paraná, entre as coordenadas 17º48' e 18º00' de latitude sul e 51º41' e 52º17' de longitude oeste. Nascem nessa mesma área seus principais afluentes, o Córrego das Cruzes, o Córrego Bom Jardim e o Córrego das Perobas. Seus outros afluentes são, na margem direita, os córregos da Sinhá, do Lobo, Moita Redonda, Cabeceira dos Perdizes, da Zarolha, Córrego Boa Vista, Córrego João Manoel, Córrego Santa Terezinha, Córrego do Ouro, Esteio, Açude e Picada. Já na margem esquerda, são os córregos Maradeira,Vaivém, Esparramo, Patinho, da Anta, Correntinha, Corrente, Picadinha, e Márcio.

Devido ao fato de o ribeirão Ariranha correr na direção NO-SE e seus tributários seguirem no sentido NO-L/NE, seus afluentes o interceptam quase que perpendicularmente, o que dá à bacia hidrográfica uma disposição treliça. Uma vez que o curso do ribeirão Ariranha estrutura-se pelo mergulho das camadas sedimentares da bacia do Paraná, é classificado como cataclinal ou conseqüente. Já seus principais afluentes são ortoclinais.

O volume de água no ribeirão Ariranha é ditado pelo regime de chuvas do clima tropical onde está inserido. As precipitações concentram-se em dezembro e janeiro, o que aumenta a vazão do rio até o mês de abril. Durante o período de secas, no inverno, entre maio e agosto, há diminuição na descarga média do rio. Sua vida aquática também se modifica. Isso permite ao ribeirão um alternância entre um período de cheia e outro de vazão. O pico das precipitações não corresponde a uma simultaneidade das enchentes no ribeirão, no entanto. Há um retardamento médio de por volta de dois meses entre o auge do regime pluvial e as cheias do Ariranha, devido a diversos fatores presentes no escoamento e na concentração das águas superficiais até seu desague no rio Claro. Entre esses fatores estão o relevo de baixo declive, a constituição dos solos e a vegetação. Ademais, embora grande parte da água coletada e drenada pelo Ariranha e seus afluentes seja proveniente do regime de chuvas, parte dela é absorvida pela cobertura vegetal e pelo solo em vez de ser escoada e evaporada. A porosidade, a permeabilidade e o relevo do solo e dos aqüíferos, por sua vez, variam, o que faz com que a absorção da água seja, conseqüentemente, também variável. De qualquer maneira, a constituição sedimentar da bacia com camadas espessas de arenitos de grande porosidade e permeabilidade permite que grandes volumes de água infiltrada subterraneamente sejam armazenados por longo tempo. Devido ao fato de a percolação (deslocamento) da água se dar por poros e fraturas nas rochas, o processo de dá de forma lenta, o que permite um abastecimento contínuo e regular dos rios e aquíferos subterrâneos, com uma consequente provisão de água durante a estiagem.

Referências

  1. geographic.org. «Ribeirão Ariranha: Brazil». Consultado em 7 de janeiro de 2018 
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