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Ribeira de Fráguas

freguesia de Albergaria-a-Velha, Portugal
Portugal Portugal Ribeira de Fráguas 
  Freguesia  
Brasão de armas de Ribeira de Fráguas
Brasão de armas
Localização no concelho de Albergaria-a-Velha
Localização no concelho de Albergaria-a-Velha
Ribeira de Fráguas está localizado em: Portugal Continental
Ribeira de Fráguas
Localização de Ribeira de Fráguas em Portugal
Coordenadas 40° 44' 23" N 8° 26' 40" O
País Portugal Portugal
Concelho ABV.png Albergaria-a-Velha
Administração
- Tipo Junta de freguesia
- Presidente Maria Emília Martins Campos Pereira (CDS-PP)
Área
- Total 26,75 km²
População (2011)
 - Total 1 713
    • Densidade 64 hab./km²
Orago São Tiago
[1]

Ribeira de Fráguas é uma freguesia portuguesa do concelho de Albergaria-a-Velha, com 26,75 km² de área e 1 713 habitantes (2011). A sua densidade populacional é de 64 hab/km².

PopulaçãoEditar

População da freguesia de Ribeira de Fráguas [1]
1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
818 1.023 967 1.106 1.320 1.416 1.375 1.584 1.620 1.728 1.719 1.791 1.864 1.869 1.713
Distribuição da População por Grupos Etários
Ano 0-14 Anos 015-24 Anos 25-64 Anos < 65 Anos 0-14 Anos 015-24 Anos 25-64 Anos < 65 Anos
2001 317 272 986 294 17,0% 14,6% 52,8% 15,7%
2011 186 195 912 420 10,9% 11,4% 53,2% 24,5%

LugaresEditar

Fazem parte desta freguesia os lugares de: Alto dos Barreiros, Bosturenga, Carvalhal (apenas a margem esquerda do Rio Caima), Gavião, Palhal (margem esquerda do Rio Caima), Ribeira de Fráguas, Telhadela, Vale, Vilarinho S. Roque, Vale da Sapa, Fráguas, Coucinho, Casaldelo, Campo, Igreja e Coval da Mó (já não habitado).

HistóriaEditar

Os primeiros documentos que se referem a esta freguesia datam dos finais do século XI, surgindo tanto Fráguas (Frauegas) como Telhadela.

Ribeira de Fráguas pertenceu ao concelho de Pinheiro da Bemposta, extinto em 24 de Outubro de 1855, passando então a integrar o concelho de Albergaria-a-Velha.

A exploração mineira é ancestral na freguesia, tendo sido no século XIX que ela se intensificou, designadamente as minas do Coval da Mó e Volta de Telhadela, nas quais se extraía cobre e chumbo. Em 1744, os ingleses descobriram as minas do Palhal. A tradição conta que continham vestígios de indústria metalúrgica, do tempo dos mouros. Em 1796, foram abandonadas devido a uma cheia do rio Caima. Em meados do século XIX foram exploradas pela Companhia Lusitana de Mineração, produzindo cobre, galena de chumbo, blenda, níquel, cobalto e alguma prata.

Em termos de património natural, trata-se de um local de beleza contagiante, donde ressaltam os seus vales cultivados sobre um fundo verde, fruto das vastas áreas florestais.

O topónimo Fráguas, indica-nos fornos ou fornalhas, onde eram separados o minério da escória.

PatrimónioEditar

  • Capelas de Santa Ana e da Senhora da Memória
  • Trecho do rio Filveda e barragem
  • Igreja de São Tiago (matriz)
  • Capela de Santo António
  • Antigas minas do Palhal
  • Núcleo de moinhos

HeráldicaEditar

Armas: escudo de verde, uma banda ondeada de prata e azul de cinco tiras, acompanhada à dextra de uma espiga de milho, folhada e, à sinistra, um pinheiro arrancado, tudo de ouro. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco com a legenda a negro, em maiúsculas: "RIBEIRA DE FRÁGUAS". (Publicada no Diário da República, III Série de 3 de dezembro de 1997)

Referências

  1. Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes

BibliografiaEditar

Ribeira de Fráguas - a sua História, Nélia Oliveira e Nuno Jesus, Março 2010.

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