Rio Jordão

rio na Ásia Ocidental que corre para o Mar Morto
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O rio Jordão (em hebraico: נהר הירדן, nehar hayarden; em árabe: nahr al-urdun) é um curso de água de grande importância religiosa que se situa no Oriente Médio, formando o talvegue do Vale do Jordão. A Jordânia faz fronteira com o rio a leste, enquanto a Cisjordânia e Israel fazem a oeste. Jordão significa aquele que desce ou também lugar onde se desce (bebedouro). O rio deságua no mar Morto.

Jordão
Comprimento 190 km
Nascente encosta do monte Hérmon
Foz Mar Morto
País(es)  Israel
 Palestina
Jordânia

As suas margens, em especial no troço de montante que transporta água doce, são muito aproveitadas para agricultura.

CaracterísticasEditar

 
Rio Jordão
 
Baptismo de Jesus no Jordão numa pintura de 1435

Nasce na encosta do monte Hérmon, atravessa os lago Hulé e segue depois até ao mar da Galileia, para desaguar no mar Morto.[1]

O rio tem profundidade máxima de 17 pés (5,2 m) e largura máxima de 60 pés (18 m).[2] Na maior parte de seu curso o rio se encontra abaixo do nível do mar, chegando a 390 metros abaixo deste nível ao desembocar no Mar Morto.

A característica principal do rio Jordão é o seu progressivo aumento de salinidade à medida que avança para o mar Morto. De facto, penetra doce no Lago de Tiberíades, mas saliniza a partir daí até chegar ao mar Morto, que chega a ser 25% mais salino que o Grande Lago Salgado, nos Estados Unidos. A salinidade dos mares é, em média, de 3,5%, isto é, 35 partes por mil. Logo, a salinidade do mar Morto é perto de dez vezes maior que a média dos oceanos.

Atualmente, o Vale do Jordão constitui um significativo trecho da fronteira Israel-Jordânia e Palestina-Jordânia, constituindo um terço do território cisjordaniano. No seu trecho final, este rio corre entre margens desérticas.

AfluentesEditar

 
Curso do rio Jordão, com alguns afluentes

Degradação ambientalEditar

Devido ao intenso uso de suas águas para consumo humano e para atividades agrícolas, o rio teve sua vazão original reduzida em 90%.[1] Além disso, os níveis de poluição são bastante elevados, especialmente após o mar da Galileia.[1][3]

Importância históricaEditar

O rio Jordão foi cenário para diversas histórias da narrativa bíblica. Dado o grande alcance das religiões abraâmicas no mundo, o rio Jordão assume grande importância histórico-cultural. Segundo a narrativa bíblica, os israelitas atravessaram o rio a seco, segundo o Livro de Josué (3:17). Também foi atravessado a seco pelos profetas Elias e Eliseu. Por intermédio de Eliseu, segundo a Bíblia Hebraica, houve dois milagres no Jordão: a cura de Naamã, por ter mergulhado sete vezes no rio; e fez flutuar a cabeça de ferro de um machado (II Reis 5:14; II Reis 6:6). De acordo com os Evangelhos, São João Batista desenvolveu a sua pregação nas proximidades do Jordão, onde Jesus foi batizado e não terá sido longe daí que decorreu o período das suas tentações. Atualmente, o rio Jordão é uma das maiores fontes de água de Israel, Palestina e Jordânia.

Ver tambémEditar

Referências

BibliografiaEditar

Ligações externasEditar

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