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Sítios Paleontológicos de Santa Maria

Sítios Paleontológicos
de Santa Maria
Localização Santa Maria,
 Rio Grande do Sul,
 Brasil.
Coordenadas 29° 41' 42" S 53° 47' 43" O

Sítios Paleontológicos de Santa Maria são sítios paleontológicos situados na cidade de Santa Maria, Rio Grande do Sul, Brasil e datam do triássico. A região de Santa Maria expõem níveis da Formação Santa Maria (Membro Passo das Tropas e Membro Alemoa) e Formação Caturrita.[1]

HistóriaEditar

No ano de 1901 foram encontrados os primeiros fósseis na cidade de Santa Maria. Desde então muitos sítios foram descobertos na cidade, especialmente no entorno do Morro do Cerrito, com destacada atenção para a Sanga da Alemoa que têm rica história.

MuseusEditar

Santa Maria conta com dois museus que contêm fósseis da região:

Descrição dos sítiosEditar

 
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  Sítios Paleontológicos de Santa Maria:

1)Arroio Cancela. 2)Cabeceira do Raimundo. 3)Arroio Passo das Tropas. 4)Olaria Campus UFSM. 5)Colégio Militar. 6)Largo Padre Cargnin. 7)Cerrito I. 8)Cerrito II. 9)Cerrito III. 10)Sanga da Alemoa. 11)Jazigo 5. 12)Sanga do Armário. 13)Vila dos Sargentos. 14)Cidade dos Meninos. 15)Vila Kennedy. 16)Vila Caturrita. 17)Bela Vista. 18)Jardim Berleze. 19)Esc. Xavier da Rocha. 20)Silva Jardim.

Seq. Sítio Coordenadas Formação Descrição
1 Arroio Cancela 29°41'42"S, 53°47'43"W Formação Santa Maria Veja: Sítio Paleontológico Arroio Cancela.
2 Cabeceira do Raimundo 29°43'0"S, 53°53'59"W Formação Sanga do Cabral Elementos desarticulados de Procolophon pricei.
3 Arroio Passo das Tropas 29°44'32"S, 53°47'34"W Formação Santa Maria Impressões vegetais da Flora Dicroidium, escamas de peixes e asas de insetos.
4 Olaria Campus UFSM 29°43'38"S, 53°42'26"W Formação Santa Maria Impressões vegetais da Flora Dicroidium.
5 Colégio Militar 29°40'49"S, 53°50'34"W Formação Santa Maria Hyperodapedon.
6 Largo Padre Cargnin 29°41'58"S, 53°47'27"W Formação Santa Maria Therioherpeton cargnini.
7 Cerrito I 29°42'5"S, 53°47'28"W Formação Santa Maria e Formação Caturrita Hyperodapedon, Stagonolepis e cinodontes indeterminados.
8 Cerrito II 29°42'16"S, 53°47'17"W Formação Santa Maria e Formação Caturrita Hyperodapedon.
9 Cerrito III 29°42'22"S, 53°47'9"W Formação Santa Maria e Formação Caturrita Hyperodapedon.
10 Sanga da Alemoa 29°41'52"S, 53°46'10"W Formação Santa Maria e Formação Caturrita Veja: Sítio Paleontológico Sanga da Alemoa
11 Jazigo 5 29°41'53"S, 53°46'7"W Formação Santa Maria Veja: Sítio Paleontológico Jazigo Cinco.
12 Sanga do Armário 29°41'47"S, 53°45'31"W Formação Santa Maria Hyperodapedon.
13 Vila dos Sargentos 29°41'50"S, 53°44'22"W Formação Santa Maria Bioturbações Verticalizadas.
14 Cidade dos Meninos 29°40'56"S, 53°43'14"W Formação Santa Maria Hyperodapedon, osteodermas de Stagonolepis e cinodontes indeterminados.
15 Vila Kennedy 29°40'7"S, 53°49'32"W Formação Santa Maria Hyperodapedon.
16 Vila Caturrita 29°39'56"S, 53°50'33"W Formação Santa Maria e Formação Caturrita Hyperodapedon.
17 Bela Vista 29°41'34"S, 53°47'2"W Formação Caturrita Fragmentos de crânios indeterminados.
18 Jardim Berleze 29°42'50"S, 53°46'45"W Formação Caturrita Madeira petrificada.
19 Esc. Xavier da Rocha 29°40'36"S, 53°47'48"W Formação Caturrita Madeira petrificada.
20 Silva Jardim 29°40'52"S, 53°48'2"W Formação Caturrita Madeira petrificada.

Turismo PaleontológicoEditar

Historicamente este é o mais importante sítio paleontológico do Estado do Rio Grande do Sul. Neste local que foi encontrado o primeiro fóssil e também o Estauricossauro, primeiro dinossauro brasileiro e um dos mais antigos encontrados no planeta. Grandes pesquisadores passaram por este local e ajudaram a formar a paleontologia brasileira.

Santa Maria é um grande entroncamento rodoviário, com várias rodovias cruzando a cidade. O Morro do Cerrito é contornado pelas rodovias BR-287, BR-158 e RS-509 e é um local de grande concentração de sítios paleontológicos.

Santa Maria é considerada uma Cidade Universitária, pois há um grande numero de Universidades na cidade. A cidade se denomina Cidade Cultura e mesmo assim depois de mais de um século, o local encontra-se abandonado, sem placas de sinalização, sem painéis contando a história do local, sem réplica dos animais ali encontrados e sem estatuas dos pesquisadores. O Sítio é conhecido internacionalmente por suas grandes contribuições e encontra-se na área urbana da cidade, perto de um grande entroncamento rodoviário, com grande movimentação de veículos, e mesmo assim, não há um projeto para tornar o local em um ponto turístico.

Atualmente menos de 10 mil turistas visitam o local por ano, sendo que o mínimo aceitável seriam 150 mil turistas. Isso ocorre devido a falta de investimentos pelo município no turísmo paleontológico. A Argentina envia mais de um milhão de turistas por ano, sendo o país que mais envia turistas ao Brasil. Aproximadamente 80% desses turistas percorrem a Rodovia dos Dinossauros, passando pelo local.

Ver tambémEditar

ReferênciasEditar

Ligações externasEditar