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Sólon Tadeu

(Redirecionado de Sólon Tadeu Pereira)

Sólon Tadeu Pereira (Itapira - SP, 1948São Paulo, 27 de abril de 2017) foi um ex-dirigente de carnaval brasileiro. Ocupou a presidência da escola de samba Vai-Vai de 1994 até 2006.[1] na época em que a escola obteve a maioria de seus títulos - cinco. Também presidiu a LIGA-SP, como presidente executivo e do conselho. Segundo vários historiadores, o Carnaval de São Paulo, teve duas épocas, uma antes de Solon Tadeu, e outra depois dele, pois foi ele que trouxe a inovação para os desfiles carnavalescos de grandes alegorias para SP, e conseguiu grandes contratos para a transmissão do Carnaval em rede nacional e internacional, e a maioria dos patrocinadores atuais do carnaval foram trazidos por suas mãos. Ele é considerado uma das figuras mais emblemáticas e polêmicas do carnaval paulistano.

Em 2005, após sua escola obter o quinto lugar, envolveu-se, juntamente com seu filho Marcio Pereira (na época uma das lideranças da escola) em uma confusão após o fim da apuração,[2] acusando o resultado de ser fraudado, tendo a Vai-Vai sido prejudicada. A escola não participou do desfile das campeãs em forma de protesto, mesmo sendo uma das que deveriam desfilar.[3] No ano seguinte, após um vice-campeonato do Carnaval de São Paulo (que teve novamente o Império de Casa Verde como vencedor), Sólon renunciou à presidência, sem dar maiores explicações.[1][4] Curiosamente, naquela apuração chegou a dar entrevista como campeão, quando foi informado que na verdade a sua escola havia obtido apenas o vice-campeonato, perdendo para o Império.[5]

Após dois meses internado, Sólon morreu na noite de 27 de Abril de 2017, aos 68 anos, vítima de trombose pulmonar.

ControvérsiasEditar

Entre as muitas polêmicas em que se envolveu, está a envolvendo os afoxés da cidade de São Paulo.[6] Quando, em reunião com membros do seguimento, bradou a frase "Eu não conheço m... de Axofé nenhum, aqui é lugar de escola de samba”.

Em 2000, Sólon rebateu o então prefeito do Rio, Luiz Paulo Conde, e o então governador, Anthony Garotinho, após ambos criticarem duramente o Carnaval de São Paulo. O então presidente da Vai-Vai afirmou "Eles já perderam a capital para Brasília, a Fórmula 1 para São Paulo, o futebol para o resto do país e agora estão perdendo o Carnaval. Só não perdem a praia porque foi Deus quem deu."[7]

Envolveu-se em 2001 numa pesada discussão com o então presidente da Gaviões da Fiel, Dentinho.[8] Segundo Sólon, o barracão do Vai-Vai corria risco de ser invadido por integrantes da Gaviões, ainda ameaçando revidar a suposta invasão dizendo que "Se for pra dar tiro, a gente dá"

Referências