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Scyliorhinus canicula

Como ler uma infocaixa de taxonomiaScyliorhinus canicula
Pata-roxa
Pata-roxa
Estado de conservação
Espécie pouco preocupante
Pouco preocupante
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Chondrichthyes
Subclasse: Elasmobranchii
Ordem: Carcharhiniformes
Família: Scyliorhinidae
Género: Scyliorhinus
Espécie: S. canicula
Nome binomial
Scyliorhinus canicula
(Linnaeus, 1758)
Distribuição geográfica
Scyliorhinus canicula distmap.png

A pata-roxa S. canicula (Linnaeus, 1758) é a espécie mais abundante da família Scyliorhinidae nas águas costeiras do Atlântico Nordeste (Ellis e Shackley, 1997), distribuindo-se do Senegal às Ilhas Britânicas e Noruega (Compagno, 2005; Ebert e Stehmann, 2013).

Pode ainda ser encontrada no Mar Mediterrâneo e Mar Adriático, embora se encontre ausente no Mar Negro e no Mar Vermelho ;Rodrıguez ́ -Cabello et al., 2004). Ao longo da sua área de distribuição, os indivíduos desta espécie podem ser encontrados numa grande variedade de fundos sendo eles arenosos, algas coralinas, gravilha e lamacentos (Filiz e Taşkavak, ϮϬϬ6; Ebert e Stehmann, 2013).

São mais frequentes desde a região mais costeira até aos 100 metros de profundidade, e raramente até aos 400 metros (Compagno, 2005). No que diz respeito à batimetria desta espécie, estudos realizados em diversos locais da sua área de distribuição (costa norte da Tunísia e Mar Cantábrico, por exemplo) têm observado que os juvenis se encontram em locais mais profundos que os adultos (Rodrıguez ́ -Cabello et al., 2004; Capapé et al., 2014). Rodrıguez ́ -Cabello et al. (2004) estudou a população do Mar Cantábrico e constatou que esta espécie é mais frequentemente encontrada em profundidades entre os 100 e os 300 metros ao longo de todo o ano, e que apeŶas os adultos foraŵ eŶĐoŶtrados eŵ profuŶdidades iŶferiores a ϭϬϬŵ. Rodrıguez ́ -Cabello et al. (2007) verificaram que os machos adultos ou maturos preferem águas mais quentes e pouco profundas próximas da costa, as fêmeas adultas ou maturas mostraram maior preferência por águas de maior salinidade, e os juvenis se distribuem em zonas intermédias.

Capapé et al. (2014) sugeriram que segregação sexual desta espécie se encontra relacionada com a tentativa de evitar o canibalismo aquando da postura e eclosão dos ovos.A segregação sexual tem sido descrita para várias espécies de 10 tubarões, incluindo para as pata-roxas, como referido acima.

Algumas hipóteses têm sido formuladas com o intuito de explicar esta segregação, entre elas estão a estratégia reprodutiva, a seleção do habitat, o tamanho corporal e requerimentos alimentares (Rodrıguez ́ -Cabello et al., 2007). A segregação sexual pode ser também um dos fatores que explicam variações no sex-ratio ao longo do ano ou da sua área de distribuição.

Por exemplo, estudos realizados por Rodríguez-Cabello et al. (1997) e Rodríguez-Cabello et al. (1998) referem uma dominância de machos nas classes de comprimentos mais elevadas o que pode estar relacionado com diferenças no crescimento entre sexos mas também com a deslocação das fêmeas de maiores comprimentos para zonas de reprodução específicas, ficando menos acessíveis.

Ivory et al. (2005) amostrou significativamente mais fêmeas do que machos, o que pode estar relacionado com agregações unissexuais em certas áreas e em determinadas épocas do ano. Outros estudos mostram uma dominância de fêmeas em janeiro e junho e de machos em abril, no Atlântico (Ellis e Shackley, 1997), e uma prevalência de fêmeas no outono/inverno, que atingiram números iguais aos dos machos no início da primavera, no Mediterrâneo (Bendiab et al., 2012).


Cápsula de pata-roxa