Segunda Batalha do Isonzo

A Segunda Batalha do Isonzo foi uma luta travada entre o Reino de Itália e o Império Austro-Húngaro, no contexto do fronte italiano na Primeira Guerra Mundial, entre 18 de julho e 3 de agosto de 1915.[1][2]

Segunda Batalha do Isonzo
Campanha italiana, Primeira Guerra Mundial
WWI - Second Battle of the Isonzo - 20th Cavalleggeri di Roma Cavalry Regiment position in the Carso.jpg
Soldados italianos na região do Isonzo.
Data 18 de julho3 de agosto de 1915
Local Rio Isonzo, oeste da Eslovênia
Desfecho Vitória tática italiana
Beligerantes
 Reino da Itália Flag of Austria-Hungary 1869-1918.svg Áustria-Hungria
Comandantes
Reino de Itália Luigi Cadorna
Reino de Itália Emanuele Filiberto
Flag of Austria-Hungary 1869-1918.svg Conrad von Hötzendorf
Flag of Austria-Hungary 1869-1918.svg Svetozar Boroević
Forças
250 000 78 000
Baixas
41 800 mortos ou feridos 46 600 mortos ou feridos

A batalhaEditar

Duas semanas após o fracasso da Primeira Batalha do Isonzo, o marechal Luigi Cadorna (comandante-em-chefe das forças italianas) organizou um novo ataque contra os austro-húngaros, usando maciça infantaria e uso pesado de artilharia. Cadorna mobilizou uma grande tropa, mas esta estava mal equipada e preparada.

Os italianos avançaram sob cobertura de artilharia pesada. No planalto de Carso, houve grandes combates corpo a corpo e a luta ficou violenta rapidamente em toda a frente do Isonzo. Ambos os lados sofreram pesadas baixas, mas um corpo do exército húngaro bateu em retirada, abrindo uma brecha. A 25 de julho de 1915, uma semana após o começo da ofensiva, os italianos tomaram a floresta de Cappuccio e dominaram a aérea de Gorizia da Sud. Já o importante monte San Michele foi tomado também pelos italianos, mas um contra-ataque os forçaram a recuar.

Já nos alpes Julianos, a cidade de Kobarid, uma área bem estratégica, foi tomada pelos italianos.

Após quase três semanas de ofensivas, ambos os lados estavam exauridos e cansados, com enormes faltas de materiais e com desfalques nas suas fileiras devido as perdas sofridas nos combates contínuos. A batalha terminou com os italianos conquistando várias posições do inimigo, mas não conseguiram romper suas linhas. Cerca de 41 000 militares italianos e 46 000 austro-húngaros foram mortos ou feridos na luta.

Referências

  1. Bihl, Wolfdieter (2010). Der Erste Weltkrieg 1914-1918: Chronik, Daten, Fakten. Vienna.
  2. Schindler, John R. (2001). Isonzo: The Forgotten Sacrifice of the Great War. [S.l.]: Praeger. ISBN 0275972046. OCLC 44681903 

Ver tambémEditar

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