Segundo processo de impeachment de Pedro Pablo Kuczynski

Segundo processo visando a destituição do presidente de 2016 a 2018, Pedro Pablo Kuczynski, terminando com a sua renúncia

O segundo processo de impeachment presidencial contra Pedro Pablo Kuczynski foi uma ação iniciada pelo Congresso da República do Peru com o objetivo de destituir o Presidente da República, Pedro Pablo Kuczynski, por uma alegada “incapacidade moral permanente”.[1] Prosseguiu ao primeiro processo de impeachment realizado em dezembro de 2017 e que não conseguiu o impedimento do presidente por não atingir o número mínimo de votos exigido por lei (87), sendo, portanto, rejeitado.

Segundo processo de vacância presidencial contra Pedro Pablo Kuczynski
Crise política no Peru em 2017-2020
TENIENTE GENERAL FAP (r) JORGE KISIC WAGNER JURAMENTÓ COMO NUEVO MINISTRO DE DEFENSA (38707241385).jpg
Pedro Pablo Kuczynski com seu gabinete (2018).
Acusado Pedro Pablo Kuczynski
Período 8 de março de 2018 a 22 de março de 2018
Situação Finalizado
Acusações incapacidade moral permanente
Não houve votação devido a renúncia do presidente no decorrer do processo.

O segundo processo de impeachment foi concebido como uma iniciativa dos grupos de esquerda Nuevo Perú e Frente Amplio,[2] embora tenha sido respaldado pelo grupo de oposição Fuerza Popular (que gozava de maioria no Congresso) o determinante para que a moção alcançasse o número de adesões necessárias (26 congressistas) para poder ser apresentada.[3]

Em 15 de março, o Congresso Peruano admitiu a moção com 87 votos a favor.[4] Porém o debate e a votação no Congresso para definir o impeachment, programado para 22 de março, não foi realizado devido à renúncia de Kuczynski, depois que os fujimoristas divulgaram alguns vídeos e áudios, onde foi demonstrado que operadores do governo, incluindo um Ministro de Estado, negociaram com Moisés Mamani - um congressista da Fuerza Popular - para comprar seu voto contra o impeachment, em troca de obras para a sua região.[5]

Referências