Semiose é um termo introduzido no contexto da semiologia e da semiótica por Charles Sanders Peirce, utilizado para designar o processo de significação, que consiste na produção de significados através de signos linguísticos, seus respectivos objetos e interpretações.[1][2]

Discussões teóricasEditar

Peirce e Saussure estavam interessados em lingüística, a qual examina a estrutura e o processo da linguagem.[3] Reconhecendo, entretanto, que a linguagem é diferente ou mais abrangente que a fala, desenvolveram a ideia de semioses para relacionar linguagem com outros sistemas de signos, sejam estes de natureza humana ou não.

Hoje, não há acordo doutrinário quanto à direção da relação de causa e efeito. Uma escola de pensamento considera a linguagem o protótipo da semiótica e seu estudo iluminaria princípios aplicáveis a outros sistemas de signos. A escola oposta defende a existência de um sistema metasigno, sendo a linguagem simplesmente um dos vários códigos para significação comunicante, citando como exemplo os meios pelos quais as crianças aprendem sobre seu ambiente mesmo antes de dominarem uma linguagem.

Qualquer que seja o ponto de vista, uma preliminar definição da semiose é qualquer ação ou influência para sentido comunicante pelo estabelecimento de relações entre signos que podem ser interpretados por alguma audiência.

Referências

  1. Umberto Eco. (The Role of the Reader. Explorations in the Semiotics of Texts) anno 1995 p.198 - Constultado en E-Dicionario de Termos Literários de Carlos Cera. «SEMIOSE». Consultado em 3 de abril de 2017. Arquivado do original em 4 de abril de 2017 
  2. CORREIA, Claudio M. (2001). Semiose e desenvolvimento cognitivo: estudo sobre as estratégias de construção dos processos sígnicos em seqüências lógicas. Rio de Janeiro: UERJ. 200 páginas. Consultado em 23 de junho de 2022 
  3. Ricardo Soca. Universidad de la República Facultad de Humanidades y Ciencias de la Educación Instituto de Lingüística. «¿O que é semiose?». Consultado em 3 de abril de 2017 
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