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Disambig grey.svg Nota: Para outros significados, veja Sexto Pompeu (desambiguação).
Sexto Pompeu
Áureo de Sexto Pompeu emitido na Sicília em 36 a.C.
Prefeito da frota
Período 44 a.C.
Governador de Córsega e Sardenha, Sicília e Acaia
Período 39 a.C.
Dados pessoais
Nome completo Sextus Pompeius Magnus Pius
Nascimento 67 a.C.[1]
Morte 35 a.C. (33 anos)
Mileto
Progenitores Mãe: Múcia Tércia
Pai: Pompeu
Serviço militar
Serviço/ramo Marinha romana
Graduação General do Exército
Comandos Exército romano
Conflitos Guerra Civil Cesariana
Revolta siciliana
Batalha de Munda
Tomada da Sicília
Batalha de Régio
Tomada de Córsega
Batalha Naval de Messina
Batalha de Nauloco
Mapa da Itália e ilhas vizinhas em 39 a.C., após a assinatura do Pacto de Miseno entre Octávio e Sexto Pompeu
Denário de Sexto Pompeu com efígie de Pompeu, o Grande

Sexto Pompeu Magno Pio (em latim: Sextus Pompeius Magnus Pius), ou simplesmente Sexto Pompeu (67 a.C. - Mileto, 35 a.C.),[1][2] foi um general romano do período final da República Romana, que representou o último foco de oposição ao poder ascendente do segundo triunvirato.

BiografiaEditar

Sexto era o filho mais novo do general Pompeu[2] e da sua terceira mulher, Múcia Terceira. Com o seu irmão mais velho, Pompeu, o Jovem, cresceu na sombra dos feitos militares do pai, que acabou por se tornar no líder dos Optimates, a facção conservadora do senado romano. Quando Júlio César atravessou o Rubicão em 49 a.C., dando início à guerra civil, Pompeu e os conservadores fugiram para o leste, mas Sexto ficou em Roma com a madrasta Cornélia Metela. Os Optimates foram derrotados na batalha de Farsália e os sobreviventes tiveram que fugir para evitar a captura. Sexto e Cornélia encontraram-se com Pompeu em Mitilene e a família fugiu para o Reino Ptolemaico onde procurou asilo político. À chegada, a 29 de Setembro de 48 a.C., Sexto viu o pai ser assassinado à traição por agentes do faraó. Cornélia regressou a Roma com as cinzas de Pompeio mas Sexto juntou-se à resistência, então concentrada no Norte de África sob o comando de Metelo Cipião e Catão de Útica, onde reencontrou o irmão Cneu.

Em Março de 46 a.C., César venceu os Optimates na batalha de Tapso mas os irmãos Pompeu fugiram para as províncias hispânicas. Juntamente com Tito Labieno, Cneu e Sexto Pompeu eram então o último foco de resistência. César foi no seu encalço e em Fevereiro de 45 a.C. derrotou o exército dos irmãos. Novamente em fuga, Cneu foi apanhado e executado por traição pouco depois. Sexto conseguiu fugir uma vez mais e estabeleceu uma base na Sicília. César regressou a Roma, sem planos imediatos de o perseguir e eliminar.

Em 44 a.C., Júlio César foi assassinado nos Idos de Março por um grupo de senadores liderados por Bruto e Cássio auto-intitulado Liberatores. O acontecimento despoletou mais uma guerra civil entre o recém formado Segundo Triunvirato, composto por Marco António, Octávio e Lépido, e a facção dos Liberatores, chamada, por isso, de Guerra Civil dos Liberatores. O conflito desviou as atenções de Sexto, que teve tempo de organizar a sua resistência na Sicília, recrutando várias legiões e estabelecendo uma marinha poderosa.[3][4]

Em 42 a.C., com os Liberatores derrotados nas batalha de Filipos, o triunvirato encarou a questão de Sexto como prioridade e lançou um ataque à Sicília. Sexto, no entanto, provou ser um general muito capaz e durante dois anos o conflito prolongou-se sem vitórias conclusivas dos atacantes.[4] Em 39 a.C., os triúnviros assinaram um armistício com Sexto conhecido como Pacto de Miseno. As motivações deste cessar-fogo não eram de forma a perdoar Sexto e baseavam-se na necessidade de mobilizar as legiões estacionadas na Sicília para a campanha que Marco António preparava no Oriente. A paz não durou muito tempo. As brigas frequentes de Octávio com António representavam uma motivação política para resolver a questão de Sexto. Octávio tentou de novo conquistar a Sicília mas foi derrotado numa batalha naval em Messina em 37 a.C. e novamente no ano seguinte. Mas cerca de um mês depois, em Setembro de 36 a.C., Marco Vipsânio Agripa derrotou a frota de Sexto Pompeu ao largo do cabo de Nauloco. O resultado foi uma vitória expressiva do triunvirato, que obrigou Sexto a fugir uma vez mais.

Sem a Sicília como base de apoio, a sua situação ficou tremida. Sexto escapou para o Oriente mas foi apanhado em Mileto em 35 a.C. e executado por traição sem julgamento, por ordens de Marco Tício, um homem da facção de Marco António.[3] Como ainda detinha a cidadania romana, a sua morte violenta foi considerada ilegal pela facção de Octávio e usada como argumento na luta política que se vivia então dentro do triunvirato.

Referências

  1. a b «Sextus Pompeius Magnus Pius». Encyclopædia Britannica. Consultado em 2 de Novembro de 2015 
  2. a b Jones, Tom B (1976). «Pompeius Magnus, Sextus». In: William D. Halsey. Collier's Encyclopedia. 19. Macmillan Educational Corporation. p. 234 
  3. a b L. Brice, Lee (2014). Warfare in the Roman Republic: From the Etruscan Wars to the Battle of Actium: From the Etruscan Wars to the Battle of Actium. [S.l.]: ABC-CLIO. 338 páginas. ISBN 9781610692991 
  4. a b Alan K. Bowman, Edward Champlin, Andrew Lintott (1996). The Cambridge Ancient History, Volume 10. [S.l.]: Cambridge University Press. p. 136. 1193 páginas. ISBN 9780521264303 

BibliografiaEditar