Smith Wigglesworth

Pregador protestante britânico
Smith Wigglesworth
Nascimento 8 de junho de 1859
Yorkshire
Morte 12 de março de 1947 (87 anos)
Wakefield
Cidadania Reino Unido, Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda
Ocupação pastor, missionário
Religião Pentecostalismo
Página oficial
http://www.smithwigglesworth.com/

Smith Wigglesworth (18591947), britânico, foi um prestigiado pregador protestante dos séculos XIX a XX, reputado como um dos precursores do pentecostalismo e do "movimento de fé e cura".

Wigglesworth exerceu pujante influência na expansão do Movimento Pentecostal em várias regiões do mundo. À princípio, mediante suas pregações, curas, batismo no Espírito Santo vinculado à glossolalia e ênfase no evangelismo transmitiu o reavivamento religioso por todo Reino Unido. Sua integração à anual Sunderland Whitsuntide Convention intensificou a propulsão do seu ministério para além das fronteiras britânicas; deste modo, foi fundamentalmente importante no desenvolvimento do pentecostalismo na Austrália e Nova Zelândia, ocupando o destaque de ter sido o primeiro pregador pentecostal a ministrar nelas. Ademais, devido ao seu vigoroso zelo evangelístico patrocinou com recursos financeiros de seu próprio ministério inúmeros missionários pentecostais, contribuindo ainda mais com a propagação do movimento.[1]

BiografiaEditar

InfânciaEditar

Em 10 de junho de 1859 nasceu em um pequeno vilarejo de Yorkshire chamado Menston, sendo o segundo de quatro filhos do casal John e Martha[2]. Seus pais eram extremamente pobres e vivam em um modesto casebre[3]; embora fosse um esforçado trabalhador, seu pai ainda sim sofria duramente para conseguir dar suporte financeiro a sua família. Em suas recordações de infância, Wigglesworth relata um episódio no qual, mesmo sendo rigoroso inverno, seu pai se dispôs a cavar uma vala na terra endurecida pelo gelo em troca de um pouco de dinheiro, pois não havia alimento algum em sua casa.[4]

Com a idade de 7 anos, Wigglesworth e seu irmão mais velho James começaram a trabalhar em uma fábrica de lã, na qual seu pai já era tecelão, a partir de então ele e sua família foram menos castigados pela pobreza.[5]

Vida religiosaEditar

Os pais de Wigglesworth não detinham comprometimento algum com o cristianismo, todavia, apesar disso, sua jornada espiritual despertou cedo, de tal modo que ele recordava como na infância era "estranhamento dirigido pelo Espírito Santo"[6]; foi sua avó, uma tradicional metodista wesleyana, quem causou essa acentuada influência no desenvolvimento de sua fé.[7] Durante o ano de 1867, em uma das reuniões de avivamento do grupo de sua avó foi onde teve a experiência de conversão;[8] doravante, ele sentiu a convicção de sua salvação e sua paixão pelo evangelismo começou a desabrochar e, posteriormente, a primeira pessoa quem conduziu à conversão foi sua mãe.

Mesmo em tenra idade, a avidez por crescimento espiritual de Wigglesworth era evidente, de tal modo que ele amava atender reuniões, especialmente aquelas dedicadas à narração de testemunhos[9]. Durante as reuniões, o jovem se levantava para contar seu próprio testemunho, entretanto sempre embaraçava-se para encontrar palavras, como também explodia em lágrimas. Até que em certa ocasião após essa usual cena, três anciãos impuseram as mãos sobre ele e oraram, imediatamento o Espírito Santo esteve sobre ele e o curou tornando-o apto a falar[10]; entretanto, essa nova capacidade para falar foi limitada a pessoas individuais ou pequenos grupos, retendo dificuldades para públicos maiores; futuramente, nas reuniões que Wigglesworth promovia, dividia o encargo com sua esposa, que assumia a pregação principal.[1]

Conquanto Wigglesworth tenha iniciado sua trajetória religiosa na Igreja Metodista Wesleyana, ao longo de sua vida também foi filiado de outras denominações - Anglicanismo, Os Irmaõs de Plymouth ("The Plymouth Brethren") e o Exército da Salvação ("The Salvation Army").[1]

MinistérioEditar

Sua esposa, Polly, o ensinou a ler depois de casados em 1882, e ele nunca leu outro livro senão a Bíblia. Assim como no caso de outras pessoas que experimentaram milagres de cura, uma cura pessoal (peritonites) voltou a sua atenção à cura divina. Até que recebeu o batismo com o Espírito Santo, em 1907, ele tinha um negócio secular e ajudava sua esposa em uma missão. Ela era uma pregadora, e estava constantemente dando testemunho a outras pessoas, ganhando almas para o reino.

Anos depois, se tornou um homem de tal magnitude, que o evangelista de cura Oral Roberts, disse uma vez diante de outros companheiros evangelistas, “devemos a este homem uma dívida impossível de calcular.”

Durante seus cultos, Polly Wigglesworth pedia seu esposo para pregar, mas ele se desconcertava e desconcertava também aos que assistiam por seu medo de falar. Uma vez, os homens da congregação sentiram de impor as mãos sobre ele e orar. Apesar de seus melhores esforços e dos esforços que outros faziam, continuou sendo um fracassado orador. Finalmente, declarou que nunca falaria em público outra vez.

Entretanto, quando recebeu o batismo no Espírito Santo, sua vida foi transformada. Naquela época, sua esposa não cria no falar em línguas, e ela o desafiou a pregar no domingo seguinte, conhecendo a sua falta de habilidade lingüística. A unção caiu e ele falou com grande clareza e coragem. Polly estava tão surpreendida, que repetia gritando: “Esse não é o meu Smith… O que aconteceu com esse homem?” Rapidamente um simples trabalhador sem instrução foi transformado em um pregador de fé impressionante.

Wigglesworth entendia que a enfermidade e as doenças eram do diabo, de modo que foi conhecido pela maneira com que tratava as pessoas enfermas, em demonstrações físicas surpreendentes e emocionantes.

O evangelista Lester Sumrall lembra a primeira vez que foi testemunha de Smith Wigglesworth em ação. “Certa vez (Wigglesworth) conduzia um culto de cura na Califórnia, quando lhe trouxeram um homem com câncer, em estado terminal. Ele estava tão perto da morte que o médico que o ajudava foi com ele para monitorar seus sinais vitais. Wigglesworth, com sua natureza rude, disse ao médico: “Que está acontecendo?”O doutor lhe respondeu: “Ele está morrendo de câncer.” Sem dar tempo de nada, Smith bateu no estômago do homem com tal força que ele desmaiou. O médico rapidamente o atendeu e gritou: “Ele está morto! Você o matou! A família exigirá explicações!” Smith Wigglesworth não se moveu. Ele simplesmente respondeu: “Ele está curado.” E sem preocupar-se, seguiu orando por outras pessoas no culto. Dez minutos mais tarde, o homem – com sua roupa de hospital – chegou pelo corredor, procurando a Wigglesworth, totalmente curado. Isto não impressionou nem um pouco a Smith Wigglesworth, pois era o que ele esperava. E continuou orando pelos outros que necessitavam.”

Em outra ocasião, no Colégio Sião, uma mulher paralítica, frágil, chegou para que orassem por ela. Smith Wigglesworth orou quase com impaciência. Como era habitual, imediatamente, ordenou que caminhasse. Ela, duvidando, começou a olhar ao redor. Sem nenhum tipo de aviso, Wigglesworth foi por detrás dela e a empurrou.

Quando ela, tropeçando, começou a correr, ele a seguia pelo corredor gritando: “Corra, senhora, corra!” Ela correu bastante para sair do alcance dele. Eventualmente, conseguiu alcançar a saída e correu pelas ruas, aparentemente tão assustada quanto curada. Quando o evangelista começou a orar pela próxima pessoa, o homem mudou rapidamente o seu pedido – de uma úlcera no estômago para uma suave dor de cabeça.

Albert Hibbert, o amigo mais próximo de Smith Wigglesworth, cita o evangelista dizendo: “Eu não maltrato as pessoas, eu maltrato o diabo. E se as pessoas se põem no caminho, não posso fazer nada… Não se pode tratar gentilmente com o diabo, nem dar a ele conforto; porque ele gosta muito da comodidade.”

Smith Wigglesworth também passou por tempos de sofrimento: perdeu sua amada esposa seis anos depois de sua transformação em um grande homem de fé, com uma unção especial. Em 1913, sua esposa Polly morreu sem nenhuma razão aparente, quando estava a caminho de uma reunião em que ela iria pregar.

Quando voltou a sua casa, Wigglesworth foi ao quarto onde se encontrava, na cama, o corpo de sua esposa morta. Ele repreendeu o espírito de morte, e ordenou à vida, que regressasse.

Polly abriu os seus olhos e disse: “Por que você fez isso, Smith?” Ela não desejava voltar à terra. E depois de uma conversa carinhosa, ele a deixou ir para o céu.

Catorze pessoas foram documentadas como ressuscitadas, voltando à vida de entre os mortos, através do ministério de Wigglesworth. Ainda que, de forma não oficial, esse registro poderia chegar a vinte e três pessoas. Não existia nada tão grande para a sua fé. Desde dores de cabeça a cânceres, era tudo o mesmo para ele. Há algo demasiadamente difícil para Deus?

O ministério desse grande homem de Deus, influenciou a muitos homens e mulheres que tiveram suas vidas transformadas pela palavra da fé, a exemplo de: Kathrin Kulman, Benny Hinn, Kenneth Hagin, Kenneth Copeland & Bud Wright (Ministério Verbo da Vida).


Referências

  1. a b c Anne Carp, Sandra (Outubro de 2015). «A PENTECOSTAL 'LEGEND': A REINTERPTETATION OF THE THE LIFE AND LEGACY OF SMITH WIGGLESWORTH» (PDF). University of Birmingham. Consultado em 13 de abril de 2020 
  2. “Births and Baptisms”, Yorkshire Parish Records, 74, accessed October 10 2015; He was baptised on December 4th 1859; See also Frodsham, Apostle of Faith, 1; Hywel-Davies, Baptised by Fire, 22; Stormont, Wigglesworth A Man Who Walked With God, v.
  3. Frodsham, Apostle of Faith, 1; “Census Returns of England and Wales, 1861,” The National Archives of the UK, 2, accessed: September 1 2015; The 1861 Census reveals they lived at Lane End, Menston.
  4. Frodsham, Apostle of Faith, 1-2; See also Hywel-Davies, Baptised by Fire, 23; Wilson, Wigglesworth, 7; Liardon, God’s Generals, 198.
  5. Frodsham, Apostle of Faith, 2. Hywel-Davies, Baptised by Fire, 24. Wilson, Wigglesworth, 8. Stormont, Wigglesworth, 31.
  6. Smith Wigglesworth, “Rising into the Heavenlies,” Town Hall Wellington, January 24 1924, PE 599 (May 30 1925): 3.
  7. Frodsham, Apostle of Faith, 3. See also Hywel-Davies, Baptised by Fire, 25; Cartwright, The Real Smith Wigglesworth, 17; Wilson, Wigglesworth, 9; Stringer, Smith Wigglesworth in Australia and New Zealand, 13.
  8. Frodsham, Apostle of Faith, 3; Hywel-Davies, Baptised by Fire, 25; Stormont, Wigglesworth A Man Who Walked With God, vi; Hibbert, The Secret of his Power, 57-58.
  9. Smith Wigglesworth, “Spiritual Gifts,” Los Angeles, October 1914, TF 34:11 (November 1914): 250; Smith Wigglesworth, “Use and misuse of the Gift of Prophecy,” Chicago, November 2 1922, LRE .4 (January 1923): 21.
  10. Frodsham, Apostle of Faith, 3-4; Hywel-Davies, Baptised by Fire, 26-27; Wilson, Wigglesworth, 10.

ObrasEditar

Leitura adicionalEditar

 
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