Sofocracia

Sofocracia (de sophrosine: virtude da moderação), ou governo dos sábios, é a teoria filosófica antiga de um sistema político defendido por Platão em A República. Neste sistema, só poderá governar quem contemplou a ideia de Bem, o filósofo. Assim se constituiria o regime ideal, sob a óptica de Platão. Pondera sobre a sociedade e a divide, originalmente, em classes funcionais. Uma delas é a "classe de ouro", esta seria a classe composta por filósofos, detentores do saber, capaz de governar.[1]

Para Platão, a sofocracia seria mais eficiente que a democracia, pois o julgamento popular quase sempre se deixaria levar pelas aparências.[2] O desapontamento de Platão com a democracia surge após as tentativas frustradas de convencer Dionísio, o Velho, da Sicília, a respeito de suas teorias, e das convulsões sociais após a derrota de Atenas na guerra contra Esparta. A amargura de Platão com as tentativas democráticas frustradas transparece em sua última obra, "Leis".[3]

Referências

  1. Moniz, Milton. Ensaio sobre a filosofia do poder. Luanda: Editorial Polis, 1968. pp. 28.
  2. Patrus, Roberto. Ética e felicidade: A aceitação da verdade como caminho para encontrar o sentido da vida. São Paulo: Editora Vozes Limitada, 2012. ISBN 8532644406
  3. Aranha, Maria Lúcia de Arruda (2003). Filosofando - Introdução à Filosofia. São Paulo: Moderna. p. 222 

ver tambémEditar

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