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Speedfreaks
Informação geral
Nascimento 1973
Local de nascimento Niterói, Rio de Janeiro
 Brasil
Morte 26 de março de 2010 (36 anos)
Local de morte Niterói, Rio de Janeiro, Brasil
Gênero(s) Rap, hip hop, ragga
Instrumento(s) Vocal, baixo, guitarra, teclado, picape
Período em atividade 19892010
Gravadora(s) Speed'sHitS Independent Records
Afiliação(ões) Black Alien & Speed, Black Alien, Planet Hemp, BNegão, Marcelo D2, Rappin Hood, Otto
Página oficial www.speedshits.com

Cláudio Márcio de Souza Santos (16 de maio de 1973 - 26 de março de 2010), mais conhecido pelos nomes artísticos Speed e principalmente Speedfreaks, foi um rapper brasileiro, considerado um dos precursores do gênero no país.[1] Como a maioria dos cantores do gênero, as letras de suas músicas falavam sobre a realidade das ruas brasileiras, versando a respeito de crime, pobreza, preconceito em geral, drogas e dinheiro. Sua carreira teve início em 1989, na cidade de Niterói, no estado do Rio de Janeiro.[2]

Segundo a revista IstoÉ, é autor de "um dos melhores discos de rap dos últimos tempos".[3] Faleceu assassinado em 26 de março de 2010.[4]

Índice

CarreiraEditar

O cantor começou se apresentando no estilo freestyle, e em shows locais participando como convidado. Escreveu seu primeiro rap, "Sinistro", no começo da década de 1990 e o segundo foi gravado na mesma época, intitulado "Eu Sou o Capeta". Em 1993, lançou a demotape Speedfreaks, com seu antigo parceiro musical Gustavo Black Alien.

No mesmo ano, participou da coletânea No Major Babies, a qual teve a música "Hit Hard Hip Hop" lançada no Brasil, Europa e Estados Unidos. Participou do álbum Usuário do grupo Planet Hemp[5] e lançou de forma independente o CD solo De Macaco, em 1996.

De 1997 até 1998 lançou várias músicas em sítos virtuais na internet como "Som da Glock" e "Timoneiro. Formou em 1999 junto com Gustavo Black Alien a dupla Black Alien & Speed, a qual estreou com a canção "Guerrilha Verbal". Participou do primeiro álbum solo do cantor Marcelo D2, Eu Tiro é Onda, especificamente na música "Império Contra Ataca".[6]

Em 2000, realizou o disco Na Face com o produtor paulista Carlo Bartollini, lançado na internet. Gravou com Fernanda Abreu no disco de Herbert Vianna a música "O Som do Sim".[7] No mesmo ano, participou dos discos Tributo a Luiz Gonzaga e Baião de Vira Mundo.[8]

Em 2001, Speed lançou o CD Expresso, com participações de Rappin' Hood e Otto. Como parte do grupo com Black Alien, lançou uma das músicas de maiores sucessos do grupo: Quem que Caguetou?, lançada também na Europa.[9] Ela recebeu remixes de Afrika Bambaataa e Fat Boy Slim, e foi regravada nos Estados Unidos sob o título de "Follow Me, Follow Me".

Em 2003, lançou virtualmente o álbum instrumental Sangue Sob o Sol. Ainda em 2003, após discussões com Black Alien, foi encerrada a dupla. Em 2006, lançou também virtualmente o CD Só o Começo, o qual teve participação de Rhossi, do Pavilhão 9.

Em 2008, veio o seu novo trabalho: Meu Nome é Velocidade, o qual teve participação do cantor BNegão na música "Você Morreu". No ano seguinte, lançou De Volta no Jogo, pela sua gravadora independente, Speed's Hits. Esteve para lançar Remixxx-Speedfreaks Featurings, o qual era uma compilação das músicas com participações especiais de Speed.[10] Gravou também a música "Trocando Ideia" com o rapper carioca Tigrão Big Tiger, que fez parte do CD "De Volta no Jogo".

Está previsto para 2020 um filme em forma de documentário da vida do rapper Speedfreaks.[11]

MorteEditar

Speedfreaks foi encontrado morto na madrugada de 26 de março de 2010, no bairro de São Lourenço, em Niterói, no Rio de Janeiro.[12] Segundo a polícia, os corpos de Speed e de mais uma pessoa foram encontrados, com marcas de tiros, dentro de um valão da rua Capitão Evangelista. O caso foi tratado como duplo homicídio.[13] Ainda de acordo com a polícia, ele pode ter sido morto por narcotraficantes, que o teriam confundido com um policial.[14]

Marcelo D2 comentou em seu twitter: Muito triste e indignado, não consigo entender… Ele não merecia isso… Mais uma vida perdida assim… Valeu Speed!

DiscografiaEditar

Álbuns de estúdioEditar

ColetâneasEditar

Referências

  1. Rapper carioca solta o verbo Por Monique Barcellos em 06/09/08[ligação inativa]
  2. The Guardian
  3. ISTO É - HIP HOP 14/01/2002 Expresso O carioca Speed Freaks lança um dos melhores discos de rap dos últimos tempos
  4. «Rapper Speedfreaks é assassinado - O Globo». oglobo.globo.com. Consultado em 27 de março de 2010 
  5. «Cliquemusic : Disco : USUÁRIO». cliquemusic.uol.com.br. Consultado em 27 de março de 2010 
  6. «Marcelo D2 - Eu Tiro É Onda (CD, Album) at Discogs». www.discogs.com. Consultado em 27 de março de 2010 
  7. «O Som do Sim». www.paralamasforever.com. Consultado em 27 de março de 2010 
  8. «: yb :». www.yb.com.br. Consultado em 27 de março de 2010 
  9. «: yb :». www.yb.com.br. Consultado em 27 de março de 2010 
  10. «Portal Rock Press 14 Anos!!! - RIP Speedfreaks». www.portalrockpress.com.br. Consultado em 27 de março de 2010. Arquivado do original em 18 de abril de 2008 
  11. «Vida do rapper SpeedFreaks será contada em livro e documentário feitos por amigos». oglobo.globo.com. Consultado em 12 de novembro de 2018 
  12. «Rapper é encontrado morto com marcas de tiros em Niterói - Reporter News». www.reporternews.com.br. Consultado em 27 de março de 2010 [ligação inativa]
  13. «G1 >Edição Rio de Janeiro - NOTÍCIAS - Rapper Speed é encontrado morto em Niterói». g1.globo.com. Consultado em 27 de março de 2010 
  14. «Polícia suspeita que rapper morto tenha sido confundido por traficantes como sendo policial». noticias.r7.com. Consultado em 28 de março de 2010 
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