Stent diversor de fluxo

Um stent diversor de fluxo é uma prótese endovascular utilizada para tratar aneurismas intracranianos.[1] Ele é posicionado na artéria-mãe, cobrindo o colo do aneurisma, a fim de desviar o fluxo de sangue e determinar uma progressiva trombose do saco do aneurisma.[2] Os stents diversores de fluxo consistem em uma liga de cobalto-cromo ou de nitinol, muitas vezes como um conjunto de fios flexíveis entrelaçados.[3]

Uso médicoEditar

Os diversores de fluxo são utilizados no tratamento de aneurismas intracranianos, como uma alternativa para a embolização, embora as técnicas possam ser combinadas, especialmente em aneurismas grandes/gigantes. É principalmente eficaz em aneurisma sacular não roto de colo largo, que são difíceis de embolizar devido à tendência (conhecida como prolapso) das molas preencherem a artéria-mãe. Outra situação é a forma fusiforme ou circunferencial dos aneurismas.[4] Antes dos diversores de fluxo, muitos aneurismas intracranianos não podiam ser tratados.[5]

Riscos e precauçõesEditar

A eficácia dos diversores de fluxo pode ser avaliada por meio de um sistema de classificação desenvolvido por pesquisadores da Unidade de Investigação Neurovascular e Neurorradiológica da Universidade de Oxford (Kamran et al. 2011), comumente referido como sistema de classificação de diversor de fluxo ou sistema de classificação Kamran.[6]

Os pacientes que vão receber um diversor de fluxo cerebral são colocados em terapia antiplaquetária dual (utilizando os medicamentos Brilinta e AAS, por exemplo), para reduzir a probabilidade de complicações tromboembólicas pré e pós-procedimento.[6]

O grau de oclusão do aneurisma é avaliado em uma escala de cinco pontos, de 0 (nenhuma alteração no fluxo endoaneurismal) a 4 (eliminação completa do aneurisma). O status da artéria-mãe é avaliado de três em três-ponto de escala, de nenhuma mudança no diâmetro da artéria-mãe até a oclusão total da artéria. Este sistema de classificação é utilizado na prática clínica. Também tem sido utilizado e adaptado por pesquisadores para avaliar e relatar a eficácia dos diversores de fluxo em geral.[7]

Veja tambémEditar

ReferênciasEditar

  1. GIACOMINI, Leonardo (2 de outubro de 2015). «RECONSTRUÇÃO NEUROVASCULAR COM STENTS DIVERSORES DE FLUXO NO TRATAMENTO DE ANEURISMAS E DISSECÇÕES ARTERIAIS» (PDF). Universidade de Caminas. Consultado em 28 de janeiro de 2018 
  2. Laurent Pierot "Flow diverter stents in the treatment of intracranial aneurysms: Where are we?". Journal of Neuroradiology, Volume 38, n° 1, pages 40-46 (March 2011)
  3. «Review Article: Flow Diverters for Intracranial Aneurysms». Stroke Research and Treatment. 2014 
  4. Guo S.; Jiang P.; Liu J.; Yang X,; Li Y.; Wu Z. (2017). «A comparative study of CFD of canine model of common carotid fusiform aneurysm and vertebrobasilar fusiform aneurysm in human patients.». International angiology : a journal of the International Union of Angiology 
  5. Alderazi, Yazan J.; Shastri, Darshan; Kass-Hout, Tareq; Prestigiacomo, Charles J.; Gandhi, Chirag D. (2014). «Flow Diverters for Intracranial Aneurysms». Stroke Research and Treatment. 2014: 1–12. doi:10.1155/2014/415653 
  6. a b Kamran M.; Yarnold J.; Grunwald I.Q.; Byrne J.V. (2011). «Assessment of angiographic outcomes after flow diversion treatment of intracranial aneurysms: a new grading schema». Neuroradiology. 53: 501–508. doi:10.1007/s00234-010-0767-5 
  7. Darsaut, T.E., Bing, F., Makoyeva, A., Gevry, G., Salazkin, I., Raymond, J., 2013. Flow Diversion of Giant Curved Sidewall and Bifurcation Experimental Aneurysms with Very-Low-Porosity Devices. World neurosurgery