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O Teeteto (em grego, Θεαίτητος) é um diálogo platônico sobre a natureza do conhecimento. Nele aparece, talvez pela primeira vez explicitamente na Filosofia, o confronto entre verdade e relativismo.

O início do diálogo, em sua primeira edição impressa (editio princeps), de Aldo Manúcio, Veneza, 1513


Índice

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Os personagens principais no diálogo são: Sócrates, Teodoro de Cirene e Teeteto. O matemático Teeteto estudou com Teodoro na cidade de Cirene. Outros dois personagens participam apenas do início do diálogo: Terpsião e Euclides

Questões relativas à obraEditar

O diálogo tem início quando Euclides diz a seu amigo Terpsião[1] que ele escrevera um livro, anos antes, baseado no que Sócrates lhe contara de uma conversa que tivera com Teeteto quando ainda era jovem. O motivo do relato é que Euclides tinha visto Teeteto sendo carregado para fora do campo de batalha, nocauteado por uma disenteria e leves ferimentos de guerra.

Platão procura desmentir a subjetividade gnosiológica dos sofistas, que afirmavam que os sentidos determinassem o conhecimento. Segundo Platão é possível chegar ao conhecimento através da razão.

Deste diálogo, provém uma definição tradicional do conhecimento como crença verdadeira justificada. Teeteto de Atenas, um jovem estudioso de matemática e ciências afins, propõe quatro definições que são rechaçadas por Sócrates. O saber não pode ser definido mediante exemplos, não é percepção nem opinião verdadeira, nem uma explicação acompanhada de opinião verdadeira. Sócrates rebate estes argumentos de um ponto de vista crítico, isto é, só questiona o que propõe Teeteto através de perguntas e não formula um conceito do que é conhecimento.

CitaçõesEditar

No diálogo, Sócrates esclarece a Teeteto o motivo de sua arte se chamar maiêutica (148e-149a))[2]:

Neste diálogo ocorre também o famoso relato de Sócrates a Teodoro de Cirene sobre a rapariga (criada) da Trácia que zombou de Tales de Mileto, quando este caiu num poço, porque observava o céu (174a)[3]:

Ligações externasEditar

Referências

  1. Grafia adotada por Carlos Alberto Nunes. PLATÃO. Teeteto - Crátilo. In: Diálogos de Platão. Tradução do grego por Carlos Alberto Nunes. 3a. ed., Belém: Universidade Federal do Pará, 2001, p. 35.
  2. PLATÃO. Teeteto - Crátilo. In: Diálogos de Platão. Tradução do grego por Carlos Alberto Nunes. 3a. ed., Belém: Universidade Federal do Pará, 2001, p. 45.
  3. PLATÃO. Teeteto - Crátilo. In: Diálogos de Platão. Tradução do grego por Carlos Alberto Nunes. 3a. ed., Belém: Universidade Federal do Pará, 2001, p. 83.


  • ¤ Não é da autoria de Platão segundo a maioria dos estudiosos
  • † Não é geralmente aceito pelos estudiosos
  • ‡ Somente trechos têm a autoria comprovada