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The First Sex (Português: O Primeiro Sexo) é um livro de 1971 escrito pela bibliotecária norte-americana Elizabeth Gould Davis, considerado parte da chamada Segunda Onda do Feminismo.

No livro, Gould Davis procura mostrar que as primeiras sociedades humanas eram matriarcais, "queendoms", baseados no culto à Deusa-mãe e caracterizados pelo pacifismo e democracia. Gould Davis argumenta que estas sociedades atingiram alto nível de civilidade, que foi totalmente devastado em consequência da revolução patriarcal. Ela afirma que o patriarcado introduziu um novo sistema de sociedade, baseado em propriedade privada, direitos de propriedade, mais do que direitos humanos e cultuando um severo e vingativo deus masculino ao invés da afetuosa e protetora Deusa-mãe.

Estas visões da autora, de uma Deusa mãe que predominou durante o Neolítico europeu e no Oriente Próximo são similares àquelas descritas por inúmeros autores nos primeiros anos do século XX, tal como Erich Neumann,[1] Merlin Stone, J. J. Bachofen, Riane Eisler, Marija Gimbutas, Walter Burkert, Jane Ellen Harrison, Robert Graves, James Melaart, Robert Briffault.[2]

Embora a visão da autora seja considerada não acadêmica, muitos autores continuaram a desenvolver os temas que Gould Davis descobriu.[3]

ReferênciasEditar

  1. Neumann, Erich (1955). The Great Mother: An Analysis of the Archetype. Col: Bollingen. [S.l.]: Routledge & Kegan Paul 
  2. Briffault, Robert (1927). The Mothers: A Study of the Origins of Sentiments and Institutions. [S.l.: s.n.] 
  3. Eisler, Riane (21 de setembro de 1988). The Chalice and the Blade: Our History, Our Future. [S.l.]: HarperOne. ISBN 978-0062502896 

Veja tambémEditar