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Tomás de Melo caricaturado por Rafael Bordalo Pinheiro

Tomás de Melo (na grafia de então, Thomaz de Mello) (1836–1905)[1] foi um escritor português, casado com D. Maria de Jesus de Bragança, filha ilegítima de D. Miguel I. Sobre a sua conduta de bon vivant e bom garfo lemos na revista O António Maria:[2]

Quem o não conhece, ao D. Thomaz de Mello, como um dos mais patuscos, mais curiosos, mais attrahentes typos d'essa bohemia de melhores tempos que lhe valeu agora, em boas reminiscencias, um alegre livro?! Quem o não conhece, ao da grande pera e mais o grande bigode, grande chapeu desabado e grande pança cahida, dilatada por quantas ceias e idas ás hortas memoraveis de que nos falla a Historia, e em que elle tomou parte, denodadamente, em tremendissimas pandegas de estalo!

"O António Maria", n.º 447, de 20 de Maio de 1897

ObraEditar

 
Capa de O Conde de S. Luís

Foi autor dos seguintes livros:[1]

  • Cenas de Lisboa (1874)
  • Modesta: memórias de um degredado (1874)
  • O Conde de S. Luís (1874; 2.ª ed. 1903)
  • A espera de touros em Carriche (1879)
  • Boémia antiga (1897)
  • Contos e casos (1904)
  • Recordando "O Negro de Alcântara": tragédia em 4 actos, paródia do "Otelo" (1904)

Foi ainda proprietário da revista O reclamo: órgão da Agência Universal de Anúncios, publicada pela casa Júlio Rodrigues, em 1892.

Referências

  1. a b PORBASE. Pesquisa por Autor: "Melo, Tomás de, 1836-1905". Acedida a partir de http://porbase.bnportugal.pt/ em 2009-09-30.
  2. O António Maria, n.º 447, de 20 de Maio de 1897. Acedido em 2009-09-30.

Ligações externasEditar

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