Tratado de Paz e Amizade de 1904 entre Chile e Bolívia

Disambig grey.svg Nota: Para o tratado entre Argentina e Chile de 1984, veja Tratado de Paz e Amizade entre Argentina e Chile.

O Tratado de Paz e Amizade de 1904 entre o Chile e a Bolívia foi assinado em Santiago do Chile em 20 de outubro de 1904 com a finalidade de delimitar a fronteira Bolívia-Chile através de 96 pontos específicos entre Cerro Zapaleri e Cerro Chipe e regulamentar as relações entre os dois países 20 anos após o fim da Guerra do Pacífico.

Tratado de Paz e Amizade de 1904 entre Chile e Bolívia
Trecho do Tratado de Paz e Amizade entre Chile e Bolívia
Tipo Tratado de paz
Local de assinatura Chile Santiago, Chile
Partes  Bolivia
 Chile
Assinado 20 de outubro de 1904

Depois de anos de disputa, em 14 de fevereiro de 1879, as tropas chilenas desembarcaram no porto boliviano de Antofagasta começando o conflito que enfrentariam durante vários anos os dois países (além do Peru). Apenas em 1884, o Chile e a Bolívia assinaram um acordo de armistício que terminaria as ações armadas, enquanto era negociado um tratado de paz final.

O Tratado de Paz e Amizade foi discutido por vários anos, especialmente por causa da cessão absoluta e perpétua dos territórios bolivianos ocupados pelo Chile, correspondentes ao antigo Departamento do Litoral (atual Região de Antofagasta), deixando a República da Bolívia, sem acesso ao Oceano Pacífico.[1] O tratado também inclui uma série de disposições a fim de suprir a falta de uma saída marítima soberana, dentro das quais incluem a obrigação do Chile de construir uma ferrovia entre Arica e La Paz, a concessão de créditos, o direito de livre trânsito aos portos do Pacífico e o pagamento de 300 mil libras esterlinas em compensação.

As relações entre Bolívia e Chile desde a ratificação do tratado até à data tem sido marcada por suas disposições. Apenas a partir do final do século XX, a Bolívia abriu a possibilidade de objetar ao tratado.[1]

Ver tambémEditar

Referências

  1. a b «Bolivia vs. Chile: Pacific Ocean Dispute». The Cornell International Affairs Review