Abrir menu principal

Um Auto de Gil Vicente

Um Auto de Gil Vicente
Autoria Almeida Garrett
Dados da estreia 1838
Local da estreia Teatro da Rua dos Condes, Lisboa
Idioma original português

Um Auto de Gil Vicente é uma peça de Almeida Garrett de 1838.

Garrett é considerado, depois de Gil Vicente, o maior autor dramaturgo que Portugal pôde presenciar. A peça foi representada pela primeira vez no teatro da Rua dos Condes, em 1838. Ela se divide em 3 atos e possui um prefácio de extrema importância, que foi escrito pelo próprio Almeida Garrett. O prefácio é um indício da preocupação de se historicizar o teatro genuinamente português, afastá-lo das influências francesas ou italianas. Por isso o personagem é Gil Vicente. Também é colocado no prefácio como temática o enfraquecimento da arte dramática em Portugal. “O teatro é um grande meio de civilização, mas não prospera onde a não há. Não têm procura dos seus produtos enquanto o gosto não forma os hábitos e com eles a necessidade.” [1] Daí a importância de Gil Vicente para a obra, por ser o fundador do teatro português. O Auto de Gil Vicente é uma obra desenvolvida de modo a enriquecer certas lacunas nas artes dramáticas portuguesas, possibilitando a abordagem do Teatro dentro do teatro.

EnredoEditar

Com o intuito de comemorar a partida de D. Beatriz a Sabóia, onde se casaria com Carlos III, Gil Vicente planeja a atuação de sua peça Cortes de Júpiter e é em volta desse fato que a trama da peça se desenvolve. Trata-se de uma intensa tentativa de paixão entre a infanta D. Beatriz e o poeta Bernardim Ribeiro. Com o auxílio de Paula Vicente, Bernardim se disfarça de moura para que num dado momento da peça pudesse se despedir de D. Beatriz.

PersonagensEditar

A obra inclui como personagens:

  •  Bernardim Ribeiro: Bernardim ama D. Beatriz prometida para se casar com Carlos de Sabóia. Este Romance é responsável por evocar o trágico e o sublime.
  • Garcia de Resende: um poeta que se posiciona diferente no Antigo Regime e no Absolutismo Monárquico, ou seja, se relaciona directamente com o poder.
  • Gil Vicente: o dramaturgo é autor da peça "Cortes de Júpiter", preparada para festejar o casamento de D. Beatriz, filha de D. Manuel I e representada dentro da peça Um auto de Gil Vicente.
  • Paula Vicente: é um bom objecto de estudo para o feminismo. A filha de Gil Vicente tem certa nobreza de carácter. Ela ama Bernardim Ribeiro, mas, mesmo assim, ajuda D. Beatriz que também o ama. Além de ser uma figura virtuosa e que contesta as coisas, é artista e ajuda Gil Vicente sendo uma figura importante para o sucesso que ele se torna no teatro.
  • Pêro Sáfio: actor da companhia de Gil Vicente e enamorado de Paula Vicente. Funciona como uma espécie de "gracioso" do teatro setecentista, ana sua relação directa com o público (apartes), mas também capaz de fazer solilóquios profundos.
  • Rei D. Manuel I: para evocar um passado de grandezas de um passado português, não só uma grandeza material, mas também no teatro nacional. Almejava um teatro tipicamente português. Além disso, a arte, nesse período de mecenato, era responsável por embelezar a corte.
  • D. Beatriz: personagem da peça, "Cortes de Júpiter", e a rainha, é comprometida e não pode casar com o poeta de "Menina moça" por razões de Estado.

Referências

  1. GARRETT, 2007, p. 88
  • REBELLO, Luiz Francisco.Teatro Romântico Português: O Drama Histórico. Imprensa Nacional-Casa da Moeda. Lisboa: Departamento Editorial da INCM. 162 p.
  A Wikipédia possui o
Portal de Literatura
  Este artigo sobre um livro é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.