União dos Comunistas

União dos Comunistas foi um grupo guerrilheiro brasileiro[1].

A organização inicialmente se chamava Grupo Debate, nome tirado da revista de estudos teóricos DEBATE: problemas da revolução brasileira, editada no exílio a partir de fevereiro de 1970[2]. O grupo era liderado por João Quartim de Moraes x-dirigente da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), afastado do grupo no fim de 1968 por seu apoio crítico à luta armada. Outros membros importantes eram Aloysio Nunes Ferreira e Ricardo Abramovay[3].

Devido a essa posição, a UC sofreria várias críticas das outras organizações. Sua postura, porém, assumiu mais tarde um perfil de crítica radical à guerrilha urbana, buscando uma aproximação com o PCB.

Entre os primeiros militantes da organização estavam, além dos membros expulsos da VPR, ex-integrantes da Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares), da Ação Libertadora Nacional (ALN), do Partido Operário Comunista (POC) e do Movimento Armado Revolucionário (MAR), entre outros. Os principais núcleos se encontravam no Chile, e se deslocaram para a Europa depois do golpe de Pinochet, em 1973.

A partir de 1975, quando foi aprovada a Plataforma pela União dos Comunistas Brasileiros, o grupo passou a ser conhecido como União Comunista e passou a defender uma revolução socialista que passasse por uma etapa democrática. Ao mesmo tempo, com o retorno de parte dos exilados, as atividades se deslocam igualmente da França para o Brasil.

Assim, durante a década de 1970 a UC ampliou sua atividade no interior do país, distribuindo clandestinamente a revista Debate. Com a abertura política, chegou a obter expressão parlamentar em alguns estados, penetrar nas universidades e no movimento de mulheres.

Referências

  1. Projeto Brasil Nunca Mais. Arquidiocese de São Paulo, 1985. Tomo II, Volume 1, pág. 97
  2. PEZZONIA, Rodrigo. A Luta Armada e os Exilados do DEBATE. Anais do XXVI Simpósio Nacional de História – ANPUH • São Paulo, julho 2011
  3. PEZZONIA, Rodrigo. Revolução em DEBATE: O grupo DEBATE, o exílio e a luta armada no Brasil (1970 – 1974). Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, 2011