Usuário(a):Os Messianistas de Luis Filipe/Testes

O Quinto Império é uma crença messiânica-milenarista concebida pelo padre António Vieira no século XVII, na qual o Império Português seria considerado o quinto e último império do mundo. O Império, através de um reinado temporal e espiritual, levaria a fé cristã para todo o mundo e promoveria a paz e a felicidade por um período de mil anos que resultaria no fim dos tempos.

A crença baseava-se na visão profética de Daniel sobre a interpretação do sonho do rei caldeu, Nabucodonosor. Em sua visão, Daniel vê uma estátua em forma de homem, que possuía a cabeça em ouro; o peito e os braços em prata; o ventre e as coxas de bronze; as pernas de ferro, e os pés parte em ferro e parte em barro. E, então, uma pedra cortada sem auxílio de mãos, derrubaria tal estátua.

Padre Vieira faz uma interpretação do sonho bíblico para dar o significado dos reinos não revelados por Daniel ao rei. A cabeça de ouro seria os Assírios, conforme já indicado por Daniel; os peitos e braços de prata seriam os Persas; o ventre de bronze, os Gregos; as pernas e os pés de metal e barro, seria os Romanos; e por fim a pedra, seria o quinto e último império, seria o Império Português.

Diferente dos Impérios anteriores, o Quinto Império materializaria o poder divino para todo o sempre. Enquanto os Impérios anteriores não tinham conhecimento sobre a extensão de todo o mundo, o mais novo Império já o conhecia, e com isso seria capaz de cumprir a ambição de se expandir e se consagrar por toda a Terra, fazendo do “Mundo” um espaço sem fronteiras e abraçado pela força divina.

Fundamentos do ImpérioEditar

A crença no Quinto Império fundamenta-se em três correntes de pensamento que estavam presentes em Portugal no século XVII: o milenarismo joaquimita, o messianismo judaico e também as profecias messiânicas portuguesas, como o Mito de Ourique e as Trovas de Bandarra. [MANDUCO, p.252]

 
Frei Manuel dos Reis. "Visão de D. Afonso Henriques na batalha de Ourique" (c. 1665), Óleo sobre painel. 173 x 152 em, Originalmente do Retábulo-mor da Igreja da Colegiada de N. Sra. da Oliveira, em Guimarães. Museu Alberto Sampaio, Guimarães, Portugal.

Ourique e a “pedra” cortada sem auxílio de mãos.Editar

Entre as profecias messiânicas portuguesas que fundamentam a teoria do Quinto Império está o Milagre de Ourique, no qual podemos pensar através de uma dupla função: a da monarquia estabelecida naquele momento, por Afonso Henriques e a do Império a existir, anunciada para a descendência futura.[1] Vieira afirmou no Sermão de Acção de Graças pelo nascimento do príncipe D. João, pregado em 1688 na Bahia e impresso em Portugal em 1690, que Portugal seria o Quinto Império sonhado por Nabucodonosor e Daniel, assim como prometido em Ourique, estabelecendo, assim, uma relação entre o Milagre e as visões proféticas de Daniel, bem como no Livro Segundo da História do Futuro.

O Milagre de Ourique, remete-se à tradição da fundação do reino de Portugal, da qual no ano de 1139, Dom Afonso Henriques indo a combate contra o rei Ismar e os cinco reis mouros aliados, foi surpreendido por um ancião que disse que Afonso venceria tal combate e que se atentasse na próxima noite. Ficando em oração no resto da noite, e na próxima que era véspera do dia de São Tiago, Afonso escutou a campainha, e saiu de sua tenda, e olhando para o Oriente, vislumbrou o sinal da cruz, e Jesus Cristo crucificado, que lhe disse:

[...] Não te apareci deste modo para acrescentar tua fé, mas para fortalecer teu coração neste conflito & fundar os princípios de teu Reino sobre pedra firme. [...]

e continua:

[...]Eu sou o fundador, & destruidor dos Reinos, & Impérios, & quero em ti, & teus descendentes fundar para mim um Império, por cujo meio seja meu nome publicado entre as nações mais estranhas.[...].[2]

A visão profética de Daniel, que foi feita ao rei Caldeu, Nabucodonosor, foi feita a partir do sonho da qual perturbou o rei. Nabucodonosor, conturbado, mandou buscar intérpretes e sábios, para interpretar seu sonho, por todo o reino babilônico. Porém, sem sucesso, manda matar todos os sábios do reino, até que, Daniel ao saber do feito do rei, intervém ao chefe da guarda do rei, e pede-lhe que tenha presença para com o rei, pedindo então a ele tempo, para que ele o revelasse a interpretação. O sonho revelado por Daniel é descrito da seguinte maneira:

“31 Tu, ó rei, na visão olhaste e eis uma grande estátua. Esta estátua, imensa e de excelente esplendor, estava em pé diante de ti; e a sua aparência era terrível. 32 A cabeça dessa estátua era de ouro fino; o peito e os braços de prata; o ventre e as coxas de bronze; 33 as pernas de ferro; e os pés em parte de ferro e em parte de barro. 34 Estavas vendo isto, quando uma pedra foi cortada, sem auxílio de mãos, a qual feriu a estátua nos pés de ferro e de barro, e os esmiuçou. 35 Então foi juntamente esmiuçado o ferro, o barro, o bronze, a prata e o ouro, os quais se fizeram como a pragana das eiras no estio, e o vento os levou, e não se podia achar nenhum vestígio deles; a pedra, porém, que feriu a estátua se tornou uma grande montanha, e encheu toda a terra.” [3]

A centralidade aqui é dada a esta “pedra” em que Cristo firmará o reino de Afonso Henriques. Vieira irá relacioná-la a “pedra cortada sem auxílio de mãos” presente na visão profética de Daniel, estabelecendo assim uma legitimação político-profética para o Quinto Império Português, interpretando assim as partes da estátua como os quatro impérios presentes nas escrituras, sendo o primeiro o império Assírio, e sucessivamente, Persa; Greco-Macedônico e Romano. Tais impérios seriam derrubados pela “pedra” que estaria sendo representada pelo Império de Cristo, encabeçada por um príncipe lusitano, herdeiro de Afonso Henriques. Em História do Futuro, através da figura "pedra", presente nas visões proféticas de Daniel, Vieira também buscava remetê-la ao Milagre de Ourique, no qual Cristo havia estabelecido Portugal em "pedra firme"[4].

Sonhando acordado: Bandarra, Castro e VieiraEditar

 
Gonçalo Annes Bandarra, gravura do rosto da edição de 1603 da Paráfrase, de D. João de Castro.

Quinto Império Português foi uma crença concebida por Padre Antônio Vieira em conformidade e semelhança com a ideia de Quinta Monarquia, de D. João de Castro, ambas noções fundamentadas nas Trovas de Gonçalo Annes Bandarra (Trancoso, 1500 — Trancoso, 1556), sapateiro e profeta messiânico. Bandarra reúne em seus escritos os sonhos proféticos que teve com o episódio narrado no capítulo 2 do livro bíblico de Daniel. Daniel, no entanto, não foi o primeiro profeta bíblico da tradição profética, visto que Jeremias pode ser entendido como elo inicial de uma tradição profética que se marca por Daniel, a qual Bandarra seguiu.[5] Antônio Vieira, portanto, cunhou o termo “Quinto Império Português” baseado nas profecias oníricas de Bandarra, concebendo essa crença, de caráter político-profético, como uma proposta de monarquia universal católica para o Reino de Portugal.

Antes de Antônio Vieira outras crenças teriam surgido a partir das profecias de Bandarra em favor de um projeto universal para o Reino de Portugal. D. João de Castro, por exemplo, (Lisboa, 27 de fevereiro de 1500 — Goa, 6 de junho de 1548), a partir de uma leitura das Trovas, cunhou o termo “Quinta Monarquia Portuguesa” para referir-se ao mesmo processo pelo qual deveria passar o Reino Português. Para ele, a “Quinta Monarquia Portuguesa” poderia ser definida como o corpo de Cristo, temporal e bélico, que sob comando de D. Sebastião, derrotaria os mouros e instalaria uma monarquia com senhorio e império católico-português sobre o mundo[6]. De forma semelhante, essa monarquia insurgente seria, então, figurada pela “pedra”, que derrubou a estátua na visão profética de Daniel.[7] Nesse sentido, o termo Quinta Monarquia referia-se a um projeto político-profético, cunhado por D. João de Castro, que dava à Portugal a eleição de ser um reino temporal, que tinha a função de "senhorear o mundo, extirpando a seita Maometana, gentilidade e toda a erronia".[8]

Em semelhança com D. João de Castro, António Vieira fundou a noção de “Quinto Império Português”. A diferença é que, ao contrário de Castro, Vieira não estipulou um príncipe específico para chefiar o império (D. Sebastião, segundo o projeto da Quinta Monarquia), mas depositou suas esperanças nos reis e herdeiros brigantinos. O império seria constituído de dois pólos de poder, um de prata e outro de ouro. O de prata referia-se ao Império temporal, que ficaria a cargo de um rei português, devido a sua legitimação pelos ocorridos no Milagre de Ourique; já o de ouro referia-se ao Império espiritual, que ficaria a cargo de Cristo.[9] O Quinto Império não constituía-se, somente, na vanglória lusitana dada pela derrota do mouro (simbolicamente considerados símbolo do Anticristo), como significava, também, um passo para a conversão universal de todos os povos do mundo. Havia, portanto, duas dimensões na crença vieirense no Quinto Império: uma relacionada à monarquia lusitana e outra relativa à missão evangelizadora portuguesa.[10]

D. João IV: Cabeça do Quinto ImpérioEditar

 
Frontispício da 1.ª edição (1644) do livro Iusta Acclamação do Serenissimo Rey de Portvgal Dom Ioão o IV, com uma representação do Rei D. João IV de Portugal. 1644

O período marcado pela Restauração Portuguesa, promovida por parte da nobreza lusitana e que deu fim à União Ibérica, também se configurou como um período de crise para o reino português. Entre os desafios trazidos com a restauração estava a recuperação das possessões perdidas, reconhecimento internacional da independência do reino, a defesa das fronteiras e a legitimidade da nova dinastia, sendo a instabilidade de D. João IV, por não ter tido apoio da população, uma marca do processo de Restauração. Vieira irá se envolver nas discussões sobre a legitimidade real, elaborando teorias não apenas para legitimar o Duque de Bragança como Rei de Portugal, mas também para evidenciar a impossibilidade da retomada da coroa por Felipe IV.

Esse período também é marcado pela difusão das ideias milenaristas e messiânicas, como por exemplo, os Sebastianistas, crença baseada nas profecias de Bandarra, na qual se acreditava que o Rei D. Sebastião, desaparecido na batalha de Alcácer-Quibir, estaria aguardando, como Rei encoberto, o momento certo onde voltaria para salvar Portugal, e por isso, eram contrários a escolha do Duque de Bragança como Rei de Portugal.

Para debater com as crenças contrárias à coroação de D. João IV, Padre Antônio Vieira se utilizou da concepção apologética, ou seja, da associação de argumentos jurídicos e teológicos buscando demonstrar que o reino português havia sido escolhido por Deus e que D. João IV era o princeps christianus (líder cristão) que levaria Sua palavra aos demais povos do mundo[11]. Nesse sentido, Vieira se utilizou do Milagre de Ourique, além de outras profecias, como a de Bandarra, para legitimar o trono de D. João IV.

A tentativa não foi suficiente e por isso Vieira agregou novos argumentos, como as regras dinásticas e de linhas sucessórias, buscando estabelecer uma retórica que aliasse importância sagrada, através das profecias, mas também importância jurídica, através das regras sucessórias. Vieira enfatizou essa questão ao demonstrar que o Ducado de Bragança era descendente direto de reis, mas que estava ligado às mais importantes dinastias europeias, garantindo a pureza do sangue real e também se mantendo dentro do que estava estabelecido por Bandarra em sua profecia e com isso, D. João IV elegia-se rei, não só do português, mas também do divino. É através da grande capacidade argumentativa e retória que Vieira irá conseguir o apoio dos grupos opositores, como os Sebastianistas, bem como afastar outros candidatos à Coroa.

Sendo assim, é possível verificar que Vieira, durante o período da Restauração aliava o debate sucessório com sua expectativa messiânica em relação a Portugal, entendendo-o como o Quinto Império e buscando através de sua ação a consolidação de um Estado soberano, regido por um monarca, que seria D. João IV de acordo com sua base profética, o único capaz de conduzir Portugal ao seu destino divino.[12]

A voz do Quinto ImpérioEditar

 
Retrato do Padre Antônio Vieira, de autoria desconhecida, do início do século XVIII.

padre Antônio VieiraEditar

Antônio Vieira, ou como é mais conhecido, Padre António Vieira (Lisboa, 6 de fevereiro de 1608 – Salvador, 18 de julho de 1697), foi um dos personagens influente no campo das crenças messiânica-milenaristas, tendo sido, a partir dos seus sermões e textos, que se consolidou o conceito de Quinto Império em Portugal. Pode-se referir a António Vieira como um homem politizado de batina, pois sua obra abrange tanto elementos religiosos quanto políticos, juntamente com o teor profético.

Ao longo de sua vida atuou na Companhia de Jesus como missionário no Brasil onde adquiriu grande prestígio. Retornou a Portugal após a Restauração de 1640, como participante da comitiva vinda do Brasil para as cerimônias de reconhecimento da dinastia de Bragança. A partir de então, ocupou posições de destaque ao ser nomeado como confessor (inclusive confessor pessoal do Rei D. João IV) e pregador régio, além de ter atuado como diplomata em missões pelo governo português com a cúria romana e governo holandês. Portanto, teve ampla participação e influência em assuntos relacionados a política e economia.

Em seus escritos e sermões houve espaço para pensar e refletir sobre discussões como a indigência da escravidão como fator básico para a movimentação da colônia e sobre a necessidade do “dinheiro sem fé” dos cristãos novos[13]. Nestes termos, propunha ao Rei, D. João IV, conceder a recepção e permanência de judeus em Portugal, visando “deslocar para sua pátria as fabulosas fortunas daqueles” que haviam migrado para outras regiões devido à perseguição sofrida durante a dinastia de Avis, especialmente no reinado de D. Manuel. Essa proposta demonstra que Vieira era um adepto do mercantilismo e que o sucesso econômico de Portugal estava atrelado ao seu destino enquanto Quinto Império.[14]

Os sermões em defesa dos judeus foram um dos motivos que fizeram com fosse criada uma antipatia por parte dos eclesiásticos, especialmente dos dominicanos, que estavam à frente dos Tribunais do Santo Ofício, o que fez com que Vieira fosse submetido a processos inquisitoriais e proibido de pregar em favor dos judeus.

Suas ObrasEditar

A crença no Quinto Império colocava-se para Vieira como parte de um esforço para garantir a soberania lusitana mas, acima de tudo, como o cumprimento da finalidade divina da História, não apenas como uma redenção individual, mas coletiva[15].

Ao analisar a obra de Padre Antônio Vieira é possível identificar como a crença messiânica-milenarista foi se manifestando ao longo de sua trajetória através da construção de suas produções. O jesuíta fundamentou-se na interpretação das profecias bíblicas, na Patrística e nas visões dos Santos, seguindo a ortodoxia católica, e nos textos proféticos messiânico-milenaristas, seguindo os movimentos sebastianista e joanistas, do qual fez parte[16].

Entre a grande quantidade de materiais produzidos ao longo da sua vida, podemos destacar como importantes para compreender a construção da crença no Quinto Império o “Sermão dos bons anos”, de 1642, no qual já estava presente a ideia de um Império que através do poder divino e liderado pelos reis de Bragança faria com que todo o mundo se sujeitasse a eles.

Nos sermões intitulados como “Esposo da Mãe de Deus” (1644), Vieira para abordar a legitimidade brigantina ao trono português serviu-se de uma abordagem retórica diferente, através da articulação entre dois sonhos proféticos, o de Nabucodonosor e o outro os sonhos de São José, santo que era patrono e exemplo do Rei D. João IV, para demonstrar que a dinastia brigantina faria de Portugal o Quinto Império.

Já no final da sua vida, no compilado de sermões “Xavier Dormindo” (1694), a comparação com os sonhos de São Francisco Xavier, considerado como o "Apóstolo do Oriente" e que assim como Vieira, era jesuíta e missionário, e com isso elaborando uma metáfora sobre a missão evangelizadora realizada pelos jesuítas como elemento fundamental no Quinto Império.

Em 1688, no “Sermão de Acção de Graças pelo nascimento do príncipe D. João”, é que o então recém-nascido, João, Príncipe do Brasil e herdeiro do trono, é apontado por Vieira como a cabeça do Quinto Império sonhado por Nabucodonosor e Daniel e prometido em Ourique.

Entre 1660, período em que passou a ser processado pela Inquisição, até o final de sua vida, foram produzidas as obras que ficaram reconhecidas como seus tratados proféticos. São elas: A carta “Esperanças de Portugal”; “História do Futuro”; Clavis Prophetarum (A Chave dos Profetas), além das duas “Representações” escritas para a defesa diante do Tribunal do Santo Ofício e o “Apologia das coisas profetizadas”, considerado como um rascunho das outras obras.

São em seus tratados proféticos, mesmo que na sua maioria inacabados, onde Padre Vieira, desenvolveu sua teoria do Quinto Império com maior ênfase, sendo influenciado pelo processo inquisitorial na lógica do seu discurso, nas autoridades evocadas e na disposição das matérias, o que poderia explicar a presença cristológica marcante e o predomínio do espiritual sobre o temporal[17].

A experiência como missionário jesuíta no Maranhão ao longo da década de 1650 também é vista como uma influência na escrita profética vieirense, visto que Vieira considerava que o caminho para a Portugal cumprir seu destino enquanto Quinto Império passava inevitavelmente pela missão evangelizadora nas Américas[18].

O processo de Vieira perante ao Tribunal do Santo Ofício, motivado pelas propostas heréticas de defesa da presença de judeus em Portugal e também pelas ideias brigantinas de Quinto Império, especialmente relacionadas à carta “Esperanças de Portugal” se arrastou por oito anos e terminou com a condenação de Vieira e a pena de silêncio.[19]

Sendo assim, podemos compreender que Padre Vieira não via contradição entre o ser religioso e o ser político, visto que o Quinto Império seria, ao mesmo tempo, temporal e espiritual. Essa ideia é perceptível, também, na forma como Vieira participou das questões do seu tempo, demonstrando sua obstinação pela ação-prática, ou melhor, por um modo de atuar e intervir na realidade social de sua época de uma forma em que política e religião estivessem servindo ao mesmo propósito divino de fazer Portugal, através da dinastia brigantina, se tornar o Quinto Império.

Referências

  1. LIMA, 2010, p. 223.
  2. BRANDÃO, 1690, p. 162-163.
  3. Bíblia Sagrada. Daniel 2:31-35
  4. LIMA, 2010, p.217-218.
  5. LIMA, 2010, p.194.
  6. LIMA, 2010, p.207-208
  7. A pedra não se referia somente a Quinta Monarquia, mas também se remetia ao Milagre de Ourique, na qual Cristo havia estabelecido o reino de Portugal, para Afonso Henriques, em “pedra firme” LIMA, 2010, p.218
  8. LIMA, 2010, p. 201
  9. LIMA, 2010, p.220-222
  10. LIMA, 2010, p.223-225
  11. MANDUCO, 2005, p.4
  12. MANDUCO, 2005, p.246-260
  13. MANDUCO, 2005, p.248
  14. apud ALVES e PEREIRA, 2017, p. 216
  15. MANDUCO, 2005, p.249
  16. LIMA, 2000.
  17. apud LIMA, 2010, p.215
  18. apud LIMA, 2005, p.216
  19. LIMA, 2010, p.250

BibliografiaEditar

  • ALVES, Deivide Rodrigas; PEREIRA, Rita de Cássia Mendes. O Sermão e o Pregador: elementos essenciais ao projeto político-religioso do Quinto Império Português em Pe. António Vieira. Locus: Revista de História. Juiz de Fora, v.23, n.2, p. 201-229, 2017.
  • BARBOSA, Leandro Soares. O Quinto Império: profecia e pragmatismo nos escritos do padre Antônio Vieira. 2010. 97 f. Dissertação (Mestrado em História) – Universidade Federal de Juiz de Fora, 2010.
  • Bíblia Sagrada: Traduzida em português por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. 2aed. Barueri: SBB, 2008.
  • BRANDÃO, Antônio. Terceira Parte da Monarchia Lusytana. Lisboa, 1690. p.162-163
  • LIMA, Luis Filipe Silvério. Império dos sonhos: narrativas proféticas, sebastianismo e messianismo brigantino. 2005. 349 f. Tese (Doutorado em História Social). Universidade de São Paulo. São Paulo, 2005.
  • __________________________Sonhos Proféticos, Profecias Oníricas. 2000. 97 f. Dissertação (Mestrado em História) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. São Paulo, 2000
  • MANDUCO, Alessandro. História e Quinto Império em Antônio Vieira. Revista Topoi, v.6, n.11, jul- dez 2005, p. 246-260


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